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sexta-feira, 13 de maio de 2011

No Paraguai matam piolhos dos indiozinhos com coca-cola e sal !

Anteontem o primo Éder, que estuda medicina no Paraguai, contou-me como costumam matar os piolhos das cabeças dos indiozinhos naqueles pagos. A fórmula é bem surpreendente e simples: misturam 2 litros de coca-cola com uma colherinha de sal e mandam ver na cabeça das crianças (!!!!!). Deixam a mistura agir alguns minutos na cabeça da garotada e depois os indiozinhos vão se banhar no rio para tirar o exótico "xampu anti-piolhos" de seus cabelos.

Contei o fato ao amigo Sérgio e ele, também impressionado, começou a ter um ataque de riso e de criatividade. Disse que começou a imaginar vários padres jesuítas correndo com garrafas de coca-cola na mão atrás dos indiozinhos. Como riso e criatividade parecem ser contagiosos, entrei na onda também. Lembrei da moda, tempos atrás, de fazer aquela experiência de botar "Menthos" (é um drops de menta com aquela clássica casquinha branca) dentro de garrafas de coca-cola só para ver o líquido sair estourando e espirrando para todos os lados. Aí imaginei vários padres jesuítas com cara de cientista louco segurando as garrafas com "Menthos" dentro e direcionando o jato na cabeça dos indiozinhos, para poder higienizar a cabeça deles de uma maneira mais prática, rápida e divertida para todo mundo. Seria um autêntico "lava-jatos indígena infantil".

Pra completar, ainda surgiu em minha mente uma adaptação dessa história a aquela célebre gozação do "Seus problemas acabaram!" de um dos quadros do programa "Casseta e Planeta", da TV Globo: "Sua cabeça está cheia de piolhos? Seus problemas acabaram! Use Coca-cola com sal, o revolucionário xampu anti-piolhos da fronteira!!!! Mais um produto das organizações Tabajara!!!"

Alguns devem estar se perguntando: mas o que eles tomaram para ter tantas idéias escalafobéticas? Não faço idéia. Coca-cola é que não foi...

terça-feira, 4 de maio de 2010

A energia de Itaipu chegou às pontas de meus dedos

Além do tamanho, outra coisa que me impressionou em Itaipu foi o fato de ter sentido uma energia forte nas pontas dos dedos da mão quando estivemos pertinho de um gerador. No início, pensei que fosse coisa de minha cabeça, sei lá. Mas fui comentar isso com Humberto e ele estava sentindo o mesmo.
Sentindo essa energia nas mãos, olhava para aqueles corredores aparentemente sem fim, painéis cheios de botões, alavancas e comecei a me lembrar do sentimento de intensa pena que sentia quando criança ao ver matérias nos telejornais falando sobre a inundação de Sete Quedas, necessária para que Itaipu se tornasse possível. Hoje, apesar de continuar lembrando de Sete Quedas com um certo pesar, já penso diferente. Pelo que entendo, de qualquer maneira seria necessária uma grande usina hidrelétrica para o Brasil e alguma área, infelizmente, teria de ser alagada. Melhor assim, uma usina de energia limpa e renovável, ao contrário de algumas outras do Planeta Terra...

A história de Itaipu é cheia de lances interessantes. Como, por exemplo, o crescimento de Foz do Iguaçu. Entre 1975 e 1978, mais de 9 mil moradias foram construídas nas duas margens para abrigar seus trabalhadores. Naquela época, Foz do Iguaçu era uma cidade com apenas duas ruas asfaltadas e cerca de 20 mil habitantes. Em dez anos, a população passa para 101.447 habitantes.

Recomendo o site de Itaipu para quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa usina e sua história. Para quem planeja viajar em breve para Foz do Iguaçu, recomendo dar uma olhada atenta na foto que fizemos mostrando o preço dos vários passeios em Itaipu. Muitos podem parecer salgados, mas é um investimento que vale a pena.

domingo, 2 de maio de 2010

Itaipu: o gigante binacional Brasil e Paraguai

Em nossa viagem, aproveitamos para também visitar a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional Brasil-Paraguai. Ficamos impressionados, pois sabíamos que essa Usina é grande, mas somente ao chegar lá vimos o tamanho real de Itaipu. O adjetivo "grande" não retrata nem de longe o que é aquela obra assustadora de Engenharia...ela é gigantescaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, parece um universo a parte.  A visita guiada foi bem interessante. Confesso que fiquei na tentação de apertar vários botãozinhos e puxar várias alavancas de alguns painéis de controle de lá...mas, claro, fiquei comportadinha na minha admirando tudo. Já Humberto não se aguentou e resolver fazer uma travessura. Em certas tantas, viu uma garrafa térmica com café num canto. Todo faceiro, começa a caminhar em sua direção. Tomo o cuidado de avisar: "Humberto, isso aí deve ser para os funcionários, não é para nós...". Quem disse que ele me ouviu? Quando já estava com o copinho cheio na mão, apareceu um deles do nada alertando: "Senhor, este café é para consumo interno". Depois que o moço foi embora, Humberto vira pra mim e comenta: "Ah, mas o uso que estou fazendo desse café é interno mesmo, não vou tomar banho com ele...". Como se não bastasse, ainda se queixou: "Ah, mas esse café está doce demais...".

Essa é a filosofia dos quatis, lindos animaizinhos selvagens que já renderam dois posts aqui no blog: se apoderam do que é dos outros e ainda reclamam... Ainda estou apanhando dos mecanismos para colocar fotos neste blog. Por isso, não consegui colocá-las acima na sequência que gostaria. Mas, só para esclarecer: as fotos com água são todas do vertedouro, que serve para controlar o nível de água da barragem. Vocês podem ver aí uma foto mais distante do vertedouro e duas feitas de cima para baixo.