quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O preço pode ser mais importante que a mercadoria

Mais uma da série "Supermercados e similares"...
Meses atrás, fomos a uma dessas megalojas de materiais de construção e decoração. Foi lá que aprendemos o que é uma arandela. Nós e mais a torcida do flamengo. O locutor da loja anunciou uma oferta relâmpago de arandelas de cerâmica. Era algo do tipo "o preço real é em torno de 20 reais, mas agora custa 5 reais". Humberto ficou com o carrinho e resolvi ir na frente, seguindo a multidão, em busca do tal objeto misterioso...lembro que alguns chegavam a correr para tentar alcançar primeiro as tais ofertas.
Dali a pouco, avistei uma grande confusão de pessoas, acotovelando-se em torno de um cercado com as tais arandelas. Lá chegando, não sei como consegui abrir espaço em torno daquela bagunça (acho que meu tamanho ajudou) para finalmente descobrir do que se tratava: eram suportes de parede para se colocar lâmpadas. Fiquei observando em volta: muitos também aprenderam ali, em meio àquele sufoco consumista, do que se tratava o objeto anunciado alegremente pelo locutor. Lembro-me de um rapaz dizendo ao outro, com um olhar meio decepcionado: "ah, então isso é que é a tal da arandela...". No entanto, reparei que muitas pessoas acrescentaram a tão falada a seu carrinho de compras.
Além de aprender, aquele dia, o que era uma arandela, também aprendi uma lição interessante dos comerciantes: o preço, muitas vezes, é mais importante que a mercadoria.

Foto extraída de http://www.sosni.com.br/html/modules.php?name=News&file=article&sid=971

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Bunda e barriga contraídas o tempo inteiro. Mas como faz para respirar?


A luta para se ter formas esbeltas é insana e sofrida para muitas mulheres. Outro dia li em algum lugar que uma boa dica é fazer, com frequência, exercícios de contração dos músculos da bunda e da barriga na fila do banco, do supermercado, no ônibus, enquanto está caminhando, enfim, sempre ou quase sempre. Só se esqueceram de explicar como é que a gente respira nesse processo...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A origem de meu trauma por lasanha de caixinha

Devo ter passado uns quatro anos sem comer lasanha de caixinha, dessas que basta colocar uns minutos no microondas e está pronta para servir. A origem desse meu "trauma" está numa promoção relâmpago de um hipermercado daqui de Brasília, anos atrás. Estávamos fazendo nossas compras costumeiras quando escutamos o locutor anunciar: "Oferta-relâmpago: caixa de lasanha a um real cada! Corram para aproveitar!" Fizemos como boa parte das pessoas que estavam no supermercado aquele momento: seguimos a sugestão do moço.
Ao chegarmos no setor de alimentos congelados, a euforia com o preço tão baixo era enorme...em segundos, uma multidão se acotovelava num freezer para pegar o máximo de caixas possível. Parecia até uma gincana...Muitos saíam de lá carregando verdadeiras pilhas de caixas. Um funcionário do estabelecimento que estava no alto de uma escada ao lado do freezer, começou a ficar com medo, pois seu "suporte" já começava a balançar com a agitação daquela turba ansiosa por comer quilos e quilos de lasanhas de microondas quase de graça......ele começou a avisar, em altos brados: "Gente, gente, cuidado, assim vou acabar caindo daqui...". Pensando bem, se ele caísse, dificilmente se machucaria. Provavelmente ficaria preso no "grande colchão protetor" formado pela multidão.
Quanto a nós, saímos com umas vinte caixas de lasanha de lá. Por algum tempo, comi feliz e satisfeita essa rápida e barata iguaria. Porém, na época em que comemos a vigésima lasanha, eu já nem passava na frente do setor de congelados do supermercado e nem podia mais ver propaganda desse produto em revistas. Até as coisas gostosas enjoam, quando consumidas em demasia....

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mais uma da série "encontros ao acaso em Brasília"

Aconteceu de novo. Final de semana passado, encontramos com os dois "Luízes" na Feira do Paraguai ao acaso. Ontem, encontramos com três amigos: o casal Ana Paula e Sérgio, além do Émerson, num supermercado. Detalhe: esse estabelecimento fica longe da casa dos cinco...os dois casais e o rapaz moram em pontos bem distantes e em direções opostas. Realmente, é como dizem por aí: "Brasília é um ovo de codorna"(aliás, esse é até o nome de uma comunidade no Orkut). Mesmo que você vá fazer compras num supermercado mais distante, está altamente arriscado a encontrar amigos e conhecidos ao acaso.

Mas o mais engraçado foi na fila do caixa: parecia festa. O papo rolava tão animado que eu quase peguei umas "ice" e umas cervejas na gôndola das bebidas pra completar o clima. Só não fiz isso porque já estava meio zonza por inúmeros motivos:

1.Acho que cheirei uns dez produtos de limpeza, no mínimo, num espaço muito curto de tempo. Aliás, um dos baratos (nos dois sentidos) de ir ao supermercado é que cada setor tem suas peculiaridades com as quais podemos nos divertir de alguma maneira. No de produtos de limpeza, por exemplo, podemos tecer considerações sobre as diversas cores que se apresentam diante de nossos olhos e também sobre os perfumes que os acompanham, além do design dos frascos. É quase como que uma breve ida à alguma galeria de arte. Aliás, ali, sinto-me visitando uma instalação artística pós-moderna, dessas que a gente pode interagir com ela.

2. Experimentei um copinho de cachaça pura, das fortes, que me deram como degustação num supermercado o qual passamos antes desse. A pinga era boa, mas me deu até calor. Deveriam dar um leque de brinde para cada pessoa que fosse experimentá-la.

3. Minha cabeça já estava rodando de tanto conferir preços de vários produtos, com a nota fiscal do outro supermercado na mão. Mas, no final, valeu a pena. A gente costuma pesquisar preços porque, afinal, nosso dinheiro não dá em árvore como as mangas, jamelões e amoras em Brasília. Sempre dá para economizar um pouquinho.

Supermercado é um tema que me diverte muito sempre. Aguardem mais sobre esse assunto ao longo desta semana.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Imaginem um cara bêbado, de cueca, pedindo pra ser preso!


Hoje lembrei-me do relato de um amigo sobre um rapaz conhecido dele que, anos atrás, resolveu sair de uma festa e voltar para casa do jeito que estava: bêbado e de cueca. Mesmo nesse estado e sem a carteira de motorista, ele estava dirigindo. Dali a pouco, aparece a polícia, provavelmente estranhando a trajetória quase curvilínea do veículo na via. O carro pára e, para surpresa dos policiais, o rapaz pede: "Prende eu, prende eu, que tô todo errado!".
Quem dera se todos os bêbados ao volante agissem assim.

Desenho extraído de www.consciencia.net/humor.html

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Bloco Suvaco da Asa vai sair no sábado

Atenção foliões brasilienses: o bloco Suvaco da Asa vai sair este sábado lá pras bandas do Sudoeste e Cruzeiro. Quem quiser saber mais detalhes é só acessar o Jabá da Sil.

Papo de mesa de bar na Feira do Paraguai

Domingo preguiçoso em Brasília. Cinco e pouco da tarde, lá estávamos na Feira do Paraguai. Humberto comprava umas peças de computador numa loja que costumamos frequentar de vez em quando. De repente, encontramos Luís, um velho amigo que também estava fazendo compras por lá. Começamos a engatilhar um festivo papo ali dentro da loja. Na hora de pagar, eis que avisto um ex-colega de Mestrado a alguns passos de onde estávamos. Por coincidência, esse rapaz, Luiz, conhecia o primeiro Luís, com o qual já estávamos conversando. Ele se juntou a nós e a cena estava para lá de engraçada: nós quatro, no meio da pequena loja, e próximo ao Caixa, tagarelando animadamente. Volta e meia alguém perguntava se estávamos na fila. Acho que ficamos mais de meia hora nisso. Quando começamos a escutar aquele típico barulho de portas de ferro sendo baixadas, finalmente saímos do estabelecimento.
Sugiro aos comerciantes de produtos de informática da Feira do Paraguai que também invistam num novo tipo de negócio. Quem sabe vocês não poderiam guardar umas mesinhas num canto, com um freezer repleto de cervejas geladinhas e alguns tira-gostos?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Macacos, mosquitos e jararacas em Brasília


Finalmente reabriram o Parque Nacional de Brasília para as pessoas frequentarem suas piscinas de água mineral, desde que tragam a identidade e o cartão comprovando que a vacina de febre amarela está em dia.
Hoje, a Polícia Ambiental Militar foi barrada na entrada do Parque pois seus agentes não portavam os cartões de vacinação. O intuito deles era soltar, na área do Parque, uma jararaca encontrada no asfalto, segundo o DFTV. Como não conseguiram entrar, disseram que iriam então soltá-la na região de Águas Emendadas.
Fiquei com vontade de perguntar aos policiais: "espera aí, no asfalto perto de onde vocês capturaram a jararaca? ". Como mesmo na área urbana de Brasília convivemos com muito mato (nem as regiões consideradas "nobres", como os Lagos Sul e Norte, e outras, escapam do matagal), ainda mais essa época quando os nossos gramados estão em ritmo lento de poda, fiquei meio preocupada. Será que além de nos preocupar com macacos e mosquitos, teremos de estar atentos também às jararacas urbanas? Prefiro curtir só minhas gatas de estimação.