terça-feira, 10 de março de 2009

Feedjit e Google Analytics: diversão garantida enquanto você come um queijo "Rock Four"...


Outro dia alguém colocou a expressão chave "como aumentar a bunda no Orkut" e chegou de páraquedas ao meu blog. Vou ajudar essa leitora. Bom, a solução para seu problema é muito fácil...peça para alguém bater uma foto sua de costas, mete um Photoshop nela e pronto: coloque-a em seu Orkut. Simples assim.

Aliás, o que tem de gente querendo aumentar bunda e emagrecer com o uso de pimenta nesse Google...já comentei por aqui sobre isso. Pois é, e o número de acessos com palavras chaves relativas a esses dois procedimentos só vem aumentando, que tédio. Por que não vão pesquisar sobre outros assuntos mais interessantes também? Depois muita gente se dá mal nas provas de conhecimentos gerais em alguns concursos e não sabe o porquê...

Outra pérola muito curiosa que vi foi "Na falta de vitaminas BBB o que acontece?". Fiquei pensando: será que a audiência do Big Brother Brasil está tão boa que lançaram até vitaminas com a marca? Acho que não, hein. Ou uma "Vitamina BBB" é uma vitamina B reforçada triplamente? Sei lá. É muita letra pra uma vitamina só.

Por essas e outras é que adoro o Feedjit e o Google Analytics. A gente se diverte demais observando como muitos internautas consultam o oráculo pós-moderno Google para coisas totalmente sem noção ou como cometem erros de ortografia engraçadíssimos como escrever "queijo roquefort" assim: "queijo Rock Four". Esse aí deve ser o queijo por excelência daqueles que gostam muito de rock. O pior é que, no ano passado, comprei um queijo que, em sua embalagem, ostentava exatamente essa ortografia. Pensei que iria ter alguma indigestão com tal iguaria mas como gosto de rock, não tive problemas. Até que o queijo era bem gostosinho.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O despertar da consciência para a inclusão social

Mais um texto para a campanha da Blogagem Coletiva, da Ester.

A consciência sobre o tema da inclusão social é fundamental. Não uma consciência puramente teórica, acadêmica, mas que concilia razão e emoção, entra pelos poros das pessoas, atinge o coração delas e nunca mais sai da cabeça...Um dos espaços nos quais vivenciei isso foi o da Serenata de Natal, um coral daqui de Brasília no qual cantei durante anos e anos. Além dos ensaios, de agosto a dezembro e apresentações na rua próximas ao natal, o grupo também visita asilos, creches, orfanatos, hospitais, enfim, várias instituições, levando carinho e música às pessoas, muitas delas alijadas da sociedade.

A Serenata por si só já é um grupo bastante heterogêneo, formado por pessoas das mais diversas crenças, ideologias, raças, situações sociais e idade. O único requisito que se pede é um determinado número de presenças nos ensaios e não é preciso experiência musical prévia.

Uma das coisas mais interessantes de se ver é como muitas pessoas tem sua primeira experiência em trabalho voluntário com uma realidade completamente diferente da sua justamente por meio daquele coral. Ao longo dos anos vi muitos jovens de classe média de Brasília pisarem a primeira vez na periferia do Distrito Federal pelo fato de estar participando da Serenata de Natal. Vi gente se chocando com uma visita a um abrigo de excepcionais. Vi pessoas entrando pela primeira vez num abrigo de idosos. Num Hospital Psiquiátrico. Numa instituição de tratamento de dependentes químicos. Na penitenciária. No Centro de jovens infratores. Enfim, em tantas e tantas diferentes instituições, fica difícil até lembrar...eu mesma pisei a primeira vez num leprosário, no interior de Goiás, por meio de uma visita da Serenata àquela instituição.

Acredito que essas vivências em diversas realidades, diferentes das nossas, são momentos que realmente podem alavancar uma consciência social verdadeira, com grande chance de se converter em atos concretos. Quantos e quantos não começaram a ter uma visão diferente da vida e a participar de projetos envolvendo a inclusão social por terem participado da Serenata de Natal aqui em Brasília? Não dá nem para contar.

Torço para que a essência da Serenata de Natal daqui de Brasília se espalhe pelo Brasil afora!
Se você quiser conhecer um pouco mais o trabalho da Serenata, é só clicar aqui.

domingo, 8 de março de 2009

Noite de sábado marcada por risos compulsivos

Eu e Jica. Turcão, cadê você?
A Cia Filarmônica de São Paulo, Jica y Turcão. O Turcão, que fugiu da foto acima,
não conseguiu escapar desta (ele é o carinha de azul fazendo travessura ali atrás).

Ontem tivemos uma surpresa ótima! Estávamos num churrasco quando, de repente, o Jica me liga, diz que está em Brasília e iria fazer show naquela noite, no Teatro Nacional, com a Cia Filarmônica de São Paulo, um grupo muito bom que toca Beatles. Vibrei às pampas, pois sou fã do Jica e do Turcão desde criança, na época que eles tocavam e cantavam no Tarancón, um dos grupos brasileiros de música latinoamericana. Depois, curtia quadros humorísticos da dupla Jica y Turcão pelo Youtube. De uns tempos para cá, comecei a trocar umas idéias com Jica via internet, mas ainda não havia tido o prazer de conhecê-los ao vivo.

Pois bem...havia chegado a hora!

Chegamos lá na sala Villa Lobos do Teatro Nacional, em meio àquela "fumaceira". Humberto achou que fossem aqueles vaporzinhos que jogam do teto para amenizar a falta de umidade. Para mim, era gelo seco mesmo. No final, concluí que isso deveria ser efeito cenográfico para "criar um clima" de fog londrino, já que no show os músicos apresentariam canções dos britânicos Beatles (foi isso mesmo, Jica, ou foi "viagem" minha?). Sei que foi engraçado: a gente morrendo de calor e eu vendo fog no interior do Teatro.
Só sei que, meio que inesperadamente, no meio desse suposto fog, aparecem os dois fazendo suas estrepolias e "atrapalhando", como diz o próprio Jica, o pessoal da Cia Filarmônica. Adoramos o show, não vou contar como a coisa rola para deixar vocês curiosos e irem assistir ao show deles. Mas posso dizer que adoramos a apresentação que teve duas coisas que gostamos demais: humor e músicas dos Beatles. Os músicos da Cia Filarmônica de São Paulo são ótimos e mataram minha saudade de ouvir músicas da banda inglesa. Já Jica y Turcão me mataram de tanto rir. Fui tomada por uma crise de risos compulsivos do início ao final do show, estava difícil até respirar (e nisso acabei me lembrando que havia esquecido ontem de tomar o remédio para minha asma leve).

Tomara que voltem logo a Brasília para mais shows! E acho que vão voltar, pois o espetáculo quase lotou a sala Villa Lobos, que tem 1307 lugares...daí vocês já tem uma idéia de como foi o burburinho. Da próxima vez, prometo que não vou esquecer de tomar meu remédio. Assim, posso rir ainda mais. E, pensando bem, acho que esse delírio de ver fog londrino numa cidade quente como esta, pode bem ser consequência desse esquecimento também...

Crédito das fotos: Humberto.

sábado, 7 de março de 2009

Participe da blogagem coletiva

Adorei essa idéia da Ester. Você participa postando, no dia 9, algum texto seu ou de outro autor, vídeo, foto, enfim, algo que tenha relação com o tema "Inclusão Social". Quem quiser participar, ainda é tempo: basta enviar até hoje um recado para a Ester no próprio blog dela e postar sua contribuição na segunda-feira.

Estou nessa!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Virei fã dos encantadores cachorros chilenos - Parte II

Cachorro de rua (!!!) no Cerro San Cristobal, em Santiago do Chile.
Cachorro vigilante da Quinta Vergara, cuidando do anfiteatro no qual
ocorrem os famosos festivais de Viña Del Mar.
Um dos cachorros patagônicos, que eu apelidei de "cachorro polar",
no sopé do vulcão Villarica, perto de Pucón.

Acho que querem comer minha empanada!

O cachorro"devorador de empanadas" me arrancou muitos risos. Estávamos eu e Humberto sentados num banquinho de uma praça na orla de Viña Del Mar, curtindo o cair da tarde e comendo umas empanadas. Dali a pouco, vejo, ao longe, um simpático Bulldog passeando com seu dono. De repente, o bicho me vê e começa a caminhar em minha direção, numa linha reta. Pareceu até coisa de desenho animado: a carinha do Bulldog ia aumentando, aumentando...quando chegou na minha frente, não fez cerimônia: ficou em pé, com as duas patinhas dianteiras apoiadas em minhas pernas. Imediatamente seu dono, constrangido, ralha com o cão dizendo: " malcreado!" e o leva para longe dali. O pobrezinho, provavelmente, estava doido para ganhar um pedaço de minha empanada. Comer ração o tempo todo deve ser muito chato.

E os cachorros carentes? Maioria absoluta nas cidades nas quais passamos, são um show a parte. Muitas vezes, você está caminhando devagar, ou parando para ver uma vitrine e lá vem o bicho, te empurrando de mansinho e em seguida deitando no chão para você fazer carinho. São uns fofos! Umas duas vezes me aconteceu também de estar sentada num banco e aparecer um cachorro que literalmente deitou nos meus pés. Um deles até começou a cochilar, usando-os como almofadas....me diz quem tem coragem de levantar do banco numa situação dessas?
Os "cachorros vigilantes" também são fáceis de encontrar. É curioso, pois parece que eles escolhem um lugar que gostam e ficam por ali, parecem verdadeiros cães de guarda. Aliás, teve um, muito bonito, que fiquei em dúvida se era "contratado" do lugar ou se ficava lá por gosto: o que estava confortavelmente instalado numa das arquibancadas do Anfiteatro da Quinta Vergara, aquele no qual acontece o Festival de Viña Del Mar.


O "cachorro polar", na verdade é patagônico: uma vez estávamos sobrevoando de teleférico uma área do sopé do vulcão Villarrica, perto de Pucón, quando avistei em meio à neve um cachorro escuro peludão caminhando por ali. Disse então ao Humberto: "Esse aí parece um cachorro polar!". Cada vez então que via outros cachorros na neve, dizia que era o tal "Cachorro Polar"...
Porém, para mim, o cachorrinho mais tocante nem foi no Chile, mas na Argentina, lá na rodoviária de Bariloche...o de expressão mais triste que já vi na vida, por culpa da fome. Tão triste que até tive impressão de estar ouvindo um tango bem dramático de fundo, quando encontrei com ele. Fiquei com tanta pena que demos uns amendoins ao bichinho, que foram devorados de maneira automática. Sua carinha era tão triste que não tive coragem de fotografá-lo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Virei fã dos encantadores cachorros chilenos - Parte I

Nosso cachorro guia turístico em Puerto Varas.
Cachorro fashion em Valparaíso, no Chile.

Cachorro de rua na praça do Palácio de La Moneda, em Santiago do Chile.

Gente, e por falar em bichos, acabei esquecendo nos rascunhos dois textos que havia escrito depois de ter voltado do Chile ano passado. Resolvi ressuscitá-los agora. Ambos são sobre os lindos cachorros chilenos. Lá vai o primeiro...

Uma das coisas que mais me chamou a atenção no Chile é a quantidade de cachorros nas ruas. A maioria deles bonitos, bem peludos e com algum charme próprio. É até difícil enumerar os perros os quais apelidei por lá: cachorro "miss", cachorro maluco, cachorro "lombada canina", cachorro "guia turístico", cachorro" fashion", cachorro "devorador de empanadas", cachorro carente (a maioria deles), cachorro vigilante, cachorro "polar", entre tantos outros...

O cachorro "miss" era um todo elegante, preto, com detalhes brancos nas patinhas, que costuma atravessar e "desatravessar" a rua a todo momento perto do sinal da Avenida Alameda, bem próximo ao Palácio La Moneda. Pelo jeito, ele queria mesmo era se exibir, tanto para os turistas, como para os moradores de Santiago. O cachorro maluco ou "lombada canina" era um que ficava também naquelas proximidades, latindo para os carros que passavam, praticamente se jogando na frente deles. Parecia querer evitar que os motoristas corressem demais.

O "Guia Turístico" era um tipo bem fácil de encontrar: achamos vários e em cidades diferentes. Lembro-me especialmente de um na cidade de Puerto Varas que passou mais de uma hora nos seguindo, ou melhor, nos guiando. Estávamos fazendo uma longa caminhada em torno do Lago, com nosso novo amigo. Às vezes ele disparava na nossa frente para sentar-se lá adiante e descansar um pouco. Quando passávamos ao lado dele, voltava a andar na nossa frente. Somente nos largou quando encontrou outro cachorro (ou cadela?). Acho que muita gente pensou que fôssemos seu dono.

Também vi vários cachorros "Fashion", com seus modelitos de inverno. Um que me chamou a atenção em especial foi o que encontramos numa Feira de Artesanatos no Porto de Valparaíso. Estava lá, sossegado, portando um pequeno cachecol em seu pescoço.

(Continua amanhã)

Crédito da foto: eu mesma.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O Big Brother Brasil e a linguagem de TV

Ontem, ao assistir a mais um paredão do Big Brother Brasil, teci uma hipótese sobre a permanência da Ana Carolina na casa. De fato, o povo vota, na maioria das vezes, não pelo comportamento em si do participante na casa, mas pelo fato de ele ser "bom de TV", ter afinidade com a linguagem desse veículo.

Venho reparando já há algum tempo isso: quase sempre não adianta você aparentar ser o "bom moço" ou a "boa moça" na telinha se não provoca fatos naquela casa. Gente muito quieta nesse programa quase sempre não dá certo. O Ralf, candidato eliminado de ontem da casa, parecia ser muito mais maduro e ponderado que Ana Carolina, porém, muito quietinho. Quem acabou ficando na casa foi essa moça que, aparentemente, ainda é muito criança, chora e tem ataques de birra diariamente. Mas está sempre criando algum fato novo naquele recinto, seja uma discussão com alguém ou seja episódios como aquele de se livrar das formigas em seus pés gastando todo o sabão em pó que havia na casa.

Além disso, pelo menos em minha opinião, a emissora foi puxando muita brasa pra sardinha da moça tanto nas edições das cenas que vão ao ar a cada noite, como naqueles flashes com depoimento do público nas ruas e também em algumas entrelinhas da fala do apresentador Pedro Bial. E acredito que muita gente vota realmente influenciada pela manipulação de imagens e áudios a favor de um candidato.

Por isso gosto de assistir ao Big Brother. Adoro ficar observando esses "meros detalhes", o mecanismo dos programas, embora esse tipo de fórmula pronta já esteja começando a cansar. Aliás, aqueles "meros detalhes" aparecem também em programas do tipo Jornal Nacional...imagine aqueles recursos todos que citei acima e muito mais aplicados à veiculação de notícias...pois é. Acho que agora muita gente vai entender melhor porque acho os dois programas tão parecidos, em certo sentido...

terça-feira, 3 de março de 2009

Gato é carnívoro e tartaruga é lenta: será mesmo?

É interessante como os bichos vivem rompendo com os estereótipos que criamos deles. Com frequência, escuto estranhas narrativas ou vejo com meus próprios olhos cenas inacreditáveis. Semana passada, uma de minhas irmãs me conta da tartaruga Speed Racer da amiga dela, que adora sair correndo atrás das pessoas. Para minha surpresa, a JT, tartaruga do Jica, também é turbinada, além de pedir para entrar batendo graciosamente na porta com seu casco.

Uma de minhas gatas é vegetariana. Quando preparo algo com carne, ela fica com o focinho para cima, só investigando que cheiro bom é aquele. Porém, a paquera culinária é só olfativa mesmo, não faz questão nem de experimentar o que estou cozinhando. Em compensação, fica enlouquecida, mia nervosamente quando vê que estou tirando uma alface ou rúcula da geladeira e não se aquieta até ganhar uns pedacinhos dessas verduras. Uma vez, já tivemos também um gato que comia sementes de melão como se fossem verdadeiros micro-manjares dos deuses. E por aí vai...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Parada de sucessos da Sil: tomara que isso dê certo

Coloquei aí ao lado a "Parada de Sucessos da Sil", o mais novo "experimento" neste blog, meu "tubo de ensaios internético". Caso esse cantinho musical pese muito na hora de abrir, trave alguma coisa, em suma, dê algum problema podem me mandar um recado. Aí eu revejo a experiência ou aperfeiçoo, dependendo do que possa ocorrer. Tirei o "Vídeo da Semana" porque, em alguns browsers, ele fazia com que o post do dia ficasse ilegível. Vamos ver o que vai acontecer com minha Hit Parade...

Anteontem apanhei muito com ela. Uma das coisas que pegaram foi tentar mudar a cor da caixinha. Fiz conforme o indicado nas instruções, mas até agora não deu certo. Vamos ver se esta semana, quando eu tiver paciência e resolver mexer de novo na novidade, consigo colocar uma cor que combine mais com a página...

Quanto às músicas, não achei todas as que queria e nem todos os artistas que gostaria, como costuma acontecer com a maioria desses programinhas...mas, paciência...como o Esquina da Sil é um campo de experimentações mesmo, lá vai esse que arrumei no mixpod.com . Se alguém tiver a dica de um melhor, passe-me, por favor.

Por enquanto, lá vão: a bela Mande Mandela, em homenagem ao próprio, do grupo chileno illapu; Motor y Motivo, cumbia ótima para dançar cantada pelo Grupo 5, do Peru; e Entre Tu y Mil Mares, com a italiana Laura Pausini, canção que, misteriosamente, escuto em alguma rádio toda vez que ponho os pés em alguma praia aqui no Brasil.

domingo, 1 de março de 2009

Saudade é o amor que fica

Achei linda a frase que minha amiga Nil escreveu em seu Orkut ontem: "Definição de saudade por uma criança: saudade é o amor que fica....". Simples e profundo. Fiquei tentando imaginar qual seria a minha definição....para mim, saudade é uma presença que transgride tempo e espaço. E por falar em saudade, eis aí acima uma das minhas fotos que mais me remete a essa palavra...

E você? Qual sua definição de saudade?


Crédito da foto: Humberto.