Essa foto Humberto bateu de mim enquanto fazíamos um de nossos costumeiros passeios noturnos pelas ruas de Lima. Numa dessas, nos deparamos com esse painel aí. Em resposta à pergunta que lá está, o pior é que eu me recordo sim (!!!). Porém, não consigo ter saudade da máquina de escrever, prefiro mesmo o computador apesar de detestar o mouse, coisa que a primeira não tinha...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Esbarrei com o meu passado numa rua de Lima
Essa foto Humberto bateu de mim enquanto fazíamos um de nossos costumeiros passeios noturnos pelas ruas de Lima. Numa dessas, nos deparamos com esse painel aí. Em resposta à pergunta que lá está, o pior é que eu me recordo sim (!!!). Porém, não consigo ter saudade da máquina de escrever, prefiro mesmo o computador apesar de detestar o mouse, coisa que a primeira não tinha...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Que tal criarem o Google Psicologia também?

Semana passada morri de rir mais uma vez com o Feedjit...alguém de Lisboa, Portugal, chegou em meu blog colocando o seguinte no Google: "Como aturar um marido chato". Só que por aqui a pessoa não encontrou a tão esperada resposta para sua pergunta. A coitada foi parar num post sobre absorventes masculinos (!!!). Qual a relação entre uma coisa e outra? Sei lá, pergunte ao São Google qual a mirabolância que ele fez para chegar ali. Talvez ache que marido chato seja aquele absorvente, que fica no pé da esposa, vá saber...
Já que o São Google tem tantas opções: Google tradutor, Google Imagens, Google Mapas, Google Acadêmico e assim por diante, bem que ele poderia criar também o Google Psicologia ou Google Terapia de Casais. Assim resolveria questões como a colocada acima...
Só pra constar: não parei com minhas narrativas de viagem. Só estou dando um tempinho, pois essas gosto de escrever sempre colocando algumas fotos junto e ando com muita preguiça de selecioná-las. Assim que der na telha, volto com as peruanidades, ok.
Crédito da foto aqui.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Como faz pra baixar o volume desse povo?
O apartamento acima do nosso está em reformas e, pelo jeito, a equipe de pedreiros trabalha a todo vapor. É um tal de quebra para cá, quebra para lá que, às vezes, confesso, tenho um certo receio que parte de nosso teto fique esburacado ou até mesmo que um dos rapazes despenque cá embaixo...bom, qualquer coisa, se isso acontecer, ofereço uma cerveja geladinha pro moço, já que os dias aqui andam muito quentes e secos.
Por incrível que pareça, essa barulheira não me incomoda. Eu fico é curiosa para saber exatamente como será o feitio desse apartamento reformado, se vão colocar blindex, de que cor vão pintar, essas coisas. Muitos de vocês vão pensar que sou louca. Acertaram: sou mesmo.
Em compensação, experimentem falar em voz alta embaixo de minha janela altas horas da noite para ver o que acontece...tenho profunda e intensa repulsa pelas vozes em volume máximo de algumas pessoas que, vira e mexe, ficam bebendo um tempão perto aqui do bloco e conversando como se estivessem num estádio de futebol. Nada contra bebida, eu também adoro beber de vez em quando (aliás, deu pra perceber no primeiro parágrafo, né). O que acho um saco é elas se esquecerem que não estão em sua própria casa e muita gente precisa dormir, né. Simples assim. É aquela velha história de "faça o que quiser, mas não prejudique o outro". Para completar, volta e meia alguns largam suas garrafinhas jogadas no gramado, em vez de deixá-las numa lixeira que fica a, no máximo, uns dez passos dali...
Bem que dá vontade, mas não ouso pedir de minha janela para baixar o tom de voz. Você corre o risco de ficar marcado, de jogarem pedra em sua janela e sabe-se mais lá o quê. Chamar a polícia? Já fiz isso duas vezes e ninguém apareceu...o que fazer numa situação dessas?
Por incrível que pareça, essa barulheira não me incomoda. Eu fico é curiosa para saber exatamente como será o feitio desse apartamento reformado, se vão colocar blindex, de que cor vão pintar, essas coisas. Muitos de vocês vão pensar que sou louca. Acertaram: sou mesmo.
Em compensação, experimentem falar em voz alta embaixo de minha janela altas horas da noite para ver o que acontece...tenho profunda e intensa repulsa pelas vozes em volume máximo de algumas pessoas que, vira e mexe, ficam bebendo um tempão perto aqui do bloco e conversando como se estivessem num estádio de futebol. Nada contra bebida, eu também adoro beber de vez em quando (aliás, deu pra perceber no primeiro parágrafo, né). O que acho um saco é elas se esquecerem que não estão em sua própria casa e muita gente precisa dormir, né. Simples assim. É aquela velha história de "faça o que quiser, mas não prejudique o outro". Para completar, volta e meia alguns largam suas garrafinhas jogadas no gramado, em vez de deixá-las numa lixeira que fica a, no máximo, uns dez passos dali...
Bem que dá vontade, mas não ouso pedir de minha janela para baixar o tom de voz. Você corre o risco de ficar marcado, de jogarem pedra em sua janela e sabe-se mais lá o quê. Chamar a polícia? Já fiz isso duas vezes e ninguém apareceu...o que fazer numa situação dessas?
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Para que serve o Twitter?
Semana passada resolvi abrir meu Twitter. Resisti muito à idéia. Afinal, costumo Twittear (aff...) "naturalmente" algumas vezes por meio de meu Orkut e Facebook. Para que então quero um Twitter propriamente dito? O que me fez sucumbir à idéia foi o fato de internet ser parte de minha área de pesquisa acadêmica, fazer o quê...E com uma cara meio de tédio e muita paciência nas costas, nos dedos e nos olhos lá fui eu me jogar em mais um espacinho virtual para observar ou tentar observar algumas coisas que tenho em mente.
Isso tudo graças a um ex-professor meu da UnB que me ensinou a não ter idéias pré-estabelecidas e a tomar a atitude de pesquisar sempre, pois a realidade nem sempre é o que parece ser. É incrível a força que tem as palavras dos professores legais que tive na vida. Parece que elas ficam marcadas como rastros dourados em minha existência. E, desta vez, realmente estou torcendo muitooooooo para que eu esteja enganada em relação ao que penso sobre o Twitter. Pior que já pesquisei sobre o próprio, li artigos de gente que usa o dito cujo, acadêmicos e não acadêmicos, e não vi novidade alguma, tudo me pareceu muito óbvio e chato.
Até agora não avistei nem uma gaivotinha no horizonte, nem com luneta...mas não perco as esperanças de encontrar ao menos uma garrafinha boiando nesse oceano twittereano (aff...)com algum código legal para decifrar. Afinal, a esperança é a última que morre e a primeira que ressuscita...
Isso tudo graças a um ex-professor meu da UnB que me ensinou a não ter idéias pré-estabelecidas e a tomar a atitude de pesquisar sempre, pois a realidade nem sempre é o que parece ser. É incrível a força que tem as palavras dos professores legais que tive na vida. Parece que elas ficam marcadas como rastros dourados em minha existência. E, desta vez, realmente estou torcendo muitooooooo para que eu esteja enganada em relação ao que penso sobre o Twitter. Pior que já pesquisei sobre o próprio, li artigos de gente que usa o dito cujo, acadêmicos e não acadêmicos, e não vi novidade alguma, tudo me pareceu muito óbvio e chato.
Até agora não avistei nem uma gaivotinha no horizonte, nem com luneta...mas não perco as esperanças de encontrar ao menos uma garrafinha boiando nesse oceano twittereano (aff...)com algum código legal para decifrar. Afinal, a esperança é a última que morre e a primeira que ressuscita...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Apu Qun Tiqsi Illa Tecce Huiraqucha Pachayachachic !

Agora vou deixar um pouquinho a selva (mas prometo que volto!) para relembrar um fato bem pitoresco ocorrido na sierra. Estávamos num de meus lugares preferidos dessa região: a cidadezinha de Ollantaytambo, a 60 Km de Cusco, no Vale Sagrado dos Incas, subindo as terraças. Paramos todos numa das mais altas para ouvir algumas explicações de nossa guia. Lá pelas tantas, ela resolve nos "ensinar" o nome completo do Deus Viracocha em quechua, e pronuncia:
Apu Qun Tiqsi Illa Tecce Huiraqucha Pachayachachic
(ou algo mais ou menos assim...)
Estranhamente, quando ela chegou no "Qun", apareceu um vento muito forte, do nada. Tão forte que não deu para escutar mais quase nada, só a última sílaba. Todos nós nos entreolhamos com aquele ar de "como assim?". Se estivéssemos em recinto fechado, juraria que alguém havia acionado o botão do controle remoto de um ventilador gigante ou coisa parecida.
E então, o que vocês acham?! Vejam a imagem aí ao lado e digam se veem o mesmo que eu...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Um peixe gigante me mordeu no rio
Quase pego carona com elas...
Um dos prazeres que tivemos lá em Aguaytia foi o de tomar banho de rio ao entardecer, depois de passarmos por um caminho bem pedregoso. Diz Humberto que ele ativou todos os pontos energéticos de seus pés com essa, foi tipo um Do-In reforçado. Eu devo ter ativado bem poucos porque meus pés são urbanos ao extremo e, dada minha dificuldade de caminhar por ali, o primo acabou me emprestando seu chinelo para sofrer menos.
Muito bom banhar-se assim, contemplando a paisagem, o pôr do sol, aliviando o amazônico calor... porém, dali a pouco solto um grito inesperado e escandaloso que rompeu com o bucólico e reflexivo clima. Dessa vez, não foi por conta do escaravelho gigante (lembram-se desse episódio?). Foi apenas um peixão que resolveu morder minha coxa. Acostumada que sou com a "mordeção" dos peixes pequeninos em Pirenópolis e na Chapada dos Veadeiros, assustei-me alucinadamente com essa manifestação faminta tamanho maxi...o curioso é que, justamente minutos depois, um homem que estava pescando na margem, perto de onde estávamos, fisgou um senhor peixe. Dizem as más línguas que o pescador se vingou por mim pegando o tal do mordedor faminto...
Muito bom banhar-se assim, contemplando a paisagem, o pôr do sol, aliviando o amazônico calor... porém, dali a pouco solto um grito inesperado e escandaloso que rompeu com o bucólico e reflexivo clima. Dessa vez, não foi por conta do escaravelho gigante (lembram-se desse episódio?). Foi apenas um peixão que resolveu morder minha coxa. Acostumada que sou com a "mordeção" dos peixes pequeninos em Pirenópolis e na Chapada dos Veadeiros, assustei-me alucinadamente com essa manifestação faminta tamanho maxi...o curioso é que, justamente minutos depois, um homem que estava pescando na margem, perto de onde estávamos, fisgou um senhor peixe. Dizem as más línguas que o pescador se vingou por mim pegando o tal do mordedor faminto...
Saímos do rio já de noite, pegamos carona num caminhão e descemos já perto da casa de meus tios. Lá chegamos descalços, com os tênis na mão, descabelados, molhados e felizes, muito felizes...
terça-feira, 28 de julho de 2009
Felices fiestas patrias!
Hoje e amanhã se comemora, no Peru, as Fiestas Pátrias. Seria o equivalente ao nosso 7 de setembro. Essas datas coincidem com as férias das escolas, faculdades e algumas instituições e são consideradas as maiores festas do país assim como as de final de ano.
Durante o mês todinho dá para notar a bandeira do Peru no alto da maioria das casas, prédios, em vidraças, em vários lugares. O comércio aproveita e faz campanhas publicitárias de todo tipo com o tema das Fiestas Pátrias para atrair mais consumidores. Há grandes eventos, tanto militares como folclóricos, pelo país todo.
Aqui em casa botei minha bandeira peruana pendurada na janela da sala: maneira simples e possível de homenagear minha outra pátria. E de brincar com a curiosidade dos que passam diariamente na calçada em frente ao meu bloco também...
Bem que os brasileiros poderiam fazer o mesmo no 7 de setembro. Pelo menos aqui em Brasília observo que são bem poucos aqueles que botam a bandeira do Brasil em algum lugar, a não ser quando é época de Copa do Mundo... Bom, podem dizer isto e aquilo, podem dizer que Bandeira é resquício da ditadura militar, de não sei o quê, mas de qualquer maneira é um símbolo do país e acho muito legal isso de colocá-la em algum lugar de destaque, desde que os sentimentos que estejam por trás sejam sinceros e não superficiais.
Hoy he puesto mi bandera del Peru en mi ventana y 7 de setembro vou botar minha bandeira do Brasil na janela. E viva minhas duas pátrias, ambas sofridas e belas!
"Tá todo mundo louco, oba..."
Agora há pouco vi no Feedjit que alguém de Floripa buscou no google "fotos de gatos levando choque" e acabou parando no meu post sobre o Cuy Chactado. E por falar em Cuy, o Ivan hoje fez um comentário em meu Orkut, abaixo da foto do dito cujo, que me fez rir: "Esse rato morreu durante a aula de balé dele. Que coisa triste!" O Google pirou na batatinha, trocando Cuy por gato, e o Ivan teve um surto de extrema imaginação em plena terça-feira quente e seca daqui de Brasília...
Por essas e outras lembrei-me daquela antiga (e bote antiga nisto!)música do Sílvio Britto cujo refrão era: "Tá todo mundo louco, oba, tá todo mundo louco, oba...".
Que ótimo! O normal demais é chato pra caramba...
Por essas e outras lembrei-me daquela antiga (e bote antiga nisto!)música do Sílvio Britto cujo refrão era: "Tá todo mundo louco, oba, tá todo mundo louco, oba...".
Que ótimo! O normal demais é chato pra caramba...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Hortênsias na amazônia peruana: dissonância cognitiva
Vejam o tamanho dessas folhas!
O homem "pequenininho" que aparece aí no pé da cachoeira é o Humberto.
Ontem à noite sonhei que ainda estava na selva peruana. Por isso, hoje me deu vontade de começar a contar um pouco sobre nossos dias lá. Tenho muito carinho por essa região, pois nela se encontra parte da origem de minha família. Por falar nisso, meu próprio nome a carrega consigo, pois "Silvana" significa " que veio da selva" e "Isabel" era o nome de minha avó paterna, nascida na selva, registrada em Iquitos.
No caminho entre Tingo Maria e Aguaytia*, a gente se deleita com a paisagem: como se já não bastassem montanhas altas com vegetação exuberante enchendo nossa vista, volta e meia nos deparamos com pequenas cascatas brotando em meio àquele verde intenso...algumas nem se importam com a rodovia e se derramam ao lado dela, sem pudor. Outras são totalmente "abusadas"mesmo: já quase chegando em Aguaytia há um túnel no qual há duas cascatinhas: uma bem pequenina e outra um pouco maior. Um de meus tios até aproveita os finais de semana para ir lavar seu carro dentro desse túnel (!!!!).
No caminho entre Tingo Maria e Aguaytia*, a gente se deleita com a paisagem: como se já não bastassem montanhas altas com vegetação exuberante enchendo nossa vista, volta e meia nos deparamos com pequenas cascatas brotando em meio àquele verde intenso...algumas nem se importam com a rodovia e se derramam ao lado dela, sem pudor. Outras são totalmente "abusadas"mesmo: já quase chegando em Aguaytia há um túnel no qual há duas cascatinhas: uma bem pequenina e outra um pouco maior. Um de meus tios até aproveita os finais de semana para ir lavar seu carro dentro desse túnel (!!!!).
A selva é realmente surpreendente. O clima estava bem quente, mas quando passávamos de carro em partes mais altas das montanhas que estavam cobertas por nuvens, baixava uma friaca danada. Era como se, em questão de segundos, passássemos do calor das selvas para o frio andino. Mas, mais estranho ainda para nós era ver a profusão de hortênsias nesses lugares. Para mim, soava como uma "dissonância cognitiva", já que no Brasil estamos acostumados a esse tipo de flor bem longe da Amazônia...ou, de repente, em alguma parte da selva daqui talvez até existam também hortênsias, não sei....pelo menos a imagem que tenho dessa flor é que ela se encontra mais facilmente lá no sul.....pena que esqueci de fotografá-las.
Para mim, uma das coisas boas de viajar é a possibilidade de romper com estereótipos, por meio de observação dos lugares realmente como eles são!
Para mim, uma das coisas boas de viajar é a possibilidade de romper com estereótipos, por meio de observação dos lugares realmente como eles são!
*Para quem assistiu ao filme Diários de Motocicleta, é o seguinte: a cidadezinha de Aguaytia fica a umas duas ou três horas de carro de Puccalpa, capital do departamiento (estado) de Ucayali, onde foram gravadas algumas cenas do filme (entre elas, aquela em que o médico pergunta ao Che e seu amigo o que acharam do livro que havia escrito). Puccalpa fica apenas a 216 Km de Cruzeiro do Sul, no Acre, e atualmente os governos estão buscando várias vias de integração comercial e cultural entre as duas regiões.
sábado, 25 de julho de 2009
O calendário interessante de Tia Flora
Mas, pensando bem, com uma foto dessas, quem é que precisa dos meses do ano, não é mesmo? Tia Flora sabe das coisas.
Crédito da foto: eu, claro!
Assinar:
Postagens (Atom)