domingo, 31 de maio de 2009

No mundo dos xampus, qual a diferença entre liso extremo e liso perfeito?


Gosto da diversidade de produtos para escolher no supermercado. Mas, às vezes, isso "enche o saco", popularmente falando. Ontem me deparei com uma tentativa de diferenciação de xampus da mesma marca bem curiosa: vi um frasco de "Liso Extremo" ao lado de outro frasco de "Liso Perfeito" na prateleira. Fiquei pensando, afinal, qual seria a diferença entre um e outro....só que há um detalhe: quem nasceu com cabelo pixaim, cacheado ou ondulado não vai ficar com o cabelo milagrosamente liso ou mega-liso por causa de um xampu. A não ser que já tenham inventado o "Xampu chapinha" ou algo parecido, com dez toneladas de química pesada num frasco...

Outra coisa curiosa no supermercado é a seção de produtos de limpeza para o lar. A profusão de cores e odores é tão grande que não raro fico perdida por ali, pensando se levo um limpador com o bucólico cheiro de limão das campinas e cor verde fosforescente ou se experimento um com o aroma do mar mediterrâneo no verão, na tonalidade azul turquesa. Hoje nosso carrinho ficou parecendo um verdadeiro arco-íris mercantil com tanta variedade. O divertido é que, se a pessoa quiser, tem a opção de combinar o detergente, o limpador de limpeza pesada, o limpador instantâneo, o sabão em pó, o amaciante de roupas, todos com a mesma coloração. Ou não, como diria Caetano Veloso. Depende da estética higiênica de cada um e de seu estado de espírito.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tá com frio? Abrace uma lhama!

Acho que está vindo uma moda de abraçar animais por aí. Depois do episódio dias atrás de meu primo sugerindo que eu abrace um cachorro peruano pra curar asma, ontem presenciei uma sugestão peculiar do Humberto a nosso amigo Rui, um de nossos companheiros numa viagem que faremos daqui a alguns dias.

Rui perguntou a ele se aguentaríamos o frio que faz em determinada região onde vamos passar lá nos Andes (cerca de 10 graus negativos). Sabem o que Humberto respondeu com o ar mais coloquial do mundo? "Ah, é só abraçar uma lhama..."

!!!!!!!

Por falar em animais, respondendo à galera, conto que a MaluCat Valentina teve nenhum efeito colateral com a ingestão do hipoclorito. Pelo menos, eu não vi nada...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Minha gata tomou hipoclorito de sódio!

Ontem e anteontem não vi nenhuma cena peculiar em minhas caminhadas. Em compensação, presenciei uma bem curiosa em nosso próprio apê. Flagrei a MaluCat degustando água com hipoclorito de sódio!

Depois de ter feito a feira, lavei frutas, legumes e verduras e os deixei de molho em bacias com água e o hipoclorito. De repente, vejo a MaluCat botando sua patinha dentro de uma das bacias. Primeiro, pensei que estivesse interessada em brincar com limões e berinjelas. Porém, olhando atentamente a cena, percebi que ela botava a pata na água e a lambia em seguida. Fez isso várias vezes seguidas, para minha surpresa...

Para que ela estava fazendo isso? O que vocês acham?

1. Ela estava se sentindo com vermes e resolveu se automedicar tomando a água com hipoclorito.
2. Curiosa, foi experimentar a água pra ver "qual era o lance".
3. MaluCat estava lambendo a pata para disfarçar apenas, o que ela queria mesmo era virar a bacia para derramar água, limões e berinjelas no chão.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cachorros dançando balé e pombo voando com sacolinha de plástico: cenas que encontro em minhas caminhadas

Ontem, enquanto fazia minha caminhada quase diária, deparei-me com uma cena muito bonitinha: um rapaz adestrando quatro cachorrinhos. Os quatro estavam em igual distância um do outro, todos equilibrados nas patinhas traseiras. Pareciam pequeninas bailarinas. Dali a pouco, por meio de um comando qualquer do adestrador, os quatro voltam às suas posições convencionais caninas. Pena que já estava no "final da aula". Eu ficaria sentada ali perto só para ver aquele adestrador trabalhando. Pelo jeito, seus alunos eram muito obedientes e graciosos. Aliás, pelo menos dois daqueles simpáticos seres eram fêmeas provavelmente, a julgar pelos nomes que ouvi o moço gritar em dado momento: Milu e Madona.

Volta e meia presencio cenas peculiares como essa enquanto caminho. Isso sem contar as coisas estranhas como o episódio da batata e da espiga de milho em cima do botão do semáforo (a macumba minimalista) ou um pombo correio sofisticado que cruzou outro dia meu caminho. Esse aí foi pousando bem perto de mim na calçada. Enquanto ainda voava, notei que havia algo estranho em seu corpo: uma sacolinha de plástico, dessas de supermercado. Sim, senhores, isso mesmo que vocês leram. Não me perguntem o que tal ave fazia com a sacolinha, é um verdadeiro mistério. Só sei que fiquei um tempo observando o pombo ciscando no chão, com aquele saquinho preso nele, parte da alça passando debaixo de sua asinha, como se fosse uma sacola à tiracolo estilo hippie. Só não deu para ver se dentro dessa diferente bolsinha havia algum conteúdo curioso...

Por falar em caminhadas, agora mesmo vou fazer mais uma. Vamos ver se hoje também esbarro com alguma "atração especial"...

domingo, 24 de maio de 2009

Controles remotos demais, paciência de menos...

Outro dia estava escrevendo sobre a birra que tenho com mouses de computador e teclados. Esqueci de citar outro pequeno utensílio tecnológico que, se pudesse, faria desaparecer não só de nosso apartamento como também da face da terra: o controle remoto.

Esta semana apanhei pra caramba tentando ver um DVD que eu queria. Eram três controles remotos: o da TV, o da TV a Cabo e o do DVD. Como faz pouco tempo que voltamos a ter TV a Cabo, desacostumei com o uso de três controles e a todo momento fazia alguma besteira com eles. Confesso que sinto como se me fizessem de idiota com tantos botões em minha mão para apertar e, para piorar, em suportes diferentes... É um tal de aperta o botão X no controle Y, o botão Y no controle W, o botão W no controle X...assim não dá! Aliás, dá sim: dá vontade de atirá-los todos pela janela...

sábado, 23 de maio de 2009

Simples homenagem a Zé Rodrix

Primeiro, a desagradável notícia de sua morte repentina logo de manhãzinha pela TV. Depois, alguns emails via Orkut...sexta-feira meio estranha essa. E lá vai o músico Zé Rodrix continuando a seguir seu caminho de luz, mas em outra dimensão, distante ou aparentemente distante de nós... Com certeza seu trabalho deixou marcas indeléveis na Música Popular Brasileira e seu jeito de ser deixou vários amigos saudosos por aqui. Recordo-me como algumas amigas de Sampa que às vezes assistiam alguns shows dele com o Tavito ou com Sá e Guarabira falavam sempre com carinho do jeito acolhedor e simples do Zé Rodrix.

Gostaria muito de escrever um monte de coisas bonitas em homenagem a ele, mas nada melhor que deixar um pouco de sua música aqui no blog. Acima, vai um vídeo que a amiga Stella me passou recentemente, de uma apresentação que ele fez com Sá e Guarabira no final de abril em Paranapiacaba, São Paulo. Mais algumas músicas dele estão no blog do Clébio, o Lenço Encarnado.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Abaixo os teclados e mouses, viva o rápido fluir das idéias!

Pois é, gente, adoro escrever. Porém, às vezes tenho ataques cavalares de intensa e gostosa preguiça. Não é indolência para transmitir idéias, reflexões e doideiras, mas para o ato de digitar em si. Espero e torço pelo dia que eu não precise de teclado para escrever qualquer coisa e que simplesmente a força do pensamento se encarregue de materializar as palavras numa tela de computador e pronto. Às vezes sinto que tudo o que se passa em minha mente e meu coração galopa numa velocidade atroz e meus dedos no teclado não acompanham esse movimento, apesar de eu normalmente digitar rápido. E o mouse, então? Ah, para mim o ideal seria a gente ir clicando em links com uma piscada de olho e pronto, sem esses entraves informáticos que me soam a tartarugas contemplando o por de sol...

Toda essa reflexão só para explicar porque passei três dias sem postar, antes que algumas amigas de Sampa achem de novo que fui parar no Pronto-Socorro ou que fugi de vez para o Peru...

Por falar em Peru, aproveito para responder ao Clébio: o novo cabeçalho do blog, montado pelo Humberto, é composto de três fotos: a primeira, da esquerda para a direita, é da pedra de doze ângulos que está em Cusco, capital do império Inca. Na segunda, esta pessoa que vos escreve está numa das pontes que atravessam o Rio Aguaytia, na cidade de mesmo nome, na selva peruana, onde tenho parte de minha família. A terceira foto é um arranjozinho que fiz para o banheiro daqui de casa.

Crédito das fotos: a de Cusco, Humberto. A de Aguaytia, meu primo Alex. A do arranjo, eu mesma.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Esquina da Sil faz dois aninhos!


Este blog completou 2 anos dia 14 de maio e eu quase ia deixando passar em branco a data...para rememorar o primeiro post, aqui está ele. Na verdade, eu tinha um blog antigo num endereço do Hotmail.com . Depois, por questões estéticas e de praticidade, migrei aqui para o Blogspot. Foi quando passei a escrever quase que diariamente, num exercício muito gostoso de socializar idéias, sentimentos, sensações, percepções, "abobrinhas", etc.

A foto acima simboliza esse marco importante. É um arranjo que fiz para o meu banheiro. Coisa simples, barata e bonita. Comprei o suporte de acrílico parecendo vidro e as pedrinhas de aquário numa loja de 1,99. As velinhas e a essência cheirosa que pinguei na água, numa loja especializada. Fica aí a dica para quem quiser fazer um.

Obrigada a cada um que costuma dar suas passadinhas aqui na Esquina de vez em quando. Que o cheiro gostoso do arranjo acima chegue até vocês inspirando todos a ter uma semana bem leve e especial!

domingo, 17 de maio de 2009

Achei os passaportes!!!

Soem os tambores; toquem "Aleluia", de Haendel; soltem fogos de artifício! Ontem à noite achei os passaportes, depois de uma semana de intensa e quase ensandecida busca por esses documentos. O apartamento ficou de pernas para o ar, parece até que entrou um ladrão aqui, de tanta bagunça provocada pela caça aos passaportes perdidos. No entanto, ontem a grande odisséia acabou.

Na sexta à noite, a Rose sugeriu: "Sil, porque você não pede ajuda ao Negrinho do Pastoreio? Quando minha mãe perde alguma coisa ela sempre recorre a ele e dá certo". Resolvi seguir sua sugestão. Como o caso estava muito bravo, além de recorrer a ele, resolvi buscar ajuda também com outro negro, o San Martin de Porres, padroeiro do Peru (ou, como chamam aqui no Brasil, São Martinho de Lima). Os dois devem ter ficado com muita pena de mim e resolveram se unir para me dar um empurrão: de repente, do nada, resolvi abrir novamente um dos compartimentos de uma das estantes daqui de casa que eu já havia aberto mil vezes e achado nada. O procedimento foi bem simples: afastei um livro de fotografias e a pastinha dos passaportes lá estava, brincando de esconder comigo e me esperando...(!!!!???).

O Negrinho do Pastoreio tem uma musiquinha a qual a maioria dos gaúchos deve conhecer bem, que começa assim: "Negrinho do Pastoreio, acendo essa vela pra ti e peço que me devolvas a querência que eu perdi....". A Rose sugeriu que eu fizesse uma adaptação ao meu contexto assim: "Negrinho do Pastoreio, acendo essa vela pra ti e peço que me devolvas os passaportes que eu perdi...". A música é bem bonitinha, vou tentar pegá-la de ouvido no violino, acho que vai ficar legal. Quanto ao San Martin, não sei se ele tem música, deve ter, ainda não conheço, vou pesquisar.

Bom, agora deixa eu sair da frente do computador, pois temos de arrumar toda a bagunça causada por nossa busca incessante da semana....

sábado, 16 de maio de 2009

Pisou num sapo levando melancia pra moto

E por falar em primos, desta vez vou contar a façanha de um dos brasileiros. O Éder, lá de Mato Grosso do Sul, estava levando uma melancia para a moto quando de repente, não mais que de repente, pisa num baita sapo (!!!!!). Era de noite e a falta de visibilidade adequada fez com que ele aleijasse o pobre do sapão que, provavelmente, estava por ali tirando (ou tentando) tirar um cochilo...Diz ele que a experiência de pisar num sapo é única, intransferível e indescritível. Se tivesse acontecido comigo, possivelmente descreveria tal ato com apenas um adjetivo: nojento!

Quanto à melancia, ele esqueceu de me contar o que aconteceu com ela: se com o acidente a "pequenina" fruta foi parar no chão, no sapo escangalhado, no teto da casa de uma prima nossa ou se ele conseguiu equilibrar a melancia e, mesmo com todas as circunstâncias desfavoráveis, acomodá-la na moto. Quanto à vítima do pé do Éder, alguns informantes me contaram que viram o pobre sapo no dia seguinte se arrastando pela cidade com micro-muletas e um micro-gesso numa das patinhas.

Estou bem de primos! Um me torra a paciência dizendo que quer me dar de presente um cachorro feio e sem pelos e ainda me recomenda dormir abraçada com esse bicho estranho para curar asma...o outro adorou pisar num sapo e aposto que deve estar procurando outros por aí para repetir o "momento inesquecível"...desde que ele não me sugira dormir abraçada com o sapo, assim como eu deveria fazer com o cachorro esquisito, tudo bem. Meu negócio é dormir com o princípe.