Nesse meu retorno ao blog, resolvi também montar outra lista de músicas. A antiga está guardadinha lá no Mixpod. Gosto de variar de vez em quando.
Como volta e meia aparecem leitores novos por aqui, achei melhor deixar novamente "instruções" de como usar minha "parada de sucessos". É o seguinte: assim que você chega no meu blog, fatalmente ouvirá uma canção. Se não quiser ouvi-la naquele momento, é só clicar no botão pause dentro da caixa do Mixpod, ok. Por enquanto, não consegui descobrir como acionar o toque randômico das músicas, como era antes. Mas para quem quiser conhecer as outras músicas além da primeira que lá está, é só clicar em cima de cada uma e ouvir. Se quiser deixar rolar, como se fosse uma rádio, o Mixpod se encarrega de ir tocando cada uma na sequência que está lá.
É isso, tomara que gostem da minha listinha musical eclética.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
A lua me traiu...
Depois de um longo período de hibernação, estou tentando voltar de novo ao blog. Sei lá, no regresso da viagem fiquei com preguiça de escrever. Cada vez mais acho esse processo todo de pensar e digitar o que a gente pensou uma lerdeza só. Pra mim, o ideal seria já projetar mentalmente as palavras na tela e pronto...serviço feito. Muito melhor em termos de velocidade e de fluidez de pensamento. Às vezes penso tantas coisas em segundos que é impossível meus dedos acompanharem esse alvoroço mental todo, por mais rápido que eu digite (e olha que várias pessoas já comentaram que digito rápido pra caramba). Porém, hoje me deu saudades de "blogar" e, apesar do "atraso" das tecnologias, resolvi voltar à carga (ou à descarga?!).
Humberto, pouco a pouco, está deixando as fotos de nossas aventuras por Chile e Peru em formato mais leve. Quando ele terminar esse trabalho, começo a postar algumas aqui, junto com histórias. Enquanto isso, vou contando outros "causos" por aqui. Vou começar com um bem recente de uma amiga. Não sei se devo identificá-la assim, publicamente. Bom, se quiser, fulana, pode dizer "sou eu!" aí no campo de comentários...
Fulana outro dia me contou que estava tudo dando errado pra ela: em vez de botar pó de café no filtro botou erva de chimarrão, quando saiu pra fazer caminhada botou vestido em vez de short, fora outras coisas que não me lembro agora. Ela comentou que, provavelmente, a lua estava fazendo uma sabotagem estratégica com ela. Aí, não me contive...ao me dizer isso, a primeira coisa que me veio à cabeça foi aquela música do Grupo Kalipso cujo nome não me lembro, mas o refrão canta: "A lua me traiu..." Fui examinar a letra da música e nada a ver com o contexto de minha amiga. Porém, acabei ressignificando esse pedacinho de refrão, transformando-o em gatilho para gargalhadas e lembranças de um dia meio torto.
Desde então, volta e meia eu a infernizo colocando esse refrão no Google Talk, no Facebook, onde der. E se escutar essa música na rua, provavelmente vou rir muito e ninguém vai entender nada...
Humberto, pouco a pouco, está deixando as fotos de nossas aventuras por Chile e Peru em formato mais leve. Quando ele terminar esse trabalho, começo a postar algumas aqui, junto com histórias. Enquanto isso, vou contando outros "causos" por aqui. Vou começar com um bem recente de uma amiga. Não sei se devo identificá-la assim, publicamente. Bom, se quiser, fulana, pode dizer "sou eu!" aí no campo de comentários...
Fulana outro dia me contou que estava tudo dando errado pra ela: em vez de botar pó de café no filtro botou erva de chimarrão, quando saiu pra fazer caminhada botou vestido em vez de short, fora outras coisas que não me lembro agora. Ela comentou que, provavelmente, a lua estava fazendo uma sabotagem estratégica com ela. Aí, não me contive...ao me dizer isso, a primeira coisa que me veio à cabeça foi aquela música do Grupo Kalipso cujo nome não me lembro, mas o refrão canta: "A lua me traiu..." Fui examinar a letra da música e nada a ver com o contexto de minha amiga. Porém, acabei ressignificando esse pedacinho de refrão, transformando-o em gatilho para gargalhadas e lembranças de um dia meio torto.
Desde então, volta e meia eu a infernizo colocando esse refrão no Google Talk, no Facebook, onde der. E se escutar essa música na rua, provavelmente vou rir muito e ninguém vai entender nada...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Tô voltando...
Gente, já voltamos ao Brasil faz alguns dias. Prometo, em breve, também voltar a escrever por aqui tanto aventuras da última viagem como as do cotidiano. Estou colocando a vida em ordem...bem que tentei escrever algo durante as andanças (e "voanças", e "barcanças", e "rodanças", etc) mas acabei tirando férias do blog. O máximo que consegui foram uns poucos posts produzidos no Chile e alguns sinais de vida via Facebook pra família e amigos irem sabendo onde estávamos e pronto. Não iria ficar tanto tempo online com miles de coisas interessantes para ver e fazer por lá, não é mesmo?
A viagem foi cansativa, mas maravilhosa. O resumo do resumo do resumo do resumo da ópera foi o seguinte: 35 dias de viagem no Chile e no Peru; 7 voos cruzando a Cordilheira dos Andes; temperaturas desde 9 graus abaixo de zero até 30 e poucos positivos com sensação térmica de 40; nível do mar até pouco mais de 4 mil metros; deserto, montanha nevada, praia, floresta amazônica, transição entre cordilheira e selva; o super moderno e o super antigo; o medo e o encantamento: enfim, teve de tudo, literalmente. Até chuva no Deserto do Atacama, o deserto mais seco do mundo, nós tomamos, imaginem! Claro que filmamos e fotografamos para provar...
Aguardem!
A viagem foi cansativa, mas maravilhosa. O resumo do resumo do resumo do resumo da ópera foi o seguinte: 35 dias de viagem no Chile e no Peru; 7 voos cruzando a Cordilheira dos Andes; temperaturas desde 9 graus abaixo de zero até 30 e poucos positivos com sensação térmica de 40; nível do mar até pouco mais de 4 mil metros; deserto, montanha nevada, praia, floresta amazônica, transição entre cordilheira e selva; o super moderno e o super antigo; o medo e o encantamento: enfim, teve de tudo, literalmente. Até chuva no Deserto do Atacama, o deserto mais seco do mundo, nós tomamos, imaginem! Claro que filmamos e fotografamos para provar...
Aguardem!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Rumo à cidade do buraco dos mineiros
Daqui a pouco pegamos o ônibus para a cidade de Copiapó, já na região do Deserto do Atacama. Por aqui, além do frio, hoje veio também a chuva para complementar o cenário. Estamos cansados e com sono, estou louca para me instalar no ônibus e dormir um monte!
Copiapó é a cidade perto do buraco onde 33 mineiros ficaram presos no ano passado. Diz Humberto que quer se enfiar lá dentro para ver como é. Porém, curiosidade tem limites, né (ou deveria ter). Fiquem tranquilos, não permitirei tal ato de loucura...
Copiapó é a cidade perto do buraco onde 33 mineiros ficaram presos no ano passado. Diz Humberto que quer se enfiar lá dentro para ver como é. Porém, curiosidade tem limites, né (ou deveria ter). Fiquem tranquilos, não permitirei tal ato de loucura...
Os strip teases diários em Santiago
O paradoxo do gelo e do sol juntos: foi o que vivemos anteontem, quando nos aventuramos pelo Cerro Colorado, uma estaçao de Ski que fica a cerca de uma hora de Santiago. O lugar é lindo, quando a preguiça e a conexao de internet assim o permitirem, postarei algumas fotos aqui no blog para compartilhar essa beleza natural com vocês. Foi até engraçado: a princípio, pensávamos que iria sentir frio lá em cima. Que nada: em alguns momentos, sentíamos o sol queimar nossos rostos e tínhamos que passar filtro solar várias vezes para evitar maiores danos.
As aparências enganam...quem diria. Ontem, sentimos mais frio andando pelas ruas de santiago do que là em cima, no cerro cheio de gelo. A temperatura anda baixando drasticamente. A mínima aqui anda por volta de zero grau ou um grau e a màxima, em torno de uns 14 graus. Eu e Humberto adoramos frio. Porém, há uma coisa bem chatinha no cotidiano de uma cidade onde faz bastante frio: o exercício diário de vários "strip teases" . Nao, nao se trata de nenhuma terapia sexual. Explico melhor: é que, se você está na rua, naturalmente está todo encapotado. Porém, ao entrar em vários espaços fechados, tem que sair tirando quase todas as blusas e casacos, senao torra de tanto calor por conta da calefaçao...é um tal de tira roupa, poe roupa que você pode chegar a se entediar...eu preferiria que fosse frio em todos os lugares logo de uma vez, assim nao teríamos esse trabalho.
Bom, amanha provavelmente tomaremos um onibus para o deserto do Atacama. Quando der, darei mais notìcias. Aguardem!
PS: Como hoje estou escrevendo de um cyber café porque a internet wi fi do hostal onde estamos deu pau, nao tenho como botar os acentos til das palavras aqui, antes que alguém me pergunte....
As aparências enganam...quem diria. Ontem, sentimos mais frio andando pelas ruas de santiago do que là em cima, no cerro cheio de gelo. A temperatura anda baixando drasticamente. A mínima aqui anda por volta de zero grau ou um grau e a màxima, em torno de uns 14 graus. Eu e Humberto adoramos frio. Porém, há uma coisa bem chatinha no cotidiano de uma cidade onde faz bastante frio: o exercício diário de vários "strip teases" . Nao, nao se trata de nenhuma terapia sexual. Explico melhor: é que, se você está na rua, naturalmente está todo encapotado. Porém, ao entrar em vários espaços fechados, tem que sair tirando quase todas as blusas e casacos, senao torra de tanto calor por conta da calefaçao...é um tal de tira roupa, poe roupa que você pode chegar a se entediar...eu preferiria que fosse frio em todos os lugares logo de uma vez, assim nao teríamos esse trabalho.
Bom, amanha provavelmente tomaremos um onibus para o deserto do Atacama. Quando der, darei mais notìcias. Aguardem!
PS: Como hoje estou escrevendo de um cyber café porque a internet wi fi do hostal onde estamos deu pau, nao tenho como botar os acentos til das palavras aqui, antes que alguém me pergunte....
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Não sei quem tremia mais: o avião ou eu?!
De Santiago, Chile
Fiquei muitos dias sem escrever, por conta de tarefas a serem realizadas antes da viagem. Agora, volto à carga (ou à descarga?!) aqui de Santiago do Chile, cidade a qual chegamos uma da madrugada, depois do voo mais turbulento de nossas vidas. Não, não é apenas maneira de falar...realmente o negócio foi bem bravo, fiquei até com vontade de "pegar o piloto na saída"...puxa vida, com tanta tecnologia hoje em dia, bem que ele poderia ter feito desvio de rota pra escapar daquele festival de malabarismos aeronáuticos a não sei mais quantos quilômetros de altura. Bom, sou leiga no assunto, mas fica aí meu desabafo. Afinal, não sabia quem tremia mais: se eu ou o próprio avião. Pra piorar as coisas, teve um momento específico que olhei para Humberto e o coitado estava com uma cara de medo de dar dó. Logo ele, que costuma ser mil vezes mais corajoso do que eu....um garotinho que sentava à nossa frente chegou a vomitar. Dava para sentir no ar uma tensão bastante pesada: é incrível a energia do pânico coletivo e dos gritos silenciosos.
A aeronave chacoalhava da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo e de baixo para cima. Perdemos a noção de quanto tempo durou essa parte pior das turbulências: quarenta minutos? Uma hora? Só sei que foi no sobrevoo sobre o estado do Paraná porque a coisa começou a ficar bem feia depois que o piloto anunciou que estávamos passando bem perto de Curitiba. Depois que passou tudo, veio uma calmaria tão boa que às vezes, desconfiava, pensava: será que o mau tempo vai voltar novamente? Mais ou menos uma hora antes de chegar a Santiago, não é que apareceram de novo algumas turbulências? Não tão fortes quanto as primeiras, mas eram chatinhas. No entanto, como via aeromoças andando pelo corredor distribuindo aos passageiros os formulários a serem preenchidos e entregues no momento de carimbar os passaportes no aeroporto, provavelmente aquelas eram turbulências "normais" do percurso. Menos mal. Eu torcia fervorosamente pra gente sobrevoar logo a Cordilheira dos Andes por dois motivos: porque Santiago fica ao lado de parte delas e porque, da primeira vez que estivemos no Chile, em 2008, quando o avião começou a sobrevoa-las, a turbulência passou como que por encanto, e o voo ficou macio, gostoso. Era de noite, mas eu buscava sofregamente com o olhar, pela janelinha do avião, a imensidão branca, em busca da paz...
Dito e feito: quando chegamos em cima das montanhas geladas, a tão esperada calmaria. E, em alguns minutos, aterrissamos na tão esperada Santiago. Ao sair do aeroporto, eu estava ainda tão quente de nervoso que nem cheguei a sentir a temperatura de zero grau que fazia aquela hora. Fui senti-la já dentro do quarto do hostal, mas nada que o aquecedor não pudesse resolver.
Agora digito essas linhas de meu netbook, deitada na cama, embaixo do edredon, feliz e tranquila: pra compensar uma noite terrível, o dia hoje foi ótimo: céu super azul, com sol, friozão gostoso e muitos passeios pra alegrar o coração e o espírito. Pouco a pouco vou compartilhando nossas experiências de viagem aqui com vocês.
Fiquei muitos dias sem escrever, por conta de tarefas a serem realizadas antes da viagem. Agora, volto à carga (ou à descarga?!) aqui de Santiago do Chile, cidade a qual chegamos uma da madrugada, depois do voo mais turbulento de nossas vidas. Não, não é apenas maneira de falar...realmente o negócio foi bem bravo, fiquei até com vontade de "pegar o piloto na saída"...puxa vida, com tanta tecnologia hoje em dia, bem que ele poderia ter feito desvio de rota pra escapar daquele festival de malabarismos aeronáuticos a não sei mais quantos quilômetros de altura. Bom, sou leiga no assunto, mas fica aí meu desabafo. Afinal, não sabia quem tremia mais: se eu ou o próprio avião. Pra piorar as coisas, teve um momento específico que olhei para Humberto e o coitado estava com uma cara de medo de dar dó. Logo ele, que costuma ser mil vezes mais corajoso do que eu....um garotinho que sentava à nossa frente chegou a vomitar. Dava para sentir no ar uma tensão bastante pesada: é incrível a energia do pânico coletivo e dos gritos silenciosos.
A aeronave chacoalhava da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo e de baixo para cima. Perdemos a noção de quanto tempo durou essa parte pior das turbulências: quarenta minutos? Uma hora? Só sei que foi no sobrevoo sobre o estado do Paraná porque a coisa começou a ficar bem feia depois que o piloto anunciou que estávamos passando bem perto de Curitiba. Depois que passou tudo, veio uma calmaria tão boa que às vezes, desconfiava, pensava: será que o mau tempo vai voltar novamente? Mais ou menos uma hora antes de chegar a Santiago, não é que apareceram de novo algumas turbulências? Não tão fortes quanto as primeiras, mas eram chatinhas. No entanto, como via aeromoças andando pelo corredor distribuindo aos passageiros os formulários a serem preenchidos e entregues no momento de carimbar os passaportes no aeroporto, provavelmente aquelas eram turbulências "normais" do percurso. Menos mal. Eu torcia fervorosamente pra gente sobrevoar logo a Cordilheira dos Andes por dois motivos: porque Santiago fica ao lado de parte delas e porque, da primeira vez que estivemos no Chile, em 2008, quando o avião começou a sobrevoa-las, a turbulência passou como que por encanto, e o voo ficou macio, gostoso. Era de noite, mas eu buscava sofregamente com o olhar, pela janelinha do avião, a imensidão branca, em busca da paz...
Dito e feito: quando chegamos em cima das montanhas geladas, a tão esperada calmaria. E, em alguns minutos, aterrissamos na tão esperada Santiago. Ao sair do aeroporto, eu estava ainda tão quente de nervoso que nem cheguei a sentir a temperatura de zero grau que fazia aquela hora. Fui senti-la já dentro do quarto do hostal, mas nada que o aquecedor não pudesse resolver.
Agora digito essas linhas de meu netbook, deitada na cama, embaixo do edredon, feliz e tranquila: pra compensar uma noite terrível, o dia hoje foi ótimo: céu super azul, com sol, friozão gostoso e muitos passeios pra alegrar o coração e o espírito. Pouco a pouco vou compartilhando nossas experiências de viagem aqui com vocês.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Ceviche, Shitake e mistura de cereais: nosso almoço de dia dos namorados
Nosso almoço de dia dos namorados foi bem gostoso e preparado por mim mesma, com comidinhas que adoramos: ceviche, shitake e mistura de cereais. Humberto até comentou: quem diria, hein. Anos atrás eu não me imaginava comendo esse tipo de comida... Querem saber? Eu também não (neste momento, coloquem pra tocar a música Todo Cambia, cantada por Mercedes Sosa).
Havia um tempo que eu não comia peixe cru de maneira alguma, não gostava de arroz integral e talvez não ousasse experimentar cogumelos japoneses. Porém, um dia a amiga Ana Paula me ensinou a comer sushis e sashimis e passei a simplesmente amar esse tipo de comida. Um dia o amigo Raul me apresentou o shimeji num barzinho. Gostei e por conta desse gostar, acabei experimentando também o Shitake. Um dia, ainda na década de 90, quando fui ao Peru pela primeira vez conhecer de perto parte de minhas origens, me ensinaram a saborear o ceviche que se tornou, hoje em dia, uma de minhas comidas prediletas. E por aí vai....Um dia aqui, um dia ali, e as mudanças foram acontecendo. Dia após dia.
Rapidamente explicando: basicamente, o ceviche é feito com algum peixe de carne branca, cortado em cubinhos, marinado em limão e aji (pimenta peruana, o meu eu faço com aji amarillo), também temperado com cebola, alho e sal. Quem quiser, pode colocar também coentro. A receita pode assustar para quem não conhece porque o peixe não passa por qualquer tipo de cozimento via fogão. No entanto, dá super certo e antes que me perguntem, não tem gosto de peixe cru. De fato, o limão acaba cozinhando a carne.
Meu shitake eu faço assim: costumo comprar o desidratado. Depois de reidratá-lo, aproveito a água dele para cozinhar o arroz, pois é cheia de nutrientes. Coloco o shitake numa frigideira com pouca margarina, molho de soja e aji criollo (outro tipo de pimenta peruana) para dar uma breve cozida e temperada.
A mistura de cereais a qual me referi é composta por: arroz integral agulhinha, arroz integral vermelho, arroz integral cateto, trigo integral, aveia e quinua em flocos. Na verdade, essa mistura é meu "arroz" de quase todos os dias. Eu já comia aquele "Arroz Sete Cereais", da Ráris, mas como começou a ficar caro demais, comecei a comprar em separado os grãos no Ceasa, em maiores quantidades, e misturá-los, fica bem mais barato (dica preciosa de minha médica!). Acho super gostoso (acho o arroz branco puro muito sem graça, a não ser que ele seja carreteiro) e, além disso, é super saudável. Cozinho normalmente, tempero e pronto.
O legal é que Humberto me acompanha nesse tipo de alimentação. E a carinha de satisfação que ele fez ontem para mim foi inesquecível!
PS: Não sei o jeito certo de escrever "ceviche", se é com S, com C ou de outro jeito...tanto aqui como no Peru ou mesmo no Chile já vi essa palavra escrita de diferentes formas. Quem tiver tempo e paciência para pesquisar sobre isso, esteja à vontade....
Havia um tempo que eu não comia peixe cru de maneira alguma, não gostava de arroz integral e talvez não ousasse experimentar cogumelos japoneses. Porém, um dia a amiga Ana Paula me ensinou a comer sushis e sashimis e passei a simplesmente amar esse tipo de comida. Um dia o amigo Raul me apresentou o shimeji num barzinho. Gostei e por conta desse gostar, acabei experimentando também o Shitake. Um dia, ainda na década de 90, quando fui ao Peru pela primeira vez conhecer de perto parte de minhas origens, me ensinaram a saborear o ceviche que se tornou, hoje em dia, uma de minhas comidas prediletas. E por aí vai....Um dia aqui, um dia ali, e as mudanças foram acontecendo. Dia após dia.
Rapidamente explicando: basicamente, o ceviche é feito com algum peixe de carne branca, cortado em cubinhos, marinado em limão e aji (pimenta peruana, o meu eu faço com aji amarillo), também temperado com cebola, alho e sal. Quem quiser, pode colocar também coentro. A receita pode assustar para quem não conhece porque o peixe não passa por qualquer tipo de cozimento via fogão. No entanto, dá super certo e antes que me perguntem, não tem gosto de peixe cru. De fato, o limão acaba cozinhando a carne.
Meu shitake eu faço assim: costumo comprar o desidratado. Depois de reidratá-lo, aproveito a água dele para cozinhar o arroz, pois é cheia de nutrientes. Coloco o shitake numa frigideira com pouca margarina, molho de soja e aji criollo (outro tipo de pimenta peruana) para dar uma breve cozida e temperada.
A mistura de cereais a qual me referi é composta por: arroz integral agulhinha, arroz integral vermelho, arroz integral cateto, trigo integral, aveia e quinua em flocos. Na verdade, essa mistura é meu "arroz" de quase todos os dias. Eu já comia aquele "Arroz Sete Cereais", da Ráris, mas como começou a ficar caro demais, comecei a comprar em separado os grãos no Ceasa, em maiores quantidades, e misturá-los, fica bem mais barato (dica preciosa de minha médica!). Acho super gostoso (acho o arroz branco puro muito sem graça, a não ser que ele seja carreteiro) e, além disso, é super saudável. Cozinho normalmente, tempero e pronto.
O legal é que Humberto me acompanha nesse tipo de alimentação. E a carinha de satisfação que ele fez ontem para mim foi inesquecível!
PS: Não sei o jeito certo de escrever "ceviche", se é com S, com C ou de outro jeito...tanto aqui como no Peru ou mesmo no Chile já vi essa palavra escrita de diferentes formas. Quem tiver tempo e paciência para pesquisar sobre isso, esteja à vontade....
sábado, 11 de junho de 2011
O aniversário do supermercado e os famintos de plantão
Mais uma da série "Po, você não tem comida em casa não?!"
Semanas atrás foi o aniversário de um supermercado que fica aqui perto de casa. Eu nem sabia disso, cheguei lá e achei estranho, pois vi uns palhaços saindo do estabelecimento. Dali a pouco, vejo um moço cantando e tocando violão num canto. Ando mais um pouco e vejo que estão armando máquinas de raspadinha. Em alguns lugares, há balões pendurados. Foi aí que desconfiei do motivo de tanta comemoração. Pensei: oba! o negócio hoje aqui tá bom! A impressão que eu tinha é que havia "atrações comestíveis" em cada corredor de mercadorias. Perto da padaria, havia uma mesa de café da manhã com sanduíches de pão de forma, frutas, etc. Ainda desconfiada, perguntei a uma funcionária: Isso é pra todo mundo? Ela, solícita, responde: É sim, pode pegar! Satisfeita, peguei um pedaço de sanduíche. Dali a pouco, havia "amostras grátis" de sorvete. Claro que peguei meu copinho e continuei zanzando pelo supermercado. Uma maravilha: quem quisesse, poderia sair de lá praticamente "almoçado" já.
Depois de pegar os produtos que precisava, fui a uma das filas para pagá-los. Notei que uma senhora estava em posição intermediária entre estar e não estar na fila. Sabe o célebre "Ser ou não ser, eis a questão"? Pois é, por aí. Como fiquei em dúvida, perguntei a ela sobre sua real posição geográfica no supermercado. A resposta confirmou minha suspeita. Ela me diz, sorridente: Pode passar na frente, minha filha, é que estou esperando o bolo. Olhei ao redor, já havia vários clientes ali por perto de olho na mesa festiva, cheia de docinhos. A estrela principal da festa ainda iria chegar dali a alguns instantes. Como não tinha tempo disponível, não fiz o mesmo que aquela senhora. Mas foi bem interessante observar o movimento do local e aproveitar os brindes comestíveis. Bem que o supermercado poderia fazer aniversário todos os dias!
Semanas atrás foi o aniversário de um supermercado que fica aqui perto de casa. Eu nem sabia disso, cheguei lá e achei estranho, pois vi uns palhaços saindo do estabelecimento. Dali a pouco, vejo um moço cantando e tocando violão num canto. Ando mais um pouco e vejo que estão armando máquinas de raspadinha. Em alguns lugares, há balões pendurados. Foi aí que desconfiei do motivo de tanta comemoração. Pensei: oba! o negócio hoje aqui tá bom! A impressão que eu tinha é que havia "atrações comestíveis" em cada corredor de mercadorias. Perto da padaria, havia uma mesa de café da manhã com sanduíches de pão de forma, frutas, etc. Ainda desconfiada, perguntei a uma funcionária: Isso é pra todo mundo? Ela, solícita, responde: É sim, pode pegar! Satisfeita, peguei um pedaço de sanduíche. Dali a pouco, havia "amostras grátis" de sorvete. Claro que peguei meu copinho e continuei zanzando pelo supermercado. Uma maravilha: quem quisesse, poderia sair de lá praticamente "almoçado" já.
Depois de pegar os produtos que precisava, fui a uma das filas para pagá-los. Notei que uma senhora estava em posição intermediária entre estar e não estar na fila. Sabe o célebre "Ser ou não ser, eis a questão"? Pois é, por aí. Como fiquei em dúvida, perguntei a ela sobre sua real posição geográfica no supermercado. A resposta confirmou minha suspeita. Ela me diz, sorridente: Pode passar na frente, minha filha, é que estou esperando o bolo. Olhei ao redor, já havia vários clientes ali por perto de olho na mesa festiva, cheia de docinhos. A estrela principal da festa ainda iria chegar dali a alguns instantes. Como não tinha tempo disponível, não fiz o mesmo que aquela senhora. Mas foi bem interessante observar o movimento do local e aproveitar os brindes comestíveis. Bem que o supermercado poderia fazer aniversário todos os dias!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Já em clima romântico, o cantor colombiano Fonseca
Já aproveitando o clima romântico do dia dos namorados do domingo e o dia fresquinho daqui de Brasília pedindo cobertor de orelha, lá vai um vídeo do Fonseca, cantor colombiano, com uma canção bem gostosinha entitulada "Te Mando Flores": http://www.youtube.com/watch?v=qTLd6u0ZW6c
Quem me apresentou algo desse cantor foi a prima Sofia, lá de Lima, Peru. Ela primeiro me mostrou uma música dele e pensei: ah, pelo jeito esse artista deve ser colombiano... Perguntei a ela, que me confirmou a suspeita. Sabem como descobri? Pela presença do acordeon nos arranjos e pelo jeitão da música, a levada, sei lá, não sei explicar direito. Mas é a cara da Colômbia!
Algo que acho muito legal é a integração existente, pelo menos na música, entre boa parte dos países de língua hispânica de nosso continente. Há vários artistas cujas canções tocam nas rádios de vários países além do seu, como é o caso do rapaz aí em questão. Bem que o Brasil poderia se entranhar um pouco mais pelo continente, pois geralmente nossos vizinhos acabam conhecendo mais de música brasileira do que os brasileiros as músicas deles. Fico de cara: há vários artistas latinoamericanos que vivem fazendo tours pelo mundo todo mas não são conhecidos aqui. E a língua espanhola não é desculpa, pois vários artistas de língua inglesa estouram por aqui nas paradas de sucesso... Mas, felizmente, tenho esperanças que a situação vá mudando aos poucos, já que artistas como a mexicana Julieta Venegas, o argentino Kevin Johansen e outros mais volta e meia andam aparecendo pelo Brasil pra fazer alguns shows.
Gente, como o Youtube nem sempre é You, botei aí acima apenas o link do vídeo, tá. É que o Theytube não tá me deixando agregar aqui o dito cujo. Só vem a mensagem: "Este recurso não está disponível no momento. Tente novamente mais tarde. " Caso eles disponibilizem de fato nas próximas horas o recurso, prometo postar aqui o vídeo direto, ok.
Quem me apresentou algo desse cantor foi a prima Sofia, lá de Lima, Peru. Ela primeiro me mostrou uma música dele e pensei: ah, pelo jeito esse artista deve ser colombiano... Perguntei a ela, que me confirmou a suspeita. Sabem como descobri? Pela presença do acordeon nos arranjos e pelo jeitão da música, a levada, sei lá, não sei explicar direito. Mas é a cara da Colômbia!
Algo que acho muito legal é a integração existente, pelo menos na música, entre boa parte dos países de língua hispânica de nosso continente. Há vários artistas cujas canções tocam nas rádios de vários países além do seu, como é o caso do rapaz aí em questão. Bem que o Brasil poderia se entranhar um pouco mais pelo continente, pois geralmente nossos vizinhos acabam conhecendo mais de música brasileira do que os brasileiros as músicas deles. Fico de cara: há vários artistas latinoamericanos que vivem fazendo tours pelo mundo todo mas não são conhecidos aqui. E a língua espanhola não é desculpa, pois vários artistas de língua inglesa estouram por aqui nas paradas de sucesso... Mas, felizmente, tenho esperanças que a situação vá mudando aos poucos, já que artistas como a mexicana Julieta Venegas, o argentino Kevin Johansen e outros mais volta e meia andam aparecendo pelo Brasil pra fazer alguns shows.
Gente, como o Youtube nem sempre é You, botei aí acima apenas o link do vídeo, tá. É que o Theytube não tá me deixando agregar aqui o dito cujo. Só vem a mensagem: "Este recurso não está disponível no momento. Tente novamente mais tarde. " Caso eles disponibilizem de fato nas próximas horas o recurso, prometo postar aqui o vídeo direto, ok.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Bateu com a cara na porta
Outro dia Sandra, uma de minhas irmãs, chega no apartamento de minha mãe para buscar a Aninha, sua filha. Dali a pouco, vai pra um dos quartos pegar algo. O corredor estava escuro. Da sala, a gente escuta:
- Ai, bati com a cara na porta!
Dois segundos depois:
- Mas quem fechou a porta desse quarto?
Chuva de risos na sala. Ela poderia ter ficado calada, mas fez questão de anunciar em alto e bom som o "mico". E, ainda por cima, quem havia fechado a porta era a Aninha.
- Ai, bati com a cara na porta!
Dois segundos depois:
- Mas quem fechou a porta desse quarto?
Chuva de risos na sala. Ela poderia ter ficado calada, mas fez questão de anunciar em alto e bom som o "mico". E, ainda por cima, quem havia fechado a porta era a Aninha.
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