Não é a toa que o stress anda me tomando constantemente... Além daquela história da empresa de montagem de móveis e outras paralelas relativas a prestação de serviços, houve uma que, semana passada, foi de doer.
A Net instalou a internet e, um dia depois, não funcionava mais. Agendei então a visita do técnico para verificar qual o problema. Bem, supõe-se que a empresa repasse aos técnicos o celular da pessoa que estará em casa esperando a assistência. Ainda mais porque interfone é coisa que nem sempre funciona...Como o nosso interfone estava nesse estado, alertei a atendente pelo telefone que o técnico deveria ligar para mim, para que eu pudesse abrir a porta, caso não achasse o zelador do bloco. Fora isso, eu já havia pregado uma tirinha de papel no painel do interfone lá embaixo com o seguinte dizer: " 207 com defeito".
Quem disse que adiantou?
A sorte é que eu estava na janela da cozinha quando avistei um carro da Net estacionando. Pensei: "Devem ser os técnicos". Cheguei a ver um deles batendo na porta da casa do zelador. Ele não estava ali. Também pudera...era horário de almoço. A sorte foi que, da janela, perguntei: "Vocês vão para o 207?" Um deles respondeu que sim. Avisei que eu era do citado apartamento e desci para abrir a porta. Um dos rapazes comentou que eles estavam quase indo embora porque achavam que não tinham ninguém em casa (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Não se deram ao trabalho de me telefonar nem de ler o aviso do painel do interfone...
Ando passando tanta raiva, mas tanta raiva, que dessa vez a engoli, até mesmo para não correr o risco de sabotarem meu computador, sabe-se lá. Infelizmente, pode-se esperar de tudo...
Estou quase começando uma campanha para que as empresas, na hora de contratar seus funcionários, utilizem um teste de QI (Quociente de Inteligência) na seleção.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Sua irmã pode ser usada como enceradeira, que tal?
Depois da historinha da Ju matando uma de nossas irmãs , aqui vem outra enviada pela própria:
Quando eu tinha uns 10 anos, eu estava usando a Susana de enceradeira (ela deitada no chão, peguei seus pés e comecei a arrastar pelo chão da sala)e a mamãe gritou: "O que vc esta fazendo, menina?" Eu disse: "To encerando o chão." Ela disse: "Não vai estragar o chão, hein?"
Para vocês terem mais uma idéia do que a Susana sofre nas mãos da Juliana.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O mundo encantado das caixas de papelão cheias
Finalmente voltei ao blog. O motivo de minha ausência, aqueles que costumam acompanhar este espaço virtual devem deduzir: a mudança. Só voltamos a ter acesso à internet ontem. Por isso, já vou avisando aos amigos e primos que, aos poucos, vou colocando a correspondência em ordem. E aos poucos também vou vendo o que os amigos blogueiros andaram escrevendo por estes dias.Estou dando prioridade, claro, a botar ordem no apartamento. Afinal, transitar em meio a caixas e mais caixas de papelão cheias é meio desconfortável. Felizmente, aos poucos elas vão diminuindo em quantidade...nos primeiros dois dias eu cheguei a tropeçar em várias. Depois, fomos abrindo caminhos e trilhas entre elas e até mesmo algumas ilhas foram se formando em nosso apê. Cada caixa desmontada é uma verdadeira vitória. Cada objeto colocado em seu devido lugar também. E aos poucos o lugar aqui vai tomando cara e jeito de "Lar, Doce Lar".
Depois de cinco dias sem acessar meu blog, eu me surpreendi com o grande número de comentários no post sobre o Obama. Muito legal ver tanta gente participando e deixando lá sua opinião. Viva as possibilidades que a Internet nos oferece!
Depois de cinco dias sem acessar meu blog, eu me surpreendi com o grande número de comentários no post sobre o Obama. Muito legal ver tanta gente participando e deixando lá sua opinião. Viva as possibilidades que a Internet nos oferece!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Viva Obama!

Venho reparando uma coisa comum entre eu e a maioria de meus amigos ou contatos blogueiros: dificilmente alguém de suas respectivas famílias lê seus blogs. Parece que aquele dito popular: "Santo de casa não faz milagre" se aplica direitinho a esse caso.
De minha família, até onde sei, só uns três ou quatro primos entram aqui de vez em quando, todos peruanos. Talvez nossa distância geográfica os incentive a ler as coisas que publico aqui. Dos primos brasileiros, bem raramente uns dois ou três passam por esta esquina. Das minhas irmãs (todas moram em Brasília), só uma delas havia entrado aqui uma vez. Quanto mais perto, aparentemente menos interesse nessa coisa de Blog, pelo menos em meu contexto familiar.
No entanto, eis que para minha surpresa esta semana, a famosa Ju, minha mana caçula, protagonista de algumas historinhas que andei contando por aqui, resolve se tornar leitora diária desse espacinho virtual. Para prestigiá-la, escrevo este "post-resposta" a um comentário que ela escreveu anteontem.
Ju (e todos que pensam parecido), no caso da eleição do Obama, acho que realmente não só o Jornal Nacional, mas todos os veículos de comunicação brasileiros tinham realmente a obrigação de fazer uma boa cobertura disso. Queiramos ou não, os Estados Unidos mandam no mundo, fazer o quê...e esta eleição foi histórica, sem sombra de dúvida. A eleição e seu resultado. E ambos tem sim muito a ver com o Brasil também e com todo o mundo. Torci muito por Obama e fiquei feliz por sua vitória. A parada não vai ser fácil, mas ele é infinitamente melhor que Bush. Com Obama, pelo menos, temos esperança concreta que algo pode mudar.
Agora falando da cobertura corrente da maioria dos veículos no Brasil, deixando o assunto das eleições dos EUA de lado, realmente o que ocorre é meio que uma aberração, do meu ponto de vista. Sabemos mais do que ocorre nos EUA do que em países vizinhos nossos. Boa parte das pessoas curte mais música vinda de lá do que de nosso continente. A maioria das escolas ensina só inglês e ainda não inclui o espanhol, apesar de sermos latinoamericanos (ainda bem que, aos poucos, o espanhol também está sendo introduzido em algumas escolas).E há tanta pauta jornalística interessante rolando pela América Latina...mas é aquela coisa: é o money que manda em tudo...
Por isso adoro a Internet: ela nos dá a possibilidade de encontrar cada vez mais e mais veículos alternativos, que possam nos trazer informação diferenciada, já que a maioria das notícias da TV são iguais...
Crédito da foto: arte-de-opinar.blogspot.com/
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
À Beira de um Ataque de Nervos!
Hoje estou explodindo de raiva. Para tentar baixar o nível de stress, resolvi desabafar aqui. Acreditam que hoje pela manhã fui esperar o montador de um armário de cozinha lá no nosso novo bloco e, devido à demora, quando resolvo ligar, já às 11h30min, o indivíduo disse que tinha passado lá às 9h?
O infeliz disse que apertou o botão do interfone e, como "não tinha ninguém", foi fazer a montagem do móvel de outra pessoa, em outro endereço. Fiquei muito p.... e disse a ele que, um dia antes, eu havia pedido à secretária da empresa para que o montador me ligasse no celular antes de vir. Também avisei a ela que, além disso, quando chegasse no bloco, seria bom que tornasse a me ligar pois nosso interfone está enguiçado. Ou que chamasse o zelador para abrir a portaria e poder bater na porta do apartamento...não adiantou nada...
O rapaz disse que ligou cinco vezes no meu celular. Porém, meu celular não chamou hora nenhuma e, em meio às minhas faxinas no apartamento, sempre o carregava no bolso justamente para não perder ligações. Ele disse que ligou também para o meu número fixo. Obviamente, como pela manhã estava no apartamento novo, eu não teria como atender esse número, do apartamento antigo. Mais tarde, fui verificar: nem havia mensagem na secretária eletrônica...
Intensamente chateada e soltando fogo pelas ventas como a mula sem cabeça, voltei pra casa e liguei para a empresa de montagem contando sobre o ocorrido. Pedi também que mandasse, até no máximo hoje à tarde, outro montador, pois o clima tinha ficado ruim com a discussão pelo telefone e a probabilidade do indivíduo montar o armário de maneira desleixada era grande. A atendente disse que não tinha como mandar outro. Pense na raiva que senti. O resumo da conversa foi o seguinte: falei que era para eles mandarem de qualquer jeito outro atendente até, no máximo, esta tarde, senão botaria o nome da empresa no PROCON, etc e tal....
Respirei fundo e, uns quinze minutos depois, liguei para outro número da empresa. Por sorte, falei com outra atendente que foi super atenciosa e conseguiu, naquele momento mesmo, contactar outro montador para me atender mais para o final de tarde. Tomara que ele realmente apareça. Mas só pela boa vontade e esforço dessa moça em me atender, já me senti melhor.
O que me deixa sem paciência é essa "cultura" horrorosa de Brasília de ter péssimos prestadores de serviço. É uma mistura de incompetência, burrice, falta de jogo de cintura, falta de profissionalismo, falta de boa vontade, preguiça....Tá certo que certos tipos de serviço são terríveis em qualquer lugar, mas aqui consegue ser pior. E não é implicância minha....tanto eu como Humberto cansamos de escutar de várias pessoas aqui sobre essa "cultura". Detalhe: muuuuitas delas, gente vinda de outros estados, e desse grupo, muitos que moraram em diferentes cidades, ou seja, gente com parâmetro suficiente para dar um parecer real do assunto. Lembro de uma colega de São Paulo que veio trabalhar uns tempos aqui. Ela ficava assustada com o despreparo de tanta gente, de diferentes tipos de serviço, para atender ao cliente. A gente tinha, infelizmente, de dizer a ela que aqui era assim mesmo...
Apesar de estar meio enjoada de viver aqui e de não morrer de amores por este rincão, estou convencida que, ainda assim, esta é uma das melhores cidades brasileiras para se viver. Pena que a "cultura" citada acima seja um motivo de stress e de má-fama de nossa cidade. Volta e meia vou passar a publicar aqui algumas histórias desse tipo para deixar todo mundo de sobreaviso. Acho que, a partir do momento que nós todos passarmos a cobrar mais por um bom atendimento, a coisa passa a melhorar.
O infeliz disse que apertou o botão do interfone e, como "não tinha ninguém", foi fazer a montagem do móvel de outra pessoa, em outro endereço. Fiquei muito p.... e disse a ele que, um dia antes, eu havia pedido à secretária da empresa para que o montador me ligasse no celular antes de vir. Também avisei a ela que, além disso, quando chegasse no bloco, seria bom que tornasse a me ligar pois nosso interfone está enguiçado. Ou que chamasse o zelador para abrir a portaria e poder bater na porta do apartamento...não adiantou nada...
O rapaz disse que ligou cinco vezes no meu celular. Porém, meu celular não chamou hora nenhuma e, em meio às minhas faxinas no apartamento, sempre o carregava no bolso justamente para não perder ligações. Ele disse que ligou também para o meu número fixo. Obviamente, como pela manhã estava no apartamento novo, eu não teria como atender esse número, do apartamento antigo. Mais tarde, fui verificar: nem havia mensagem na secretária eletrônica...
Intensamente chateada e soltando fogo pelas ventas como a mula sem cabeça, voltei pra casa e liguei para a empresa de montagem contando sobre o ocorrido. Pedi também que mandasse, até no máximo hoje à tarde, outro montador, pois o clima tinha ficado ruim com a discussão pelo telefone e a probabilidade do indivíduo montar o armário de maneira desleixada era grande. A atendente disse que não tinha como mandar outro. Pense na raiva que senti. O resumo da conversa foi o seguinte: falei que era para eles mandarem de qualquer jeito outro atendente até, no máximo, esta tarde, senão botaria o nome da empresa no PROCON, etc e tal....
Respirei fundo e, uns quinze minutos depois, liguei para outro número da empresa. Por sorte, falei com outra atendente que foi super atenciosa e conseguiu, naquele momento mesmo, contactar outro montador para me atender mais para o final de tarde. Tomara que ele realmente apareça. Mas só pela boa vontade e esforço dessa moça em me atender, já me senti melhor.
O que me deixa sem paciência é essa "cultura" horrorosa de Brasília de ter péssimos prestadores de serviço. É uma mistura de incompetência, burrice, falta de jogo de cintura, falta de profissionalismo, falta de boa vontade, preguiça....Tá certo que certos tipos de serviço são terríveis em qualquer lugar, mas aqui consegue ser pior. E não é implicância minha....tanto eu como Humberto cansamos de escutar de várias pessoas aqui sobre essa "cultura". Detalhe: muuuuitas delas, gente vinda de outros estados, e desse grupo, muitos que moraram em diferentes cidades, ou seja, gente com parâmetro suficiente para dar um parecer real do assunto. Lembro de uma colega de São Paulo que veio trabalhar uns tempos aqui. Ela ficava assustada com o despreparo de tanta gente, de diferentes tipos de serviço, para atender ao cliente. A gente tinha, infelizmente, de dizer a ela que aqui era assim mesmo...
Apesar de estar meio enjoada de viver aqui e de não morrer de amores por este rincão, estou convencida que, ainda assim, esta é uma das melhores cidades brasileiras para se viver. Pena que a "cultura" citada acima seja um motivo de stress e de má-fama de nossa cidade. Volta e meia vou passar a publicar aqui algumas histórias desse tipo para deixar todo mundo de sobreaviso. Acho que, a partir do momento que nós todos passarmos a cobrar mais por um bom atendimento, a coisa passa a melhorar.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A notícia do óbvio...

Pérola de ontem do Jornal Nacional: "Por aqui, nos EUA, os brasileiros são considerados latinos..."
Ainda bem, né...
Crédito do Mapa: http://www.meubrasil.inf.br/
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Semana de Mudança: arrancando os cabelos
Essa foto aí retrata bem meu estado de espírito nesta semana de mudança de apartamento. É tanta coisa para providenciar, para monitorar, tanta coisa para encaixotar...nessas horas a gente percebe como guarda coisas que usaremos nunca ou usaremos raramente. Ao longo dos meses já mandei muito papel velho para reciclar, algumas coisas doei, outras já sem serventia alguma joguei fora e mesmo assim ainda há montanhas de coisas por aqui. É um verdadeiro exercício de "arqueologia doméstica" este.Ai que inveja dos "bichos-trailer" (lesma e similares) que carregam sua casinha consigo mesmos...
Crédito da foto: http://jueneco.blogspot.com/2008/08/aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh-meninas.html
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Por favor, inventem a maquininha de chuva particular!
Já inventaram a maquininha para que o pobre indivíduo encalorado possa ter seu "vento particular", o ventilador. Já existem até versões portáteis dele, que cabem num bolso. Agora me pergunto se alguém vai inventar a maquininha de "chuva particular". Alguns de vocês certamente pensarão: "Já inventaram o chuveiro". Sim, mas cadê uma versão para podermos usar na rua? Poderia, sei lá, ser um pequeno chuveirinho que pudesse ficar acoplado às nossas costas e nos refrescasse ao acionarmos um pequeno botão. Esse invento poderia ainda ter os modos " garoa", "chuva média", "chuva forte" e ainda "granizo", para os mais radicais.Acho que esse calor intenso sem chuva aqui na Asa Norte está me fazendo delirar...
Crédito da foto: http://gengibrelilas.blogspot.com/2007_08_01_archive.html
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Rouge, Blanc Et Bleu...
Vive la France!
Só faltou o pequeno escudo da bandeira do Vaticano aí...
O Apê antes da pintura...Hoje resolvi matar um pouco da curiosidade dos amigos e primos de fora de Brasília sobre nossa mudança de apartamento. Eis aí acima, nas fotos, nossa nova moradia, ainda sem os vidros das janelas. Por sorte que hoje terminaram de colocar os externos. Para a segunda, ficaram só os internos, das janelinhas dos banheiros. Depois coloco aqui fotos atualizadas, com os vidros no lugar.
De tão envolvida no monitoramento das reformas no apê, somente semana passada me dei conta de um detalhe engraçado, observando a obra a distância. Para quem vem caminhando na calçada, no sentido norte-sul, as janelas abertas pareciam a bandeira da França, só que com a sequência de cores invertida. E para quem vem no sentido contrário, a bandeira do Vaticano, apenas faltando aquele escudozinho na parte branca. No sábado passado à tarde, cheguei a receber uma mensagem de texto via celular do Rui, um amigo nosso que mora na mesma quadra para a qual vamos nos mudar semana que vem: "Gostei das cores das paredes do apartamento de vocês. Estou passando agora ao lado dele". Agora dá para entender melhor porque o povo que costuma fazer caminhadas na calçada ao lado do bloco costuma levantar a cabeça cada vez que passa por lá. Sem saber, a gente estava "dando bandeira" com tanta bandeira!
Eu e Humberto fomos escolhendo as cores por puro gosto pessoal. Uma das paredes da sala é vermelho-escuro, meio que imitando a sala da casa de um de meus tios de Lima. As demais daquele recinto são brancas. Gostei muito da cor e, felizmente, quando fui mostrar a Humberto a tonalidade numa loja, ele também gostou. Só depois é que me dei conta: branco e vermelho são as cores tanto da bandeira do Peru, como da bandeira da Suíça, pátria de um dos avôs dele. Feliz coincidência colorífica que une duas famílias de diferentes países! Fora o fato de, também sem querer, acabar homenageando um de meus tataravôs com o "discreto" panorama Rouge, Blanc et Bleu. Isso me faz lembrar o que disse uma vez um amigo meu: "Os antepassados vivem nos soprando palavras ao vento...". Tô achando que eles sopram também percepções estéticas...
Crédito das fotos: eu mesma.
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