É engraçado, mas tenho implicância com algumas palavras. Uma delas é "merenda". Ela sempre me soou horrorosaaaaaa a meus ouvidos, assim como o verbo "merendar". Prefiro usar a palavra "lanche" mesmo para não perder a fome e não me causar desconforto auditivo. Pode parecer besteira, mas sei lá...idiossincrasias da semiótica pessoal. "Merenda" para mim deveria ser algo relacionado a tecido, costura, algo assim, pois sempre tenho a impressão que essa palavra deveria designar algum tipo específico de "renda", daquelas bem bonitas. Para mim, "merenda" é uma palavra deslocada do sentido que deveria ter.
Quem sou eu para mandar na Língua Portuguesa? Bom, pelo menos tenho a liberdade de fazer essas estranhas elucubrações numa manhã de segunda-feira....
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A mulher é quem manda
Vejam que bela e inspiradora essa foto para os dias atuais...é que o papai leão deu uma bronca no leãozinho e a mamãe leoa o repreendeu por ser tão duro com as crianças. A matéria saiu no jornal Daily Mail. Quem quiser ler a matéria para praticar inglês e/ou ver outras fotos interessantes é só acessar aqui.
Atentem para o detalhe do leão cabisbaixo.
Crédito da foto: Caters News Agency
Atentem para o detalhe do leão cabisbaixo.
Crédito da foto: Caters News Agency
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Tiraram o dia para me sacanear....
Sábado estávamos andando por aí quando, de repente, tropeço num cabo de vassoura velho. Era tão velho, que ele se parte em dois. Aí Humberto vem com esta:
-Nossa, você vai ter de acionar o seguro, hein.
- Por quê?
- Porque danificou o seu veículo....
- @$#%&¨$#% !!!!
Minutos mais tarde, resolvo ponderar:
- Sabe, até que seria ótimo se muita gente voasse com vassouras por aí...iria desafogar o trânsito terrestre da cidade...
- Imagino o tamanho da sombra que você iria fazer pela cidade...
- @$#%@#*¨!@¨%!!!!
-Nossa, você vai ter de acionar o seguro, hein.
- Por quê?
- Porque danificou o seu veículo....
- @$#%&¨$#% !!!!
Minutos mais tarde, resolvo ponderar:
- Sabe, até que seria ótimo se muita gente voasse com vassouras por aí...iria desafogar o trânsito terrestre da cidade...
- Imagino o tamanho da sombra que você iria fazer pela cidade...
- @$#%@#*¨!@¨%!!!!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
"Meu gato é que nem chuveiro velho"
O gatinho novo da minha irmã Juliana é muito "boa gente": não se incomoda com nada ou quase nada e é super sociável. Outro dia ela soltou a seguinte pérola sobre ele: "O Príncipe é que nem chuveiro velho: não liga, e se liga não esquenta".
Pura verdade.
Pura verdade.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Violeta Parra: uma chilena multimídia
Dia 5 de fevereiro se completaram 44 anos desde que Violeta Parra foi embora. Uma de suas canções mais célebres é Volver a Los 17, imortalizada na voz da argentina Mercedes Sosa e também cantada por tantos outros mundo afora. Estava me recordando agora que em 2008, aproveitamos nossa visita ao Chile para visitar o túmulo de Violeta e também de Victor Jara em Santiago. Além da visita a seu túmulo repleto de flores deixadas por muitos admiradores, fomos também a uma exposição na qual me surpreendi ainda mais com Violeta: ela era uma mulher que também dominava outras linguagens, além da música. Conhecia algo da Violeta compositora e cantora apenas. Foi justamente nessa visita a Santiago que fiquei conhecendo um pouquinho de suas outras facetas: era também artista plástica, ceramista, bordadeira, entre tantos talentos: uma verdadeira mulher multimídia!
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Um fato comum narrado com inteligência, ironia e humor
Hoje rolei de rir na frente do computador com um texto da companheira blogueira Fran, do Menina de Óculos. A causa de minhas gargalhadas matinais de meio de semana foi o post "Minha vida não tinha sentido até que eu fiz o cartão do SUS...". Esse é um recurso literário que eu adoro: tomar um fato comum do cotidiano e narrá-lo com um viés inteligente, irônico e original. Não deixem de clicar no link e rir bastante também.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Sentar e escrever
Uma das coisas que mais gosto é ouvir (ou ler) de outros blogueiros sobre seus respectivos processos de criação dos posts. Parece que cada um tem sua maneira de se inspirar e de escrever. Quanto a mim, o ato em si de escrever no blog às vezes se passa em parte na rua, em parte diante do computador. Às vezes, ocorre totalmente na frente da máquina.
Explico melhor: muitas vezes, estou caminhando e me vêm a idéia para um post de maneira espontânea. Ou então, quando ocorre algo interessante durante o dia, anoto mentalmente o fato para escrever depois. Ao chegar na frente do computador, o texto vem de maneira quase automática, parece que eu o "despejo" na tela como alguém que bota a massa do bolo na forma, algo assim. Em outras tantas, sento na frente da máquina sem idéia alguma e ela vem num passe de mágica. É muito louco isso. Talvez a profissão de jornalista tenha me condicionado a ter esse tipo de construção de texto, meio "no vômito" (desculpem-me os que estiverem lanchando agora, mas não resisti a tal comparação, ela é perfeita).
O que me chateia é botar fotos aqui. Não raro levo mais tempo selecionando e botando fotos neste espaço do que escrevendo. Por isso, muitas vezes várias narrativas de viagem são relegadas a segundo, terceiro, quarto planos ou a plano algum...por conta de minha falta de paciência e pelo gasto de tempo para fazer isso. Normalmente aventuras de viagem devem estar quase que obrigatoriamente com as respectivas fotos....
E aí, companheiros blogueiros, como acontece o processo de escrita de vocês?
Explico melhor: muitas vezes, estou caminhando e me vêm a idéia para um post de maneira espontânea. Ou então, quando ocorre algo interessante durante o dia, anoto mentalmente o fato para escrever depois. Ao chegar na frente do computador, o texto vem de maneira quase automática, parece que eu o "despejo" na tela como alguém que bota a massa do bolo na forma, algo assim. Em outras tantas, sento na frente da máquina sem idéia alguma e ela vem num passe de mágica. É muito louco isso. Talvez a profissão de jornalista tenha me condicionado a ter esse tipo de construção de texto, meio "no vômito" (desculpem-me os que estiverem lanchando agora, mas não resisti a tal comparação, ela é perfeita).
O que me chateia é botar fotos aqui. Não raro levo mais tempo selecionando e botando fotos neste espaço do que escrevendo. Por isso, muitas vezes várias narrativas de viagem são relegadas a segundo, terceiro, quarto planos ou a plano algum...por conta de minha falta de paciência e pelo gasto de tempo para fazer isso. Normalmente aventuras de viagem devem estar quase que obrigatoriamente com as respectivas fotos....
E aí, companheiros blogueiros, como acontece o processo de escrita de vocês?
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Dentre milhares de promoções, escolhemos o mesmo vestido!
Outro dia, assim que entro na casa de minha mãe, deparo-me com o olhar assustado de Sandra, uma de minhas irmãs. Pensei: "nossa, porque será que ela está assim? Tá vendo um fantasma atrás de mim? Ou um bicho no meu cabelo? Ou ele tá é no meu vestido?"
Nenhuma das alternativas anteriores. Simplesmente, não havia seres etéreos a minha volta nem bichos nos lugares onde não deveriam estar. Sabem qual era o "problema"?
"Nossa, Silvana, eu comprei um vestido igualzinho a esse!"
É, a questão não era o bicho no vestido, mas o próprio vestido! Esse fato beira o inacreditável. Com tantas promoções e liquidações pela cidade, duas irmãs foram comprar justamente o mesmo vestido? Sandra me contou que era exatamente o mesmo modelo, o mesmo tecido, a mesma estampa e as mesmas cores. Só o tamanho, obviamente, não era o mesmo (lembram que meu apelido doméstico é "girafa"?). Compramos na mesma loja, mas em shoppings diferentes.
O curioso é que nossos estilos de vestir são diferentes. Talvez uma ou outra pecinha de roupa parecida, mas no geral não nos parecemos do ponto de vista, digamos, têxtil. Por isso, a questão genética não entra no processo de construção da hipótese de porque compramos o mesmo vestido dentre milhares de opções....
Nenhuma das alternativas anteriores. Simplesmente, não havia seres etéreos a minha volta nem bichos nos lugares onde não deveriam estar. Sabem qual era o "problema"?
"Nossa, Silvana, eu comprei um vestido igualzinho a esse!"
É, a questão não era o bicho no vestido, mas o próprio vestido! Esse fato beira o inacreditável. Com tantas promoções e liquidações pela cidade, duas irmãs foram comprar justamente o mesmo vestido? Sandra me contou que era exatamente o mesmo modelo, o mesmo tecido, a mesma estampa e as mesmas cores. Só o tamanho, obviamente, não era o mesmo (lembram que meu apelido doméstico é "girafa"?). Compramos na mesma loja, mas em shoppings diferentes.
O curioso é que nossos estilos de vestir são diferentes. Talvez uma ou outra pecinha de roupa parecida, mas no geral não nos parecemos do ponto de vista, digamos, têxtil. Por isso, a questão genética não entra no processo de construção da hipótese de porque compramos o mesmo vestido dentre milhares de opções....
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O príncipe visitou nosso apartamento!
O Príncipe Eleno II, que atende simplesmente pelo nome de "Príncipe" (aliás, ainda não atende...) é o gatinho de minha irmã caçula Juliana. Outro dia Ju trouxe essa gracinha aqui no nosso apê. O que ele tem de lindo e fofo tem de hiperativo. Quase não mia mas, em compensação, faz travessuras o tempo inteiro. Tentou amizade com a MaluCat Valentina mas não alcançou seu objetivo. MaluCat, enciumada, só fazia "fu" pra ele o tempo todo. A Pantera nem saiu de trás da máquina de lavar roupas para recepcioná-lo....mas se ele não fez sucesso com os seres de sua própria espécie, em compensação virou o xodó dos humanos de nossa família.
Bichinho super sociável, outro dia simplesmente pulou no colo do namorado de uma de minhas irmãs e ali mesmo adormeceu por um bom tempo sem sequer pedir licença. Se apareço na casa de minha mãe e estiver de calça jeans, ele me "escala" sem dó nem piedade. Felizmente, já aprendeu que se "seu suporte indoor" estiver sem revestimentos, ou seja, se eu estiver de saia ou bermuda, não deve fazer isso, pois está sujeito a "terremotos de forte impacto para filhotes de gato", além de ruídos agudíssimos para seus delicados ouvidos...
Outro dia fui tomar banho no apê de minha mãe e...adivinhem...o Príncipe passou por debaixo da porta para me espiar. Para completar, assim que fez a travessia, se espalhou no centro do banheiro para me assistir fazendo um "streap tease às avessas", ou seja, havia acabado de me enxugar e estava colocando minha roupa. Desconfio que esse gato seja meio tarado...imagino o possível constrangimento de algumas visitas lá na minha mãe com esse bichano aparecendo do nada no banheiro. Como já viram, não adianta nada deixar a porta fechada...
Houve uma vez na qual ele inventou de subir na janelinha do banheiro que dá para a área de serviço e não sabia como e nem por onde descer. Depois de muitas cuidadosas reflexões, optou por voltar de onde veio: do tanque de lavar roupas.
Rápido como um raio, parece às vezes ter asas invisíveis. Outro dia saltou do sofá para bem perto da porta de entrada fazendo rápida escala somente com as patas dianteiras no topo de sua casinha.
É o que sempre digo: gato, sobretudo filhote, é que nem futebol: uma caixinha de surpresas.
Crédito das fotos: Ana Luísa Francisco Vieira
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O discurso da cantora colombiana Shakira em Oxford, na Inglaterra
Ontem, fiquei surpresa com a força do discurso da cantora colombiana Shakira na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Já havia ouvido comentários gerais, inclusive de dois amigos meus que tocaram com ela em alguns momentos anos atrás, sobre sua inteligência, sensibilidade e solidariedade, ultrapassando a mera imagem de pop star mundial. Porém, ainda não havia ouvido uma fala mais prolongada da cantora.
Encontrei esse discurso de Shakira ontem, no blog da costarriquenha Júlia Ardon. Ela fala em inglês, mas no próprio vídeo há legendas em espanhol. Observem sua clareza e desenvoltura. Chega a "dar banho" de conteúdo, consciência e oratória em muitos políticos. Aliás, ela não usa papel nem Powerpoint...Recomendo o vídeo mesmo para quem não é fã da Shakira, pois nele ela não canta nem dança, apenas apresenta suas idéias, acompanhadas da prática (Shakira fundou a Fundação Pés Descalços na Colômbia, voltada para educação de crianças, quando tinha 18 anos).
O link para o blog da Júlia Ardon está aqui.
Encontrei esse discurso de Shakira ontem, no blog da costarriquenha Júlia Ardon. Ela fala em inglês, mas no próprio vídeo há legendas em espanhol. Observem sua clareza e desenvoltura. Chega a "dar banho" de conteúdo, consciência e oratória em muitos políticos. Aliás, ela não usa papel nem Powerpoint...Recomendo o vídeo mesmo para quem não é fã da Shakira, pois nele ela não canta nem dança, apenas apresenta suas idéias, acompanhadas da prática (Shakira fundou a Fundação Pés Descalços na Colômbia, voltada para educação de crianças, quando tinha 18 anos).
O link para o blog da Júlia Ardon está aqui.
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