quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porque insistem em grudar na porta ou na roleta do ônibus?

Eu fico danada da vida! Se o ônibus está lotado e não há outro lugar para ficar, tudo bem. É chato, mas compreensível. Mas e quando ele não está cheio e o povo resolve todo se apinhar na porta de saída ou na roleta? Se ao menos várias dessas pessoas fossem descer logo, mas não é nem isso. Deve ser tara por portas e roletas, só pode...

Outro dia fiquei observando o movimento num desses microonibus daqui de Brasília, chamados de "Transporte de Vizinhança" ou ainda "Zebrinhas", por terem parte deles listrada de vermelho e branco. Os usuários entram e saem pela única porta. Ao entrar, a pessoa paga a passagem direto ao motorista, passa pela roleta e arruma um lugar pra sentar ou, se os assentos estão todos ocupados, arruma um lugar pra ficar em pé. Não é que, volta e meia, vários seres ficam apinhados naquela roleta atrapalhando o entra e sai de outros? Detalhe: elas demoram a descer. E insistem em ficar ali. O que se passa na cabeça dessas pessoas? Escolha uma das alternativas:

1. Cabeça? E elas tem isso?
2. Falta de educação.
3. Burrice das bravas.
4. Um mix das duas anteriores.
5. Vontade de se exibir para os outros.

Nessas horas sinto saudade de andar nos microonibus de Lima, capital do Peru. O transporte coletivo lá é uma bagunça, há veículos até mesmo da década de 50 do século passado circulando, etc e tal, mas curiosamente ocorre um fenômeno de ordem em meio ao caos: os cobradores, além de exercer sua função básica, ainda pedem para as pessoas que insistem em ficar na porta ir mais ao fundo. É até engraçado e esse comportamento chega a ser atração turística. Experimente atrapalhar todo mundo na porta quando há mais espaço em outro lugar do ônibus para ver o que acontece. Você provavelmente ouvirá os brados do cobrador:

Señor, señor, mas al fondo, por favor... ou então:
Mas al fondo hay sítio, por favor...

Isso sem contar com o também célebre:

Baja, baja, baja!

Para apressar aqueles que descem do ônibus em velocidade de tartaruga em estado de coma...Tudo bem se a pessoa é idosa e/ou tem problemas físicos e não pode se locomover rápido. Aí o caso é outro, obviamente. Mas o que venho observando é que, muitas vezes, a pessoa que vai descer é jovem ainda, teoricamente poderia fazer isso rápido e em segurança e não faz, sabe-se lá porque...

Muita gente não sabe as diferenças entre espaço público e espaço privado.

5 comentários:

-=[Åñä Kät¡ä]=- disse...

Pois é!!! Aqui em São Paulo eu morei em um determinado lugar cerca de 70% da minha vida e o pessoal NUNCA ficava nas portas... Aí tem 4 anos que mudei de casa, para um bairro perto até, mas que não usa as mesmas linhas... Ow povo burro que fica nas portas, viu?!?!?! Já arrumei tanta encrenca, foi e ainda é difícil de acostumar com essa mentalidade de ATRAPALHAR quem vai descer... Imagina eu, com 1,82m de altura sentando a pua em um? Vontade não faltaaaaaa!!!
[ ]'s...

Daniel Savio disse...

Putz, aqui aonde eu moro, tem algo parecido, mas se trata do pessoa que acaba se acumulando na porta de entrada, por isso acaba predendo todo mundo...

Fique com Deus, menina Sil.
Um abraço.

Fabiana Lobo disse...

Acho que é falta de educação com cesta de óleo de peróba...

Clara disse...

Acho que vou ficar com a opção 4 rss

Aliás, tem muitos comportamentos assim, em vários ambientesa.. affe.

Vá entender, né. -_-

bjooos

Pati Linden disse...

Sabe o que me irrita mais que profundamente? Aquelas pessoas que grudam atrás de vc no caixa de supermercado. Algumas colam tanto que quase dá pra sentir o bafo na nuca. Ódeoooo!!!!! Tolerância zero, kkkkk