domingo, 30 de dezembro de 2007

Eu voltei


Gente, sumi do blog sem avisos por conta da correria de final de ano. Assim que acabaram as noitadas da Serenata de Natal, eu e Humberto nos mandamos para o interior de Minas. Chegamos hoje de volta e já estou avisando por aqui, antes que as criativas amigas paulistanas achem que fui parar no Pronto-Socorro ou que fui me exilar no Peru ou no Chile, como da outra vez.
Ainda estou cansada, amanhã registro aqui meus votos de feliz 2008 para tod@s.

Crédito da foto: Wilson Firmo

sábado, 22 de dezembro de 2007

Cantando na chuva para as prostitutas

Hoje foi o dia livre da Serenata de Natal, no qual nós mesmos, coralistas, votamos os lugares nos quais vamos cantar, antes de sair da UnB. Dentre os vários locais selecionados, cantamos no Setor de Diversões Sul (SDS), conhecido por muitos como Conic. Para quem não é de Brasília, uma breve explicação: parte do Conic, à noite, é uma região na qual as prostitutas se encontram com seus clientes.
Não lembro a hora em que chegamos lá. Deve ter sido uma e pouco da manhã. Caía uma chuva bem fininha. Parte do coro foi chamar as moças que esperavam pelos clientes embaixo do viaduto e parte ficou esperando na frente das boates do SDS. Quando todos se juntaram, nos concentramos e começamos a cantar. A garoa aumentava. Mas continuamos a cantar.
No ano retrasado, uma das moças nos disse que nós somos as únicas pessoas que se lembram delas. E este ano, outra moça pediu a um colega nosso para nos repassar uma mensagem parecida. Esses foram alguns dos agradecimentos que mais me marcaram fundo em tantos anos de Serenata de Natal. E confesso que hoje de madrugada, cantando para elas com os colegas debaixo da garoa fininha, eu me senti muito mais perto do aniversariante do Natal, ignorado ou esquecido por muita gente.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Serenata de Natal canta no Palácio do Planalto


Não poderia deixar de registrar nesse blog as aparições da Serenata de Natal da UnB. Aliás, a Serenata é um dos motivos pelos quais ando sumida do blog por esses dias...Principalmente para os amigos que são de fora de Brasília, deixo aqui alguns links para vocês conhecerem um pouco o trabalho de nosso coral. Nossa, daqui a pouco vão começar a pedir autógrafo para nós...


Clipping de fotos da Serenata que saíram na imprensa, montado pelo nosso colega coralista Clébio (em construção, mas tem muita coisa lá já):
http://www.flickr.com/photos/22016306@N03/

Matéria ao vivo no Bom Dia DF, da TV Globo:

TV Record:

TV Nacional:

TV Brasília:


Aparecemos hoje até na Agenda Cultural do Show da Xuxa, da TV Globo!!!

Essa é uma filmagem caseira que fiz domingo à noite:


Crédito das Fotos: José Cruz/ABr

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Acordando de madrugada pra cantar debaixo do Palácio do Planalto


Há coisas que só a Serenata de Natal da UnB me faz. Como, por exemplo, sair de casa de madrugada, na chuva forte, para cantar debaixo do Palácio do Planalto...isso parece coisa de doido varrido. Gente sem juízo. Humberto botou o despertador para 5 e meia da manhã. Acho que fui adormecer lá pelas duas, não conseguia dormir. Porém, acordei antes do despertador, com o barulho dos trovões. Detalhe: chuva com trovões de madrugada é fato raro em Brasília. Pensei: "Puxa, logo hoje o tempo está assim? Sacanagem!"

Dali a pouco, estávamos nós dois com o uniforme do coral, tentando disfarçar a cara de sono. Pegamos o carro, noite escura, chuva forte, ninguém na rua. Em alguns minutos, chegamos à Esplanada ainda praticamente deserta. Estacionamos o carro ao lado da Praça dos Três Poderes. Ao sair do carro, enfiei um de meus pés com toda a força numa baita poça de água. Ao dar mais alguns passos rumo ao Palácio do Planalto, os dois tênis estavam encharcados e um terço de minha calça também. Mas, pelo menos, o pior não aconteceu...como ainda estava de noite, e nós dois sem os respectivos óculos e ainda sonolentos, estávamos, sem perceber, caminhando rumo ao espelho d'água do Palácio. Poucos centímetros antes paramos e nos demos conta de que iríamos, literalmente, "entrar numa fria"...naquelas circunstâncias todas eu nem me lembrava da existência daquele espaço aquático. Demos então a volta e nos juntamos aos colegas. O sono era tanto que um colega nosso não havia percebido que a namorada, que também canta na Serenata, já estava no grupo e ia telefonar para ela perguntando se já estava a caminho.

Enquanto a gente se organizava na frente das câmeras de TV, um vento frio veio nos visitar. Até eu, que dificilmente tenho essa sensação em Brasília, comecei a sentir também algumas "beliscadas polares". Chegou, enfim, a hora de entrar ao vivo. Uma breve entrevista com o regente e, depois, um pedaço de "Boas Festas". Acho que ficou legal. Pensei: " Meu Deus, como a gente conseguiu cantar a essa hora da manhã, diante das câmeras, ao relento, com chuva, vento e frio?" Acho que é uma espécie de milagre do espírito natalino. Como é bom não ter juízo.

A programação da Serenata de Natal está em www.serenatadenatal.org . A foto acima, do ano passado, foi retirada desse site. Não sei se alguém fez foto da apresentação de hoje.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Sinto uma tristeza alegre

Último dia de aulas. Não gosto de despedidas. E ontem teve um monte delas lá na universidade. No início da tarde, quando me deparei com a sala onde tive a aula da manhã vazia, mas ainda de luz acesa, bateu uma tristeza forte. Passou um verdadeiro filme em minha mente e meu coração. Apaguei a luz, como que para guardar com carinho tantas lembranças boas e tantos preciosos aprendizados durante o semestre. No final da aula da tarde, felizmente tive de sair correndo para outro compromisso. Não deu tempo de ver essa segunda sala vazia. Foi melhor assim.
É muito estranho sentir isso: uma tristeza alegre. Tristeza por não querer que o semestre terminasse tão rápido. Mas alegre pelo fato de meu "mochilão de viagem" estar agora maior. Porém, mais leve. Fascinante mistério que sente quem procura mergulhar a fundo nos infinitos atos do aprender.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Placa sinaliza salsa na escada

Este final de semana, a Serenata de Natal foi cantar em mais alguns hospitais daqui de Brasília. Num desses, deparei-me com uma placa muito curiosa, ao lado de uma escada, que mais me parecia indicar o seguinte: "Escada para casal dançar salsa". Fiquei pensando: como será dançar salsa numa superfície tão irregular quanto uma escada? Nem pensei em tentar fazer isso pois, do jeito que minha coordenação motora é "perfeita", eu poderia tropeçar, cair, e virar paciente daquele hospital, com uma bela bota de gesso numa das pernas. Porém, um colega do coral, o Romero, resolveu tentar a façanha. Com ele fazendo, até que não pareceu tão difícil. Só que agora falta testar com algum casal de bailarinos, para ver se as pernas e os pés de um e de outro se coordenam mutuamente nos degraus de uma escada, ao som daquele envolvente ritmo. Acho que vou chamar o Humberto para fazer o teste comigo numa das escadas do bloco. De preferência, num horário de pouco movimento.
Fica a sugestão para o pessoal do hospital: que tal inventarem a "Terapia Ocupacional da salsa na escada"? Pode ter uma ação realmente benéfica para a recuperação dos pacientes. Mas essa atividade deve ser realizada com cuidado e sob monitoria de enfermeiros, para não haver agravamento do quadro clínico.

Crédito da Foto: eu mesma.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Fizeram estrepolias com o Homem-Aranha na UnB

As fotos acima foram tiradas dias atrás, num evento realizado para crianças carentes lá no Centro Comunitário. A participação especial de hoje é do Amaro Júnior, o Homem-Aranha das fotos acima.

Vocês sabem o que é ser o Homem-aranha em evento para 4 mil crianças carentes?!
Já respondo: puxões de máscara, subidas nas costas, socos na genitália, dedadas nas partes opostas etc. Mas, não há dor nos músculos ou e em outras partes que me impeçam de estar lá ano que vem. Foi um dia para também ser criança, também ser lembrança. Ver um pequenino chegar a você e dizer coisas que, talvez espere ouvir, mas que nunca, nunca mesmo é demais saber:

- Cadê a Mary Jane?
- Você voa?
- Tira a máscara!
- Me dá o capacete!
- Solta teia, solta!
- Eu tenho uma sandália sua.
- Te vi na TV!
- Você é de verdade...
- Me roda, Homem-aranha!
- Homem-aranha! Homem-aranha! Homem-aranha! Homem-aranha! Homem-aranha!

...E por aí vai...
Crédito da Foto: Monique Renné/CB

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Retrato fiel do final de semestre

Final de semestre na UnB: canseira geral. Esse é um flagra tomado numa sala de aula da Pós na quarta-feira pela manhã. Aliás, a sala de aula ideal para mim, nessas alturas do campeonato, seria com redes. E não estou falando de computadores não, estou falando é de redes de linha mesmo, daquelas que permitem a nós todos ficarmos instalados da maneira mais confortável possível. Das duas uma: ou o rendimento seria bem melhor, ou muitos dormiriam de vez.

Crédito: eu mesma.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Minhas saudades são eternas como a neve da cordilheira dos Andes

As saudades que tenho do Peru e da Bolívia são eternas como as neves das cordilheiras dos Andes. Quem quiser boas dicas para as próximas férias, ei-las! Se a viagem for programada direitinho, você tem enormes chances de gastar pouco, aumentando sua bagagem cultural, artística, vivencial, emocional, culinária, etc...
Na foto, momentos de grande felicidade: eu com uma garrafa de Inka-Cola na mão, acariciando meu "animalzinho de estimação temporário", e com aquela linda visão de Huayna Picchu, a principal montanha de Macchu Picchu, no Peru. Por falar nisso, se alguém for para aqueles lados, favor me trazer uma garrafa de Inka-Cola. Estou em crise de abstinência...
Crédito da Foto: Humberto Gloor Campos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Escrevendo às 3h46min da manhã...

Tenho vários amigos insones. Às vezes, quando fico acordada até mais tarde, deixo o MSN e o Google Talk ligados observando o movimento da galera conforme os horários. Lá pela meia-noite, geralmente meu MSN está estilo "torcida do Flamengo". Hoje, por exemplo, havia mais de vinte pessoas ali online aquela hora.
Hoje, aliás, ontem à noite, tomei três xícaras de café na escola. Como eu havia esquecido de lanchar em casa, havia acabado as emergenciais barrinhas de cereais de minha bolsa e, para completar, comeram todos os biscoitos que costumavam ficar num pote de vidro em cima da geladeira da cozinha da escola, apelei para o café mesmo, apesar de saber que, no meu caso, isso é insônia certa. Mas até que foi bom...tenho que enviar uma matéria que me encomendaram até amanhã e acabei adiantando já parte do texto. Adoro escrever de madrugada. Tenho a impressão que os ares ficam mais favoráveis para a atividade intelectual, já que a maioria dos cérebros da cidade estão ocupados neste momento numa outra dimensão: a dos sonhos...

Foto extraída de http://issomesmo.com/2007/07/10/produtividade-na-insonia/

domingo, 2 de dezembro de 2007

A verdadeira timidez de nascença


Hoje a Serenata de Natal da UnB foi cantar no Hospital Regional de Taguatinga. Quando fomos visitar o setor de Ginecologia e berçário de lá, nós nos deparamos com um fato curioso: uma mãe chegou para dar à luz uma menina há uns três dias, mas vai sair com duas. Parece coisa de promoção de supermercado estilo: "pague um e leve dois"...

A recém mãezinha em dose dupla nos explicou que a segunda neném não foi localizada na ultrassonografia e o médico também não escutou um segundo coração batendo nos exames. Segundo ela, quando ele fez o parto, descobriu a tímida menininha escondida atrás das costelas da moça e fez algum comentário do tipo: "Ih, tem mais uma aqui!". Fico imaginando a cara de espanto do médico mas, principalmente, da mãe. Eis um autêntico caso de "timidez de nascença". E lá estavam as duas, uma de roupinha rosa, e a outra de roupinha verde, escutando as músicas que apresentamos. Espero que ambas tenham gostado, assim como todas as crianças, mamães e enfermeiras que estavam lá na hora.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Como a gente pode se apaixonar por uma canção tanto assim?

Estou tão encantada com a música "Contramarea" do grupo Malpais, de Costa Rica, que me intriguei, esta semana, com o porquê disso acontecer. Um amigo músico logo desconfiou que foi por causa do arranjo de violino da música. Também isso. Mas acho que foi o conjunto todo: os arranjos, a letra poética, a voz do cantor, tudo!
Quando eu crescer, quero cantar e tocar ao violino essa música....um dia...
Eis a letra. A música está em
http://myspace.com/tumalpais .

Contramarea
Letra: Jaime - Música: Fidel

Era una historia de amor como cualquiera. Nadie me puede decir que no ha pasado que una muchacha de aquí se haya fugado con un muchacho de allá, del otro lado.

Ella era un "clis de sol", y él guardafronteras. Hijos del río San Juan, Romeo y Julieta. En un silencio del viento, acorralado, zarpó el amor en un bote, contra marea.

"¿Adónde estabas perdida, sueño del alba, espuma de los remansos donde crecí? ¿Adónde estabas durmiendo, lirio del agua? Nací solo para verte...Nací solo para verte llegar a mí"

Era una historia de amor, una leyenda, con versos que él cada tarde le cantaba, como si el ancho San Juan no fuera un río sino el foso de un castillo de hojas de palma.

Pero al final de la historia no hubo teatro, no hubo veneno, ni flores, no hubo aplausos, solo una barca volcada entre la niebla y una canción de papel casi borrada.

"¿Adónde estabas perdida, sueño del alba, espuma de los remansos donde crecí? ¿Adónde estabas durmiendo, lirio del agua? Nací solo para verte...Nací solo para verte llegar a mí"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Minha amiga quer avisar o piloto da sacada do apartamento que seu avião está na contramão...


Uma amiga que morava em Santos resolveu subir a estrada e voltar a morar em Sampa. Outro dia, ela me mandou uma mensagem pelo Orkut que, com bom humor e ironia, me fez pensar sobre a falta de sossego de quem mora na reta do tráfego aéreo de grandes cidades. Vejam abaixo a mensagem. Admiro sua coragem.

Estou num lugar bem legal, chamado de jardim Oriental, que antigamente não existia e pertencia ao bairro do Jabaquara. Estou bem pertinho do Metrô Conceição, Carrefour, igreja do Sei cho no ie (?) e no meio de muitos orientais. Além de ver o céu, vejo aviões bem de perto. Outro dia vi pela primeira vez um avião em sentido contrário a todos que já tinha visto e fiquei desesperada na sacada tentando avisar que o cara estava na contramão. Loucura total esse tráfego aéreo. A Brisa ontem teve coragem de encarar um avião pela primeira vez, pois morria de medo e saia ganindo. Tadinha... A Princesa (a velhinha cardíaca) resistiu bem à mudança e está até feliz de ter voltado para sua terra, pois é uma canina paulistana!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Grupo Malpaís, da Costa Rica: minha mais nova "descoberta"


Minha mais recente "descoberta" em meio à garimpagem por música latinoamericana desconhecida no Brasil é o grupo Malpaís, da Costa Rica. Já toquei dezenas de vezes hoje algumas músicas deles. Para saber um pouco mais do Malpaís, é só acessar o Jabá da Sil.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Vimos uma coruja correndo no posto de gasolina

Ontem à noite, quase hoje, estávamos em Águas Claras abastecendo o carro quando, de repente, percebemos um pequenino ser de pernas muuuuito fininhas correndo rapidamente pelo posto de gasolina: era uma coruja!!! O simpático bichinho provavelmente estava se alimentando de formigas e outros bichinhos pelo chão. Perguntei ao frentista se era coruja de estimação. Ele disse que sim, e era companheira dele nas madrugadas.
Fiquei surpresa, nunca havia visto uma coruja correndo. Ainda mais toda à vontade num posto de gasolina. Eu já vi vários exemplares desta espécie aqui em Brasília, mas apenas voando ou pousados em postes, placas indicativas, traves de futebol, ou coisas do gênero. Aliás, a bichinha corria tão rápido que me deu vontade de inscrevê-la na Corrida de São Silvestre lá em Sampa, para que ela possa mostrar seus dotes atléticos no último dia do ano.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Semi-pânico no apartamento: barata à vista!!!

Voltando ao assunto "Baratas", outro dia vivi momentos de terror aqui em casa. Eu estava sozinha quando me deparei com uma representante respeitável daquela espécie, de casca grossa e tudo, na porta da cozinha. Fiquei sem ação. Por incrível que pareça, bateu um medo danado de usar o chinelo. Imaginem se, de repente, aquele minúsculo e asqueroso inseto tem asas ocultas em seu blindado corpo e resolve botá-las para funcionar justamente durante minha tentativa de "assassinato"?


Lembrei de minha amiga que botou até capacete de motoqueiro, blusa, botas, etcs, para matar uma barata....confesso que cheguei a pensar em fazer o mesmo, mas estava tão quente no dia que desisti rapidinho de imitá-la. Sai correndo da cozinha para o escritório pulando em cima dela. Pensei: vou continuar meu trabalho. Mais tarde penso no que fazer com essa aí.


Horas depois, parecia-me que a barata estava meio zonza. Provavelmente, as gatas, minhas defensoras, devem ter dado umas patadinhas nela, o que me facilitou o final da tarefa: peguei então tranquilamente meu chinelo e bati com toda a força nela, prazeirosamente. Bati duas vezes: a primeira para matar, a segunda por garantia. Quando Humberto chegou em casa, restou a ele a parte mais fácil do "assassinato": jogar fora o cadáver.


Minha repulsa por baratas é tão grande que, quando ele pegou o cadáver com uma pá e me mostrou de perto, eu quase dei um grito, acreditam? Se algum psicólogo quiser analisar meu caso, estou à disposição.

Foto extraída de http://www.leisdemurphy.blogger.com.br/2006_02_01_archive.html

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Acordei com vontade de fazer travessura

Aqui no bloco estão fazendo um trabalho de colocação de pastilhas nas paredes externas. Terminaram a parte da frente. Agora estão fazendo o mesmo na parte de trás do prédio. Esta semana, os moços colocaram os andaimes na reta de nossa área de serviço e cozinha. Volta e meia é aquele barulho de quebradeira, "bate-estaca" pior do que o tocado em muitas boates por aí. Estou pensando em estudar minhas lições de violino na área de serviço. Quem sabe assim eles não apressam o trabalho? Ou será que minha travessura pode ter efeito contrário?

Foto extraída de http://paginas.terra.com.br/arte/fredmatos/cantiga.htm

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Por que tenho medo de barata?

Por que será que boa parte de nós mulheres morremos de medo desse bicho tão pequenininho? Algumas tem apenas nojo, mas confesso que tenho um quase pânico de ver um exemplar dessa espécie na rua ou em casa. Uma vez estávamos saindo de uma pizzaria e por culpa de um ser desses, bem parecido com o da foto, cruzando meu caminho, dei vários passos parecidos com o de Capoeira, mesmo sem nunca ter praticado essa arte. Numa outra ocasião, quando uma infeliz dessas passou perto de mim na rua, "paguei o maior mico": dei um grito sopranal que deve ter sido escutado até na Asa Sul...
Uma amiga contou que uma vez botou capacete de motoqueiro (!!!!), macacão, blusa de manga comprida, bota, só pra matar uma barata com a vassoura. Em contrapartida, outra amiga, quando tinha 13 anos, achava que o desgosto geral pelas baratas era puro preconceito e, acreditem, ela beijou uma para mostrar que era "amiga" da bichinha.
E você? Tem alguma história interessante para contar envolvendo baratas?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Show de Tavito em Sampa

No dia 22, quinta-feira, mais um show da série: "Amigos de Sampa, assistam por mim". É a dupla Tavito e Zé Rodrix, mais uma vez em ação. Coloquei no Jabá da Sil o texto do próprio Tavito sobre o show, vale a pena ler.

OBS: Clique direto em Jabá da Sil para ir a esse blog.

Utilidade Pública: www.carroroubado.com


Uma colega me repassou o texto abaixo. Dei uma olhada no site, gostei. Um meio de comunicação a mais para tentar reencontrar carros roubados. Quem puder, pode reforçar a divulgação junto a seus amigos e contatos.

Divulgação em rede pode localizar carros roubados

O
www.carroroubado. com foi criado com o objetivo de facilitar a vida das vítimas de roubo, furto, estelionato e apropriação indébita de veículos e visa divulgação desses crimes em todo o Território Nacional e exterior, de modo a colaborar para a recuperação do bem. O serviço que é realizado em parceria com as autoridades competentes, mantém a vítima informada sobre o paradeiro de seu veículo e notifica quando ocorre a recuperação.
O site foi idealizado pelo policial civil de Brasília, Gilmar Oliveira Alves, que teve seu veículo furtado em 2006. "Na época, divulguei o furto do meu carro em outros Estados, encaminhei e-mails e entrei em contato com várias delegacias por esse país afora", ressalta o policial. Com isso, percebeu que as pessoas precisavam ter outros meios para ajudar na localização de seus veículos. E foi assim que teve a idéia de criar o site, especializado em divulgação de carros roubados.
Para o desenvolvimento da Home page, Gilmar se preparou. O primeiro passo foi procurar na internet algum serviço dessa natureza, como não encontrou nada, fez algumas consultorias, se informou, inclusive junto ao Sebrae. Ele lembra que quando mencionava o projeto todos eram unânimes em aprovar a idéia. "Nosso objetivo é disponibilizar o maior banco de dados com informações de veículos roubados e furtados do País".
No ar desde outubro de 2007, o site recebeu mais de três mil visitantes, tem um banco de registros com cerca de duzentos e cinqüenta cadastros de veículos roubados e em apenas um mês, já contabiliza algumas vitórias.
As pessoas que tiverem informações sobre veículos suspeitos também podem colaborar denunciando e aqueles que tiveram carros furtados ou roubados e que ainda não foram recuperados, façam o cadastro no site.Para se cadastrar, basta ser maior de 18 anos, ter em mãos os documentos pessoais e do carro e registro de ocorrência. O serviço é gratuito.

sábado, 17 de novembro de 2007

Café, suco de laranja, leite condensado, sorvete de creme: tudo batido no mesmo copo!!!!!


O que escrevi aí no título é pura verdade. Hoje fomos a um Café lá no Setor Sudoeste. Depois de comer algo, resolvi experimentar uma bebida que me pareceu exótica: ela era composta por todos os elementos do título mais uma bebida alcoólica que não me lembro agora o que era.
Se eu gostei? Até agora não sei dizer ao certo, de tão exótico que era esse café...me deu um baita surto de "dissonância cognitiva". Quem sabe amanhã eu não consiga descrever esse sabor?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Consumidores reivindicam brindes melhores

Feriadão em Brasília. Tenho a nítida impressão que boa parte das pessoas substitui a praia que não temos pelos shoppings e grandes lojas para passear. Nesse burburinho consumista, presenciamos ontem uma cena curiosa. Estávamos numa dessas super lojas de materiais de construção e produtos para o lar quando, de repente, começamos a escutar a voz do locutor da loja anunciando promoções e brindes. Dali a pouco, ele anuncia, em tom festivo:

Atenção senhores clientes que estão no Caixa número 9...a pessoa que estiver passando com suas compras pelo caixa agora vai ganhar um brinde da loja!

Por coincidência, estávamos exatamente nesse momento em frente ao Caixa 9 tomando água nos bebedouros e pudemos observar de perto a cena. O locutor se aproximou da senhora que pagava suas compras e ofereceu a ela o brinde: era um poster grande de madeira com a foto de várias tampinhas de garrafa de cerveja. A senhora, muito à vontade, perguntou, com ares de decepção:

Ah, mas o brinde é esse? E o que mais você tem aí?

Fiquei com aquela cara típica de quem está prendendo o riso. Saímos dali de fininho e quando estávamos bem longe soltei a gargalhada. Ela é cliente exigente até no brinde! Tá certo. Não sei se a senhora acabou levando o quadro, tivemos que sair rápido senão a gargalhada iria escorregar de minha boca ali mesmo. Até que o poster era bonito. Se eu fosse a contemplada, aceitaria na hora para colocá-lo em minha cozinha.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Que horas são? 96h01min no horário de Brasília...


Hoje estávamos lá na Asa Sul quando nos deparamos com um daqueles relógios digitais de rua marcando 96h01 min. Isso mesmo: em vez de 14h30 min, marcava essa hora esdrúxula. Já pensaram se o dia tivesse umas 100 horas em vez de 24? Eu iria adorar, pois eles me parecem cada vez mais curtos...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

De que banda vocês são? Asa Norte.

Anos atrás, eu e Humberto desembarcamos no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com o objetivo de pegar um vôo a outro destino. Na época, o Rock de Brasília estava bem em evidência. Ainda no salão de desembarque, uma moça desconhecida chega para nós e começa um papo super curioso:

Vocês são de Brasília?
Sim, somos.
De que banda?
Asa Norte.
Não, eu quis dizer em que banda vocês tocam?
Banda? Não tocamos em nenhuma banda não.
Um de nós, não lembro se fui eu ou Humberto, respondeu a essa última pergunta sorrindo. Confesso que fiquei lisonjeada. Sabe-se lá porque a moça achou que éramos artistas...deveríamos ter perguntado diretamente a ela, não sei porque não fizemos isso. Mas recordo-me que, na época, tanto eu como Humberto usávamos cabelos compridos. Não lembro a roupa que usávamos, mas talvez estivéssemos vestindo camisetas ou blusas pretas. Aí a moça seguiu as pistas falsas: Brasília - cabelos longos - roupa preta...
Acima, uma foto da Asa Norte, a "banda" na qual moramos. Essa foto foi extraída do site http://www.damtp.cam.ac.uk/user/yuri/fotosbsb.htm , que tem umas fotos muito lindas de nossa cidade. A maioria delas são de Augusto Areal. A da Asa Norte, não tenho certeza, porque não achei o crédito.

domingo, 11 de novembro de 2007

Tenho o direito de não gostar de futebol

Os amigos mais próximos estão já cansados de saber: não gosto de futebol. Época de Copa do Mundo para mim é um verdadeiro desconforto. Boa parte dos brasileiros fala mal de ditaduras mas parece que pouca gente percebe que o gostar de futebol é uma espécie de ditadura por aqui...porque todo mundo é obrigado a gostar desse esporte? Com licença, eu tenho o direito de não gostar. Assim como tenho também o direito de não gostar de bife de fígado, catupiry, Axé Music...Já pensou se baixassem um decreto dizendo que todos os brasileiros deveriam comer um bife de fígado por dia, com direito a um fiscal te olhando para realmente comprovar se você comeu? Quem não gosta iria sofrer às pampas. É fogo, em época de Copa do Mundo quase todas as pessoas à sua volta te obrigam a assistir os jogos, a vibrar com os gols do Brasil. Se você não assiste aos jogos, é visto como um ser de outro Planeta.

Mesmo não gostando de futebol, anos atrás eu torcia pelo Brasil na Copa. Até que, na Copa da França (1998), fiquei muito frustrada com aqueles acontecimentos estranhos. Apareceram várias versões sobre a derrota do Brasil, teve o tal "amarelamento" do Ronaldinho...desde aquela Copa, tenho para mim que esse evento é um jogo de cartas marcadas. Parei então de torcer. Tenho uma infinidade de coisas mais úteis para fazer durante os jogos.

Mas o pior de tudo é quando alguém chega e pergunta: "Po, mas você não é patriota? ". Aaaaaaaaaaah, se me deixarem, deito umas cinco horas de falação direto sobre esse tema. Torcer pelo Brasil na Copa pode ou não ser um ato de patriotismo. Depende. O triste é que muitas vezes não é. Patriotismo é algo muito maior que isso. Para mim, um dos atos concretos de um verdadeiro patriotismo seria não emperrar o funcionamento do país durante a Copa do Mundo. Por exemplo, não paralisarem o atendimento de vários centros de saúde e hospitais durante os jogos...façam um esquema de plantão, de revezamento, sei lá, mas não paralisem o serviço...Alguns fazem isso. Outros, não.

Ontem, durante uma conversa com amigos, um deles lembrou da Copa de 2014 no Brasil. Já que tomaram essa decisão, que façam a coisa direito. E torço para que o evento traga alegria e empregos para muita gente, movimente a economia do país, etc. Mas não se esqueçam do PATRIOTISMO, por favor. Dentro do PATRIOTISMO se inclui o RESPEITO ÀS PESSOAS, o RESPEITO ÀS DIFERENÇAS, O RESPEITO À VIDA.

Marca extraída de www2.uol.com.br/cbf/fotos/marca2014.jpg

sábado, 10 de novembro de 2007

Sil deixa "pistas falsas" e amigas paulistas acharam que ela sumiu

No sábado passado, a Sueli, citada no post anterior, achou que eu estivesse no Pronto-Socorro (!!!!????). Não entenderam? Nem eu. Deixa eu explicar melhor essa história.

Como não escrevi pra ela no feriadão e nem pra Rose, e além disso também não postei nada durante o feriadão neste blog, a criatividade santista começou a brotar e também a se espalhar estrada acima, chegando a Sampa e envolvendo a Rose. Para reforçar a falsa suspeita, Sueli tenta ligar várias vezes no meu celular no sábado à noite e sabe-se lá porque, não consegue completar a ligação. Quando voltei a dar minhas notícias para as duas depois de três dias de "sumiço", morri de rir ao saber da história toda. Rose me contou que Sueli até colocou mensagem numa das comunidades do Orkut para tentar me localizar. Enquanto isso, estava eu feliz da vida numa pizzada em companhia do Humberto e de amigos nossos. Pronto-Socorro? Sim, eu poderia ter parado lá...mas de tanto comer!

PS: Acho que Sueli não completou a ligação porque ela usou o código da operadora "X". Já recomendei a ela para, da próxima vez, utilizar a que funciona.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Imagine uma gelatina no fundo de uma toyota !

- Oi, Mandela, como você tá?
- Menina, tô que nem gelatina no fundo de uma Toyota correndo...

Mandela é um ex-colega de trabalho que me fazia rir muito. Cada vez que eu tinha de ligar pra Bahia era diversão certa. Volta e meia, a conversa começava desse jeito aí. Se pudesse conectar um fio em meu cérebro diretamente a um vídeo para compartilhar com vocês as imagens de desenho animado que me visitam espontaneamente a partir desse enunciado inusitado, seria ótimo.

Por falar nisso, a Sueli, de Santos (SP), professora de química, outro dia me comentou que estava a fim de fazer um experimento baseado nessa história aí. Ela quer simular o comportamento de uma gelatina numa superfície que estivesse em movimento como a toyota...O objetivo dessa experiência, ela me contou, mas já não me lembro mais. Sueli, venha cá contar pra nós o que você quer descobrir concretizando a fala imaginativa de meu colega em laboratório.

Foto extraída de http://www.virtual.epm.br/uati/seminarios/alimentacao_saudavel/guloseimas_saudaveis.htm

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Mais um show do Grupo Sendero

Aos amigos de Sampa: o Grupo Sendero vai fazer mais um show dia 17. Mais detalhes no Jabá da Sil . Assistam ao show por mim!

Estão me cevando...

Gente, assim não dá...esse mês de novembro está próspero em eventos engordativos: churrascos, pizzadas, waffleadas...até numa simples comemoração de aniversário de um amigo ontem, no apartamento dele, que teoricamente era pra ter só "um bolinho", havia comida farta e gostosa. E eu, claro, não resisto. Cada vez que passo ao lado de uma farmácia, tenho a impressão que a balança sussurra meu nome insistentemente mas atualmente finjo não vê-la.
Solução para emagrecer: isolar-se dos amigos. Ou obrigar todos a fazerem dieta. Não sei o que é mais difícil.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Atropelei uma plaquinha no Shopping

Hoje "paguei mico". Mas até que foi divertido. Estava atravessando um shopping pela manhã para chegar ao prédio onde minha dentista tem seu consultório. Eu me senti atraída pela vitrine de uma loja e, em vez de parar e dar aquela olhadinha básica, simplesmente continuei andando enquanto virava meu pescoço para ver se havia alguma promoção. De repente, meu pé esbarra num "objeto não identificado" de imediato por minha percepção visual, ocupada demais em detectar alguma liquidação por ali. Vocês acreditam que atropelei uma plaquinha como esta acima, com a advertência "Cuidado, piso escorregadio"? Bem, poderia ter sido pior. Já que o chão estava escorregadio, eu poderia ter deslizado, no lugar da placa. Antes a placa, do que eu.

Sorte que estava bem cedo e acho que quase ninguém viu o acidente. Acho. Fiz de conta que nada demais aconteceu, botei elegantemente a placa em seu lugar e segui tranquilamente meu caminho rumo ao consultório da dentista. Fazendo uma baita força para não cair na gargalhada.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Para ir à UnB leve repelente e inseticida na mochila

Sábado estava na UnB, no ensaio da Serenata de Natal. Fiquei admirada com a quantidade de mosquitos no campus. Foi só as chuvas começarem a nos visitar com mais frequência que esses pequeninos e odiados seres apareceram alegremente para nos incomodar com vontade.
Cantar com essas presenças indesejáveis foi uma verdadeira aventura. Corria-se o sério risco de várias daquelas criaturas voejantes entrarem em nossas bocas durante o ensaio. Já pensaram o desconforto de engoli-las em meio à cantoria? Proteína desnecessária para nossos organismos!
Engraçado era ver os atos de "auto-flagelação" a que várias pessoas se submetiam na tentativa de matar alguns mosquitos que insistiam em tomar nossos braços e pernas como campos de pouso e de alimentação.
Se a situação continuar assim, esta semana vou pra aula com repelente no corpo e um frasco de inseticida na mochila, por precaução.


PS: Ai meu Deus, e se alguns daqueles mosquitos forem transmissores de dengue???????!!!!!!!!

Foto extraída de http://www.turbosquid.com/FullPreview/Index.cfm/ID/227644

domingo, 4 de novembro de 2007

Colhendo amoras em Brasília

Uma das coisas boas de morar em Brasília: colher amoras no próprio pé e comê-las na hora. Todos os dias, quando faço minha caminhada, faço umas pausas para esse saudável e agradável hábito na minha quadra e também nas quadras vizinhas. Nas Asas Norte e Sul há várias dessas árvores e muitas mais: mangueiras, goiabeiras, jameleiras, jaqueiras...daqui a alguns dias, as mangas já estarão no ponto para que as degustemos. De graça.

Foto extraída de http://www.isa.utl.pt/ceabn/content/1/228/frutas-/

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Segura firme!

Essa peça publicitária da Peugeot alguém me enviou via email anos atrás. Imagino a velocidade que esse carro deve atingir...


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Você já comeu um queijo "Rock Four"?


Agora há pouco fui pegar um queijo na geladeira. Ao pegar o pacote, deparei-me com um nome desconhecido: "Queijo Rock Four". Fiquei fazendo uma baita ginástica mental para tentar descobrir que diabos era aquilo. De repente, veio-me o estalo com a "tradução":

QUEIJO ROCK FOUR = QUEIJO ROQUEFORT

Lembrei-me do "Serve-serve"(tradução em "Mineirês" para Selfservice). Ou seja, você pode ir a um "Serve-serve" e pegar uns pedacinhos de queijo "Rock Four" para incrementar sua refeição, que tal? É uma boa. Mas ainda prefiro comer um "Rock Four" com um "vin", principamente quando está "friozin", "né mês"?
PS: Se alguém não entendeu algo das duas últimas linhas do post, é só me avisar que eu traduzo. Mas, conforme dizem os mineiros: "Para bom entendedor, meia palavra basta".


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Tamanduá Mirim quer virar Tamanduá Bandeira


Depois de ler o post sobre o Tamanduá no poste, na semana passada, alguém teve a coragem de me dizer: "O Tamanduá Mirim queria virar um Tamanduá Bandeira. Aí ele subiu no poste achando que era mastro com a esperança de realizar seu sonho". Bem, ele não virou um Tamanduá Bandeira, mas com certeza deu a maior bandeira lá em cima. Tanto que alguém o viu no alto do poste e telefonou para os bombeiros, que frustraram seu ato de exibicionismo silvestre.
Pessoalmente, acho o Tamanduá Mirim (o primeiro da foto) mais bonito e simpático. Além disso, parece mais propenso a fazer gracinhas, como na foto. E vocês?
Foto do Tamanduá Bandeira extraída de http://www.pantanalms.tur.br/mamiferos2.htm . Do Tamanduá Mirim, de http://www.cpap.embrapa.br/fauna/tamirim.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Aparece um burro sem cabeça na UnB...

Essa semana a bicharada resolveu aparecer em peso neste blog, de novo. Primeiro, foi a gaivota roubando Doritos. Depois, o tamanduá no poste (e também no post). Agora, vou contar sobre o "burro sem cabeça" que apareceu lá na UnB.

Um de meus professores é uruguaio. Outro dia, ele queria nos dizer que tal coisa não era complicada utilizando a expressão brasileira "Bicho de Sete Cabeças", mas acabou se confundindo e apareceu outra "entidade" no lugar: "Olha, tal coisa não é...não é...como é mesmo o nome daquele bicho que vocês falam de vez em quando? Ah sim... tal coisa não é um burro sem cabeça!..."
Genial esse híbrido, resultante de dois universos imaginários distintos. E foi assim que um ente sem cabeça ocupou o lugar de um que tinha sete, valorizando a igualdade de gêneros até mesmo entre seres imaginários! E tal criação ainda aguçou minha criatividade. Imaginei uma cena simpática e bucólica: o casal "Sem Cabeça" galopando junto por campos verdejantes afora e também soltando, juntos, fogo pelas ventas. Aliás, desde criança escuto essa história de "soltar fogo pelas ventas"e sempre fiquei embatucada: como um ser que não tem nariz ou focinho pode fazer isso? Sei lá, as ventas deles (tanto do burro como da mula) devem ficar no pescoço....coisa muito estranha. Mas os avanços da genética andam tão grandes que não me espantarei se os cientistas resolverem provocar uma mutação genética criando a mula ou o burro sem cabeça, ou ambos, em laboratório...


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Tamanduá sobe no poste em Brasília

Hoje li no jornal e vi na TV matéria sobre o tamanduá que os bombeiros retiraram hoje de um poste em frente ao Jardim Botânico de Brasília. Alguns comentaram que o bicho, atraído pela luz, resolveu subir ali. Outros dizem que ele foi atropelado e resolveu se refugiar no alto do poste. E há aqueles que dizem simplesmente que ele "se perdeu de casa", ficou com medo dos carros e foi se esconder naquele original lugar.

Quem sabe o tal tamanduá de carinha tão simpática não seria um "pardal" camuflado no alto do poste para flagrar a imagem de automóveis em alta velocidade lá no Lago Sul? Já pensaram se a moda pega? Em cada poste haveria um bicho diferente: um gato, um cachorro, um bicho-preguiça...só que a Sociedade Protetora dos Animais não iria gostar muito desse projeto.
OBS: Aqui em Brasília, aquele equipamento leva o apelido de "pardal"...não sei como se chama isso em outros estados.

Foto extraída de: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL157951-5598,00-TAMANDUA+E+RESGATADO+EM+CIMA+DO+POSTE+NO+DF.html

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gaivota rouba Doritos de loja


Essa um amigo me mandou via e-mail:

Uma gaivota na Escócia desenvolveu o hábito de roubar 'Chips' de uma loja. Ela espera o atendente se distrair, entra na loja e agarra um pacotinho de 'Doritos Queijo'. Lá fora, o pacote é rasgado e ela divide com os outros pássaros. O episódio começou no início do mês quando ela entrou pela primeira vez na loja em Aberdeen, Escócia. Desde então, ela é um 'cliente' assíduo. Sempre pega o mesmo tipo de salgadinho. Os clientes começaram a pagar pelos pacotinhos roubados por acharem o fato muito engraçado. Prestem atenção na diferença na velocidade dela quando entra na loja e depois quando sai !

Pois é, gente, do jeito que andam as coisas, não duvido nada que os larápios se aproveitem das habilidades animais para, daqui a pouco, roubarem mercadorias dos estabelecimentos...já pensaram, por exemplo, a "matilha de cães selvagens da Água Mineral"* invadindo uma loja? Por falar nisso, parece que eles sumiram daqui de Brasília. Pelo menos, nunca mais ouvi falar. Uma vez, estávamos eu e Humberto passando de carro pelo Setor de Clubes Sul à noite, quando apareceu um grupo assustador de uns sete ou oito cachorros, quase todos bravos e cercando o carro. Credo, que medo. Ainda bem que não estávamos a pé. Mas desconfio que se tratava da matilha citada acima.

OBS: A gente aqui no DF chama de "Água Mineral" o Parque Nacional de Brasília, no qual há piscinas de água mineral abertas ao público.

OBS 2: Quando botei a foto aqui no blog, a gaivota ficou com vergonha e parou de roubar o Doritos...quem quiser ver a animação, é só me pedir que eu repasso a mensagem de email, ok. Lá ela não tem vergonha de roubar.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Médica faz cirurgias escutando punk rock

E por falar em Green Day, vejam a notícia abaixo que saiu na Rádio Jovem Pan em junho deste ano:

Foi descoberto que o som do Green Day serve de inspiração para o trabalho de uma médica norte-americana. A Dra. Firlik, que trabalha com cirurgias cerebrais no Estado de Connecticut, nos EUA, declarou que gosta de fazer operações ouvindo músicas do grupo, preferencialmente a canção "Brain Stew". “Green Day é uma boa música para a abertura – e com abertura eu quero dizer a retirada de uma porção do crânio. A música tem que ser bem alta para poder superar o barulho da broca que usamos”, comentou a doutora.

Enquanto estou trabalhando, tenho meus momentos de silêncio e meus momentos musicais. Meu computador é bastante eclético: toca música andina, rap, rock, MPB, música francesa, zouk, clássicas e vários outros estilos, dependendo do dia, de que assunto estou tratando ou com que espírito acordei...ele só não aceita pagode e Axé Music. E vocês? Escutam música enquanto trabalham? Que estilos?


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Banda brasiliense traduz a semiótica russa Bakthiniana com mistura de punk rock e samba!


Aos "avoados de plantão": não se esqueçam de clicar nas palavras marcadas do texto. Elas são links.
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Neste final de semana, assistimos a um show da banda brasiliense "Sala de Justiça", que toca sucessos das décadas de 80 e 90. Para quem não "sacou" o nome do grupo, uma pista: lembra-se daquele desenho animado dos anos 70, em que apareciam vários super-heróis juntos, chamado "Os Superamigos"? Quem é muito novo ou não era nascido ainda naquela época, é só consultar o Google ou o Youtube para estar por dentro da conexão histórica da banda. O tal desenho ficou eternizado na memória de muita gente por meio célebre daquele dizer: "Enquanto isso, na Sala de Justiça..."
Gostei muito do grupo e, em especial, de uma "travessura" musical que eles aprontaram: apresentaram a música "Basket Case" da banda norte-americana de punk rock Green Day em ritmo de samba e, depois, em seu ritmo de sempre. Adorei essa intertextualidade musical aí, quero ver mais coisas assim em breve! Vocês traduziram um pouquinho da semiótica russa de Mikhail Bakthin pra galera, adorei! Por falar nisso, meu CD do Green Day está há tempos (anos, talvez?) sumido daqui de casa. Não sei quem está com ele. Se alguém tiver notícias dele, por favor, avise-me.

Imagem de Bakthin extraída de http://www.ple.uem.br/geduem/bases.html

Ebaaaaaaaaa, este é o centésimo post deste blog!!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Um ventilador na cabeça e um pedaço de torta de banana na mão...

Acho que agora a chuva chegou com vontade, finalmente, para nós, áridos brasilienses. Pela primeira vez, depois de muuuuuito tempo, acordei com o céu do jeito que adoro: nublado! Muitos devem estranhar essa minha preferência, mas é isso aí mesmo: sou ET de carteirinha aos olhos de muita gente: AMO tempo nublado, frio, não gosto de sol (a não ser quando estou na praia ou na cachoeira, aí sim!!!!), não gosto de carnaval, não gosto de futebol, não gosto de catupiry...enfim, vou parar por aqui a lista, senão é capaz de começar a cair uns ovos em cima de mim.

Na quarta-feira estava voltando da UnB para casa quando comecei a pensar num invento de grande valia para nós. Acho que foi naquele dia que fez 34 graus e não sei quantos décimos com 15% de umidade relativa. Lembro-me vagamente que, nos telejornais, alertaram que era a maior temperatura em Brasília desde 1963 (!!!). Estava caminhando na direção da Avenida L2 Norte, suando, suando...além de minha bolsa e meu caderno, estava também com um pedaço de torta de banana num saquinho, deliciosa iguaria que Humberto havia me encomendado. A torta começou a cheirar e eu pensando com meus botões que talvez, ao chegar em casa, eu tivesse uma porção de "mingau de banana" em vez da torta...

Enquanto andava, imaginava uma reconfortante sombrinha com um pequeno ventilador em seu interior...aaaaah, meu sonho de consumo para caminhadas tão inóspitas quanto aquela. Poderia haver uma versão "chapéu" deste produto, para quem geralmente carrega muitas coisas nas mãos e não teria como segurar uma sombrinha, o que acham? Espero que apareça aí algum inventor para materializar esse meu sonho. Iria nos aliviar bastante...ao chegar em casa, levei um susto: quando olhei no espelho, parecia que eu havia saído de um banho quente: os cabelos respingados e meu rosto vermelho. Saí das aparências e parti para a realidade: tomei um gostoso banho, mas gelado, para aliviar. Quanto à torta, ela conseguiu chegar inteira, não sei como. E direto para a geladeira. Lugar onde eu gostaria de passar umas boas horas.
Crédito da foto: Lígia Fascioni (ela tem um blog e umas fotos muito legais em http://ligiafascioni.wordpress.com/2007/02/27/imagens-de-brasilia/ . Vale a pena dar uma chegadinha lá.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Como guardar 10 Kg de ração de gato?

Compramos, no final de semana, um sacão de 10 Kg de ração de gato porque saía mais barato que comprar aqueles pacotes de 3 kg. Porém, qual seria a forma mais prática de armazenar essa ração toda depois que abrirmos a embalagem, sem ela murchar ou encher de formigas? Alguém aí pode nos ajudar?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Expresso Rural de volta em Santa Catarina!



A banda Expresso Rural, de Santa Catarina, está de volta e o próximo show será no dia 25 de outubro em Floripa. Dêem uma chegadinha no jabadasil.blogspot.com para saber mais sobre. O vídeo acima é da música "Nas Manhãs do Sul do Mundo", de 1983.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Na disputa dos sabores, a minoria venceu...


Sábado, fomos ao supermercado com uns amigos comprar os ingredientes para mais uma "wafleada"(será que é assim que se escreve?). Estávamos num grupo de cinco pessoas. Até que a compra dos ingredientes não deu tanta polêmica assim (queijo, presunto, patês, azeitona, doce de leite, etc). Mas quando chegou a vez de comprar a sobremesa, veio a dúvida cruel: comprar sorvete de chocolate, de pavê ou de flocos? Na votação, dois escolheram pavê e dois, flocos. O amigo que iria desempatar a "disputa dos sabores" escolheu chocolate...

Resolvi então entrar na defesa do sabor pavê, dizendo que havia poucas caixas desse sabor no supermercado e que isso, provavelmente, era sinal que, como as pessoas já tinham comprado mais desse sabor, era o mais gostoso. Já um amigo resolveu contra-atacar dizendo que, talvez, o de flocos era o sabor com mais caixas disponíveis pelo fato de o pessoal do supermercado já ter reposto rapidamente esse tipo de sorvete, que normalmente tem mais saída. Diante de tal impasse e dúvida, alguém sugeriu, sabiamente: "Ah, então vamos levar o de chocolate...". Questão resolvida.


sábado, 13 de outubro de 2007

Sem calça na festa e com uma garrafa de "Catuaba poderoso".


Mais uma da série "Papos nas festas"...

Ontem estávamos na festa de aniversário de uma amiga quando, de repente, me deparo com a seguinte conversa:

"E aí, fulano, vamos dançar?"

"Ah, não...essa música aí é muito fútil para o meu corpo".

Achei a afirmação bem interessante e original. Mas o que vem a ser uma música fútil para o corpo? Teçam aí suas hipóteses no link de comentários. Eu mesma estou com preguiça de pensar neste final de semana. Mas não de relembrar...Na mesma casa de ontem, fizeram outra festa, faz uns quatro anos, da qual me lembro de dois fatos pitorescos. Vários de nós tínhamos saído do ensaio da Serenata de Natal da UnB direto para o evento. E, pelo acaso, um de nossos colegas estava de bermuda e camiseta. Não dava tempo de passar em casa e trocar de roupa. O rapaz começou a ficar grilado. Paramos num supermercado próximo e nosso grupinho, além de comprar uns petiscos e umas bebidas para a festa, foi ver com ele se havia alguma calça "de emergência"no estabelecimento. Necas! Lembro que ficamos um tempão convencendo o moço a entrar daquele jeito mesmo no evento, afinal, era uma festa simples, o tempo estava bem quente e não se tratava de Black Tie e coisas do gênero. Ele até falou em pegar ônibus, voltar pra casa e desistir de ir, essas coisas. Não lembro o que o convenceu de entrar na festa, se foi a aparição de determinada "menina-alvo" na frente da casa, se nosso grupo o empurrou à força para dentro, ou ainda se foram as duas coisas. Mas, minutos depois, ele já havia se esquecido da "ausência de suas calças", estava à vontade, e oferecendo a todos a bebida que havia comprado no supermercado: uma tal de "Catuaba Poderoso"...era uma garrafa como essa daí da foto, com um rótulo peculiar: um homem fortão rodeado de mulheres seminuas. Vocês devem estar se perguntando se essa bebida faz efeito. Sinceramente, não sei. Quase todo mundo na festa provou um pouquinho dessa Catuaba, inclusive eu. Mas para fazer efeito, desconfio que seja necessário tomar a garrafa toda.


OBS: Foto extraída de http://www.passarinbebidas.com.br/prod_aperitivos_poderoso.htm


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Kleiton Ramil lança seu livro Sonhos e Sonhadores no Rio de Janeiro

Kleiton Ramil (Kleiton & Kledir) lançará, na Livraria Letras & Expressões, em Ipanema, Rio de Janeiro, no próximo dia 22 de outubro, a partir das 19h, seu livro "Sonhos e Sonhadores: caminhos do insconciente". Kleiton é um estudioso sobre os sonhos desde a década de 70 e nos traz informações preciosas nesta publicação. Ele acredita que simplesmente anotar seus sonhos e debruçar-se sobre eles traz ao sonhador acesso, por observação ou associação, a informações do seu subconsciente que se tornam de valor inestimável para a vida.
Para quem não mora no Rio, o livro está à disposição para compra no www.submarino.com.br a partir da data de seu lançamento. Quem quiser mais informações sobre a obra, está no jabadasil.blogspot.com .

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Uma bela guarânia para embalar a quarta-feira

Para inspirar este meio de semana preguiçoso, quase véspera de feriado, lá vai "Cuando?", do Raíces de América.O autor da música é o argentino Willy Werdaguer, mais à direita no vídeo. A intérprete é a brasileira Miriam Mirah. Segue abaixo o vídeo e a letra. Nem preciso dizer que esse grupo é um de meus "xodós" musicais...no site deles (www.raicesdeamerica.com)há mais músicas do grupo, além de muitas informações e fotos.



Cuando?
¿Cuando... tu risa de luz?
Quiero saber cuando
Que me está robando el aire
Y todo que me alimenta, que me alimenta
Oh oh oh oh oh oh oh

¿Cuando... tus ojos negros?
Quiero saber cuando
Que me estan robando el tiempo
Y notas del instrumento, del instrumento
Oh oh oh oh oh oh oh

Algun gesto, algun manifiesto
Alguna manera tenue de avisarme
Lai-ra-rai la-rai

¿Cuando... el olor de tu piel?
Quiero saber cuando
Que me está moviendo el centro
De todo lo que yo pienso,
Lo que yo pienso
Oh oh oh oh oh oh oh


¿Cuando... tu beso de miel?
Quiero saber cuando
Que me está robando vida
Porque eres la más querida,
La más querida
Oh oh oh oh oh oh oh

Algun gesto, algun manifiesto
Alguna manera tenue de avisarme
Lai-ra-rai la-rai

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Apareceu um anjo protetor dos famintos e desidratados no final do show!

Há criaturas que nasceram com a vocação natural de alegrar o mundo. Vou contar mais um "causo"paulistano, que ocorreu após o show de illapu e Kleiton e Kledir, na noite de 28 de setembro. Todos os artistas estavam já indo embora após a sessão de autógrafos quando, de repente, surge do nada uma criatura distribuindo o conteúdo consumível dos camarins....quem seria ela? Uma fada? Um elemental? Um daqueles anjos da novela das 7? Não sei, só sei que apareceu uma mão na minha frente oferecendo uma coca-cola e uma água mineral. Outra garota ganha um pedaço de sanduíche. Dali a pouco, surge um rapaz tomando um guaraná. Eu já estava zonza de tanto procurar os amigos submergidos em meio à multidão no Memorial da América Latina e de achar alguns de surpresa no meio da fuzarca. Quando achei que tudo iria voltar "ao normal" me aparece mais essa novidade. Lembro-me vagamente que ainda fiquei olhando para a oferta por uns segundos e perguntando: "Como assim? De onde veio isso?". Alguém me explicou que eram as sobras dos camarins. Ainda com cara de espanto, aceitei a garrafinha de água mineral que me foi graciosamente ofertada e aproveitei para me hidratar um pouco, afinal eu saí do show como quem saiu da academia, de tanto dançar, pular e cantar. Só que com duas diferenças básicas, pelo menos no meu contexto: o "exercício" foi extremamente prazeroso e a música era boa, muito boa!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ciberespaço: o lúdico e o acadêmico se encontrando

A pergunta que a Carol fez no link de comentários no post de domingo é muito interessante: "Sil, vc está querendo aumentar seu IBOPE ou fazer um estudo sociológico?"A resposta (ambas as alternativas e muitas mais!) pode dar origem a dissertações de mestrado e teses de doutorado. Aliás, há várias pesquisas já girando em torno da blogosfera em diversas áreas: Comunicação, Sociologia, Antrologia, Linguística, entre outras.

Um dos motivos pelos quais eu faço esse blog é para me divertir. Assim como muitos adoram, por exemplo, jogar futebol, passear em shopping ou jogar cartas, eu adoro escrever. E o mais legal: como o espaço é meu, eu escrevo o que der na telha mesmo, ao sabor do vento. No jornalismo, a gente geralmente é obrigado a seguir um monte de padrões no trabalho do cotidiano. Aqui, eu faço realmente o que quero e do jeito que achar melhor. Mas não me divirto apenas escrevendo, eu adoro observar também a reação das pessoas a alguns posts, por meio de comentários no próprio blog, scraps no Orkut, emails, MSN, Google Talk ou "ao vivo".

Outro motivo para eu gostar de "blogar" é que, observando as reações das pessoas, e também o trânsito de internautas por meio das ferramentas de medição de acessos, faço deste espaço uma espécie de laboratório sociológico e comunicacional. Às vezes de maneira sutil, às vezes de maneira escancarada mesmo, como foi no post de ontem. O "Esquina da Sil" acaba tendo um vínculo com minha futura pesquisa de doutorado, que está relacionada ao tema da Cibercultura. E, às vezes, "brincando" com meu blog, tenho "insights". É ótima essa sensação de estar ligando o lúdico ao acadêmico, muitas vezes pertencente a "mundos separados".

Sobre o IBOPE, fico feliz quando ele aumenta. Porque outro motivo de eu manter esse blog é a vontade de ajudar a divulgar o trabalho dos amigos artistas, sejam eles músicos, escritores, atores, etc. Aliás, não só os amigos. Quando gosto do trabalho de alguém que não conheço pessoalmente, também ajudo a divulgar, de uma forma ou de outra. Mesma coisa com iniciativas sociais interessantes. É uma gota de água no oceano mas, enfim, é algo que está a meu alcance e posso fazer. Afinal, é como o argentino Leon Gieco diz na canção "Solo le Pido a Dios": "Que la reseca muerte no me encuentre, vacio y sólo sin haber hecho lo suficiente..." (Aliás, o Leon é um de meus cantores prediletos que marcam presença na lista de vídeos aqui do blog).

OBS: Ilustração extraída de djamb.wordpress.com/2007/06/25/a-blogosfera/

domingo, 7 de outubro de 2007

Testando certas palavras no blog...


Gente, continuo intrigada com o aumento de afluxo de visitantes em meu blog quando escrevo sobre certos temas...vou jogar aqui algumas palavras e expressões que, dizem, podem "atrair" leitores via mecanismos de busca, vamos ver o que vai dar: vinho, baixa umidade relativa do ar, pegueti, ficante, "rapaz comunitário".

Agora instalei um segundo mecanismo de estatísticas aqui em meu blog para tentar estudar mais detalhes relativos aos acessos. Estou curiosa pelos resultados. Vou observar durante um tempinho o movimento por essa ferramenta e conto para vocês depois, ok.

Por falar em "peguetis", "ficantes", "periguetes" e coisas afins, uma leitora deste blog me pediu, na sexta à noite, à mesa de um café daqui de Brasília, para revelar os nomes verdadeiros de "Eufrásia", "Aspásia"e "Asdrúbal", personagens citados dias atrás neste espaço. Eu me diverti muito com a curiosidade dela e revelei à moça os nomes dos envolvidos. E ela aproveitou para incrementar nosso campo semântico relacionado aos encontros e desencontros amorosos dos jovens de hoje. Como agora meus neurônios botaram pijamas e pantufas e sequer estou lembrando onde larguei meus óculos, deixo para outro dia o ato de desfiar aqui as inovações linguísticas criativas da afetividade na pós-modernidade.


OBS:Foto extraída de Imagem:www.bloguiando.blogs.sapo.pt

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quilombolas e militantes lutam pelo direito à Comunicação

Dou uma pausa nas minhas breves narrativas paulistanas para a notícia importante abaixo. Dou todo o meu apoio ao movimento.

Nesta sexta-feira (05) - dia em que vencem as concessões de várias emissoras da Rede Globo - o movimento quilombola vai às ruas com a campanha "Globo, a gente não se vê por aqui!". Essa ação, coordenada pela Conaq - Comissão Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas - será realizada em quilombos de vários estados. A proposta é que as pessoas desliguem a TV neste dia e, assim, boicotem a programação da emissora como uma forma de protesto pelas matérias veiculadas que distorceram a realidade de várias comunidades quilombolas.
No Recife, o Movimento Quilombola vem somar esforços com a luta do Fórum Pernambucano de Comunicação - Fopecom, que, na sexta-feira, estará nas ruas para 'gritar' pela transparência nos processos de concessões de TV e Rádio, já que também neste dia vencem diversas outras concessões. A ação faz parte de um movimento nacional de entidades que lutam pela democratização da comunicação no Brasil e estão articulando o Dia de Mobilização Nacional por Democracia e Transparência nas Concessões, com o mote: concessões de Rádio e TV: Quem Manda é você.
A campanha, que está levantando atos em várias capitais, possui as seguintes reivindicações:
- A Convocação de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla e democrática para a construção de políticas públicas e de um novo marco regulatório. "Existem no Brasil diversas conferências setoriais que deliberam políticas públicas específicas para saúde, educação, etc. Essas conferências são convocadas e têm um procedimento que começa nos municípios e vai até o âmbito nacional. Nunca na história desse país se pôde discutir comunicação com essa transparência e esse respaldo político. Já está mais do que na hora", defende Ivan Moraes Filho jornalista do Centro de Cultura Luís Freire e articulador estadual do MNDH.
- Fim da renovação automática, com estabelecimento de critérios democráticos e transparentes com base na Constituição. "Historicamente, a 'distribuição' das concessões não obedece a critérios claros. Muitas vezes acabam fazendo parte do jogo político, como aconteceu nos governos Sarney e FHC", aponta Moraes Filho. Esse ano, de acordo com o Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação - FNDC, 108 permissões vencerão, somando-se Rádio e TV. As concessões de rádio e televisão, constitucionalmente, duram apenas 10 e 15 anos, respectivamente. Ao fim desse tempo, é preciso que os concessionários sejam avaliados para que a sociedade decida a respeito da renovação da outorga. No Brasil, a renovação praticamente automática das licenças tem sido, porém, prática comum.
- Ações imediatas contra as irregularidades no uso das concessões, tais como o excesso de publicidade, outorgas vencidas e outorgas nas mãos de deputados e senadores.
"Quando assume a responsabilidade de prestar o serviço público da rádiodivusão, a empresa tem obrigações constitucionais. Deve priorizar conteúdos educativos, a produção regional, o respeito aos valores da pessoa humana. Isso tudo está no capítulo V da Constituição de 1988. Quem pode dizer que isso tudo está sendo respeitado?", questiona o jornalista.
- Instalação de uma comissão de acompanhamento das renovações, com participação efetiva da sociedade civil organizada.
A concentração do Ato no Recife será às 14h, na Praça do Diário. A idéia é que a manifestação seja autogestionada - quem aparecer vai dar o tom da manifestação. Haverá representantes de rádios comunitárias, produtores e produtoras de vídeo, povos quilombolas, estudantes... Faixas, carros de som e vídeos para serem exibidos em um telão são alguns dos recursos planejados pela organização do encontro para interação entre os militantes. "Será um momento em que a gente vai poder passar a mensagem de que o modelo de comunicação no país não nos contempla. E, melhor, que nós podemos mudar isso", conclui Moraes Filho.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

As narrativas paulistanas não acabaram ainda, hein

Aguardem mais "causos" paulistanos!

PARTE II


Parte II - Depois de passar o "Abaixo-assinado musical" em minha quena, encaminhei-me para falar com Kleiton e Kledir. Eles, muito queridos, já são "de casa" e até já parei com essa história de pedir autógrafo...é como escrevi em julho aqui no blog numa crônica: "antes, ele era um músico que estava virando meu amigo, agora, é um amigo meu que também é músico". Se bem que, pelas circunstâncias históricas do show, só agora estou pensando nisto: bem que eu poderia ter passado a quena pra eles assinarem também, né? Tudo bem, da próxima vez eu a levo, então.
E o Kleiton me fez achar, ao acaso, outro amigo perdido, quando eu ia falar com ele: o Jara, do grupo Raíces de América, que "brotou" na minha frente de surpresa, assim como fez a Suely. Foi tão de surpresa que eu quase vi em torno dele aquelas fumacinhas que aparecem quando os mágicos fazem seus truques. E depois do Jara, apareceu o Chico Pedro. Enfim, conseguimos nos reunir para "tomar las chelas" combinadas já há tantos meses! Fomos eu, Humberto, Ana Paula, Pimenta, Jara, Chico, Lucho, Rodrigo, César e Suely. Alguns já estavam cansados e não foram conosco. E outros não foram achados a tempo e acabaram tomando outros rumos, em vez de tomar cerveja conosco. Vamos ver se da próxima vez a gente arma uma estratégia de guerra pra todo mundo ficar junto.
OBS 1: Crédito das fotos - Stella Bortollotti

PARTE I - Precisei de GPS humano no Memorial da América Latina


Meu Deus, como aquela Sala Símon Bolívar, no Memorial da América Latina, é grande....capacidade para 800 pessoas, além de um hall imenso onde, eu acho, caberia uma quantidade igual de pessoas em pé. Agora imaginem a gente lá, procurando os amigos antes e depois do show. Eu, com meu celular sem créditos e o do Humberto com a bateria praticamente no final! Que aventura!

Antes do show, um amigo, o Luiz Augusto, milagrosamente consegue me mandar um torpedo com sua localização: "Estou em pé na Platéia A, fileira K". Com o auxílio dessas coordenadas geográficas, consegui falar com ele. Ao final do show, consegui ainda aproveitar o resto do resto do resto da bateria do celular do Humberto e falei com Rose, que estava com Juan e Stella. A ligação estava ruim, mas por meio dela, conseguimos nos localizar um bom tempo depois, perto do Hall de entrada. Não lembro como, a Suely "brotou" na minha frente mais ou menos naquela mesma região do auditório e nosso "cordão" foi aumentando. Duro era manter todos juntos pois, frequentemente, quando um aparecia o outro já sumia de novo. Engraçado foi ouvir mais tarde as histórias de encontros e desencontros: mulher se perdendo do marido na multidão, marido se perdendo da mulher, gente se perdendo da amiga, da irmã, dos outros amigos, e assim por diante...mas houve também quem perdesse o próprio celular (Suely, você já o achou?). Uma loucura! Se houvesse um sistema de som naquele auditório, com certeza a lista dos "achados e perdidos" humanos seria enorme.

Nosso "cordão" foi para o corredor próximo do camarim. Os componentes do grupo chileno illapu são sete e eles estavam espalhados pelo corredor conversando com as pessoas. Lá chegando, eu já estava tão zonza com o processo de "procura-perde-acha-perde de novo-acha de novo" que precisei de GPSs* humanos para me auxiliarem na hora dos autógrafos. Um deles era Humberto. Lembro também de ter ouvido outras vozes, mas já não lembro de quem eram, me indicando: "Olha, tem um ali conversando com uma moça" ou "tem outro logo ali, aproveita" ou "daquele ali você ainda não pegou autógrafo". Minha quena (uma das flautas andinas), com as assinaturas e dedicatórias deles, virou um verdadeiro "abaixo-assinado musical".

OBS 0 : Calma, gente, ainda vem mais postagens sobre o show....
OBS 1: O termo GPS quer dizer Global Positioning System. É um instrumento de navegação por satélite e determina onde a pessoa ou aquele lugar que ela busca está.
OBS 2: Na primeira foto, está Sidney, baterista brasileiro do illapu. Na segunda, Carlos. Crédito: Humberto Gloor Campos.