Ontem, fiquei surpresa com a força do discurso da cantora colombiana Shakira na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Já havia ouvido comentários gerais, inclusive de dois amigos meus que tocaram com ela em alguns momentos anos atrás, sobre sua inteligência, sensibilidade e solidariedade, ultrapassando a mera imagem de pop star mundial. Porém, ainda não havia ouvido uma fala mais prolongada da cantora.
Encontrei esse discurso de Shakira ontem, no blog da costarriquenha Júlia Ardon. Ela fala em inglês, mas no próprio vídeo há legendas em espanhol. Observem sua clareza e desenvoltura. Chega a "dar banho" de conteúdo, consciência e oratória em muitos políticos. Aliás, ela não usa papel nem Powerpoint...Recomendo o vídeo mesmo para quem não é fã da Shakira, pois nele ela não canta nem dança, apenas apresenta suas idéias, acompanhadas da prática (Shakira fundou a Fundação Pés Descalços na Colômbia, voltada para educação de crianças, quando tinha 18 anos).
O link para o blog da Júlia Ardon está aqui.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
"A senhora lembra o nome de seu marido?"
Ontem fui marcar uns exames de rotina para o Humberto quando me deparei com uma pergunta inusitada feita pelo atendente. O diálogo foi mais ou menos assim:
Eu: "Boa tarde, gostaria de marcar alguns exames para meu esposo".
Atendente: "Pois não, a senhora lembra o nome dele?"
????!!!!!
Minha memória anda meio curta, mas certamente ainda não cheguei a esse perigoso estágio. Fiquei imaginando porque o rapaz me fez aquela pergunta. O que vocês acham?
A - O atendente é um visionário, já pressentiu que terei de fato sérios problemas de memória no futuro e acabou cometendo esse "ato falho".
B - O atendente quis me testar com aquela pergunta para ver o que eu respondia.
C - O atendente anda muito estressado com seu trabalho.
D - O atendente é doido mesmo.
E - O atendente achou que a doida era eu.
F - Nenhuma das anteriores (então deixe a preguiça mental de lado e sugira outra alternativa...)
Eu: "Boa tarde, gostaria de marcar alguns exames para meu esposo".
Atendente: "Pois não, a senhora lembra o nome dele?"
????!!!!!
Minha memória anda meio curta, mas certamente ainda não cheguei a esse perigoso estágio. Fiquei imaginando porque o rapaz me fez aquela pergunta. O que vocês acham?
A - O atendente é um visionário, já pressentiu que terei de fato sérios problemas de memória no futuro e acabou cometendo esse "ato falho".
B - O atendente quis me testar com aquela pergunta para ver o que eu respondia.
C - O atendente anda muito estressado com seu trabalho.
D - O atendente é doido mesmo.
E - O atendente achou que a doida era eu.
F - Nenhuma das anteriores (então deixe a preguiça mental de lado e sugira outra alternativa...)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Assistir TV na cama: um dos simples prazeres da vida
Ontem à noite estava pensando nos doces e simples prazeres da vida...um deles, pelo menos para mim, é assistir TV deitada na cama, com o controle remoto na mão. Além de me relaxar, há também outra coisa interessante: já que não podemos ter o controle total de tudo que nos acontece na vida, pelo menos podemos ter a ilusão de poderio absoluto quando detemos o controle remoto em nossas mãos. Aquela propaganda chata e sem graça apareceu de novo? O noticiário está te deixando deprimido? A tal da musiquinha "chiclética" tá tocando naquele programa pela milésima vez? Seus problemas acabaram, apenas ao toque de um botão! Ah, se tudo na vida fosse simples assim...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Surreal: um pacman saltou do computador e nos perseguiu no shopping!
Ontem fui a um shopping daqui de Brasília com uma de minhas irmãs, minha mãe e a sobrinha. Nesse lugar está havendo uma exposição interativa de joguinhos de computador. Vocês se lembram do Pacman dos anos 80? Pois é...ele resolveu se materializar e passear pelo shopping como um cidadão comum.
Foi muito engraçado. Todas nós nos sentamos na praça de alimentação para lanchar quando Susana e Aninha começam a ver a estranha figura surgindo ao longe. Como se não bastasse, o fantasminha azul também estava acompanhando o Pacman amarelinho. "Ai, ele tá vindo pra cá, tá vindo pra cá..." alertava Susana, preocupada. Minutos depois, ela aliviada, solta um "Ufa, ele está indo pra lá agora...". Depois, num momento de semi-pânico, ela vem com um "Ai, ele tá voltando, ele tá voltando..."
Eu me diverti às pampas com Susana como comentarista de Pacman e fantasminha azul. Não sei bem porquê ela e Aninha ficavam em posição de "quase fuga" quando uma dessas figuras peculiares chegava mais perto. Depois de lancharmos, fomos espiar umas vitrines. Num desses momentos, inesperadamente aparece o fantasminha azul do nada conversando conosco. Aparentemente era um rapaz com aquele disfarce, imitando voz feminina. "Oi pessoal, vocês estão passeando com a família? Passeio em família é bom, né?" Lembro que ele conversou isso conosco e mais algumas coisas que não me lembro agora. Até que o ser etéreo azulado não tão etéreo assim era bem simpático.
Fiquei imaginando: deve ser o maior barato pegar um trabalho desses pra fazer. Como você está disfarçado mesmo, pode fazer o que quiser sem pagar mico, pelo menos oficialmente. Pode sair dançando pelo shopping, acenar pra todo mundo, puxar conversa com quem quiser...deve ser um verdadeiro exercício de liberdade em recinto fechado...
A única coisa chata deve ser quando dá vontade de ir ao banheiro...
Crédito da ilustração aqui.
Foi muito engraçado. Todas nós nos sentamos na praça de alimentação para lanchar quando Susana e Aninha começam a ver a estranha figura surgindo ao longe. Como se não bastasse, o fantasminha azul também estava acompanhando o Pacman amarelinho. "Ai, ele tá vindo pra cá, tá vindo pra cá..." alertava Susana, preocupada. Minutos depois, ela aliviada, solta um "Ufa, ele está indo pra lá agora...". Depois, num momento de semi-pânico, ela vem com um "Ai, ele tá voltando, ele tá voltando..."
Eu me diverti às pampas com Susana como comentarista de Pacman e fantasminha azul. Não sei bem porquê ela e Aninha ficavam em posição de "quase fuga" quando uma dessas figuras peculiares chegava mais perto. Depois de lancharmos, fomos espiar umas vitrines. Num desses momentos, inesperadamente aparece o fantasminha azul do nada conversando conosco. Aparentemente era um rapaz com aquele disfarce, imitando voz feminina. "Oi pessoal, vocês estão passeando com a família? Passeio em família é bom, né?" Lembro que ele conversou isso conosco e mais algumas coisas que não me lembro agora. Até que o ser etéreo azulado não tão etéreo assim era bem simpático.
Fiquei imaginando: deve ser o maior barato pegar um trabalho desses pra fazer. Como você está disfarçado mesmo, pode fazer o que quiser sem pagar mico, pelo menos oficialmente. Pode sair dançando pelo shopping, acenar pra todo mundo, puxar conversa com quem quiser...deve ser um verdadeiro exercício de liberdade em recinto fechado...
A única coisa chata deve ser quando dá vontade de ir ao banheiro...
Crédito da ilustração aqui.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Receita de tomates maduros fritos do Chuck
Dificilmente como frituras. Às vezes chego a quase me marear só com o cheiro de algumas. Porém, quando alguma fritura é beeeem saborosa, sequinha e vale muito a pena, como feliz da vida. Esse é o caso de um acarajé baiano bem feito, do tempurá da quermesse do Templo Budista de Brasília e dos tomates maduros fritos envoltos com panko. Essa receita eu vi no programa do Chuck, da Rede GNT. Quem quiser experimentar é só clicar no link aí.
O panko é uma farinha de rosca oriental, muito boa para dar crocância a empanados, sejam vegetais ou carne. Quando vimos a citada receita pela TV, estávamos ainda em São Paulo, no mês passado, então foi facinho achar essa farinha: compramos quando fomos bater pernas no bairro da Liberdade, um dos tradicionais lugares orientais da cidade. Aqui em Brasília ainda não procurei onde tem, mas acho que em algumas quitandas ou mercadinhos de japoneses, coreanos e seus descendentes deve ter pra vender.
Nunca pensei em comer tomates dessa maneira. Achei super diferente. Foi um dos pratos complementares que servi no almoço do aniversário de minha mãe e toda a família adorou. Receita aprovada pela Sil ! Inclusive, pensei em botar uma foto aqui do prato, mas quando me dei conta, os tomates já haviam sido devorados...
O panko é uma farinha de rosca oriental, muito boa para dar crocância a empanados, sejam vegetais ou carne. Quando vimos a citada receita pela TV, estávamos ainda em São Paulo, no mês passado, então foi facinho achar essa farinha: compramos quando fomos bater pernas no bairro da Liberdade, um dos tradicionais lugares orientais da cidade. Aqui em Brasília ainda não procurei onde tem, mas acho que em algumas quitandas ou mercadinhos de japoneses, coreanos e seus descendentes deve ter pra vender.
Nunca pensei em comer tomates dessa maneira. Achei super diferente. Foi um dos pratos complementares que servi no almoço do aniversário de minha mãe e toda a família adorou. Receita aprovada pela Sil ! Inclusive, pensei em botar uma foto aqui do prato, mas quando me dei conta, os tomates já haviam sido devorados...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Goteira na Igreja? Não, era a água benta do padre...
Sou bem avoada por natureza. Às vezes gostaria de ser menos. Porém, o amigo Kleiton, que consegue a façanha de ser ainda mais "alado" que eu, já falou várias vezes para me consolar: "Sil, quando você se chatear por isso, lembre-se de Einstein...ele também era assim!" e completa: "Gente assim como nós é a alegria da humanidade!"
Não sei qual é meu QI (Quociente de Inteligência) e nem tenho idéia se ao menos tenho metade da inteligência de Einstein. Porém, essa história de "alegria da humanidade" é coisa certa. Volta e meia, muitas vezes sem querer, provoco gargalhadas por onde passo, graças ao meu "avoamento". Às vezes, a coisa piora e junta com meu "estabanamento". Como se não bastasse, descobri que isso é genético: esse comportamento ou estado de espírito, sei lá como chamar isso, repete-se com frequência em minha família.
Dias atrás, no final de uma missa, Sandra, uma de minhas irmãs, começa a olhar muito pra cima achando que a igreja estava com goteiras. Porém, sabem do que se tratava? Era nada mais nada menos que o padre já bem perto da porta, jogando água benta no povo. Como o sacerdote era de baixa estatura ela não o havia visto ainda, porém já tinha recebido suas bençãos em forma de água na cabeça...
Por falar nisso, acho que o padre me achou com cara de grande pecadora: ele se empolgou um pouco e levei um "águão" na cabeça. Mas foi bom: água benta, ainda mais fresquinha numa noite de calor, é sempre bemvinda!
Não sei qual é meu QI (Quociente de Inteligência) e nem tenho idéia se ao menos tenho metade da inteligência de Einstein. Porém, essa história de "alegria da humanidade" é coisa certa. Volta e meia, muitas vezes sem querer, provoco gargalhadas por onde passo, graças ao meu "avoamento". Às vezes, a coisa piora e junta com meu "estabanamento". Como se não bastasse, descobri que isso é genético: esse comportamento ou estado de espírito, sei lá como chamar isso, repete-se com frequência em minha família.
Dias atrás, no final de uma missa, Sandra, uma de minhas irmãs, começa a olhar muito pra cima achando que a igreja estava com goteiras. Porém, sabem do que se tratava? Era nada mais nada menos que o padre já bem perto da porta, jogando água benta no povo. Como o sacerdote era de baixa estatura ela não o havia visto ainda, porém já tinha recebido suas bençãos em forma de água na cabeça...
Por falar nisso, acho que o padre me achou com cara de grande pecadora: ele se empolgou um pouco e levei um "águão" na cabeça. Mas foi bom: água benta, ainda mais fresquinha numa noite de calor, é sempre bemvinda!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Uma ponte pênsil gigante: nova possibilidade para a ponte JK!
Domingo tive uma idéia a dar ao governo do DF em relação à Ponte JK, aquela que dias atrás alarmou vários motoristas e corpo de bombeiros por ter balançado um pouco. Porque não aproveitar o movimento, adaptá-la e transformá-la na primeira grande ponte pênsil urbana do Brasil? Garanto que faria o maior sucesso para a época da Copa do Mundo e ainda daria ao menos um tom de emoção e originalidade à essa ponte que é praticamente a cópia de uma que já existe no Japão. Pelo menos a nossa teria uma atração extra em relação a de lá...
Crédito da foto aqui.
Crédito da foto aqui.
sábado, 22 de janeiro de 2011
E lá vai minha prima voando sobre os penhascos e o mar...
E por falar em voar de parapente sobre Lima, minha prima Sofia de lá me autorizou a publicar aqui o vídeo de seu voo do ano passado. Ela me contou que a sensação era de estabilidade e segurança, por incrível que pareça. E, pela expressão de seu rosto no vídeo, de muita felicidade também. Será que algum dia consigo ter coragem para voar também?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Feliz cumpleaños, Lima!
Ontem foi aniversário de Lima, capital do Peru, minha outra pátria querida! Talvez eu poderia chamá-la também de a "São Paulo peruana". Enorme e multifacética, a cidade tem atrações para todos os gostos, desde museus e belas igrejas até caminhadas por praças, parques, bons restaurantes, boates, esportes, dentre tantas opções, até mesmo ruínas de civilizações passadas dentro da própria cidade (as "Huacas").
Para quem aprecia a boa gastronomia, Lima é um paraíso. A diversidade cultural peruana é refletida na comida, tão sortida como a brasileira, porém com o tempero e a pimenta geralmente um pouquinho mais caprichados. Aliás, por falar em comilanças, a única filial na América do Sul da célebre escola francesa de culinária Cordon Bleu está em Lima. Além dos cursos tradicionais, a instituição também oferece periodicamente aulas demonstrativas e oficinas. Tomara que um dia eu consiga participar de um desses eventos. Aliás, esse país é o responsável por eu passar a gostar de cozinhar de uns quatro anos para cá....
Além da grande culinária, o Peru também tem fama de ser um país com grandes altitudes. Porém, Lima justamente quebra esse estereótipo, pois se localiza na costa peruana, ali juntinho do Oceano Pacífico. Aproveitando o "link": para quem gosta de estar nas alturas, uma boa opção é voar de parapente por cima dos penhascos da Costa Verde e do mar.
Feliz cumpleaños, Lima!
PS: Não deixem de ver o vídeo sobre a cidade!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Espiando o vizinho pela janela
Neste final de semana, reparei que o novo vizinho do bloco ao lado, cujas janelas estão na reta das nossas, deve ser bem festeiro. Chegamos em casa no sábado à noite ouvindo um monte de gente conversando ao mesmo tempo, achei até que o barulho vinha de um restaurante próximo. Que nada, dali a pouco descobri que se tratava, provavelmente, de uma festinha, uma grande reunião de amigos ou algum evento do gênero no apartamento do rapaz em questão. No dia seguinte, ou melhor, na noite seguinte, reparei que o moço estava em sua área de serviço, de luzes apagadas, trabalhando em seu laptop. Flagrei seu momento coletivo do sábado e seu momento solitário do domingo.
O que será que ele faz da vida? Quem são seus amigos? De onde vem sua família? Curiosa, às vezes gosto de fazer exercícios de imaginação olhando as janelas vizinhas. Quando viajo, faço o mesmo: adoro olhar pela janela do ônibus ou do avião e imaginar que pessoas moram em certas casas e prédios. Matando o tempo, às vezes chego a criar pequenos e breves enredos para cada moradia.
É isso aí...uma janela pode se tornar bem mais que uma janela...
O que será que ele faz da vida? Quem são seus amigos? De onde vem sua família? Curiosa, às vezes gosto de fazer exercícios de imaginação olhando as janelas vizinhas. Quando viajo, faço o mesmo: adoro olhar pela janela do ônibus ou do avião e imaginar que pessoas moram em certas casas e prédios. Matando o tempo, às vezes chego a criar pequenos e breves enredos para cada moradia.
É isso aí...uma janela pode se tornar bem mais que uma janela...
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