terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O rapaz ficou com a unha estraçalhada



Antes de continuar a contar o que houve depois do início de derramamento de sangue, vou descrever a sensação que tive ao entrar no tal cesto de ferro. Eu “me depositei” lá dentro e não tive coragem de ficar de pé ali. Fiquei agachada e decidi que ficaria todo o tempo da “viagem” naquela posição. Sei lá, eu me sentia mais segura daquele jeito. Assim que soltaram o cesto e ele começou a deslizar com a roldana, tive rapidamente a sensação de cair no vazio. Porém, logo em seguida, vem uma gostosa sensação de estar voando.

Agora, continuando com a narrativa, o rapaz havia machucado sua mão e o sangue começou a brotar e a cair em seu braço, em meu braço, em sua roupa, em minha roupa, enfim, começou a se distribuir igualmente entre nós. Aliás, nem tão igualmente assim, pois ainda levei como “bônus extras” umas gotas de seu sangue também em minha testa. Como costuma dizer a matinal global Ana Maria Braga: “Que situação!” Comecei a me sentir num filme de terror e a ficar tão preocupada com o rapaz que já nem sentia tanto medo assim do abismo e já estava de pé no cesto, mas sem saber o que fazer. Humberto gritava de longe algo que não conseguia entender, minha tia preocupada e eu lá olhando a cena e tentando raciocinar uma solução para o problema, até que Humberto consegue gritar mais forte e sugerir para eu ajudar o rapaz a puxar a corda a fim de retornarmos ao ponto de partida.

Felizmente, não sei como, consegui ter forças para isso. Coloquei para fora toda força que me foi possível nas mãos para ajudar o rapaz que estava com uma das mãos toda machucada. Aliás, eu havia visto que uma de suas unhas estava já estraçalhada pelo esforço feito de maneira incorreta.
Ao chegar de volta, eu e ele fomos nos lavar numa mina de água do outro lado da rodovia e então regressamos a Aguaytia, parando antes num posto de saúde na zona rural para que alguém cuidasse da mão do rapaz. Lá chegando, foi atendido prontamente por uma médica. Escutei os gritos de dor do moço recebendo uma injeção. Depois, quando ele saiu, já com o curativo feito no dedo, contou que tiveram de extrair completamente a unha estraçalhada...

Acima, um vídeo que Humberto gravou de parte de minha travessia (ou melhor, da tentativa...).

CONTINUA AMANHÃ...

2 comentários:

Camilo Simon (RS) disse...

Parabéns, fostes corajosa!
Camilo Simon, Porto Alegre (RS)

Sofia disse...

aww.. pobre Sil! todo lo que tuvo que pasar...esperemos que para la proxima ya exista un puente ahi hhaha