segunda-feira, 26 de julho de 2010

De volta da Colômbia, tentando retomar o ritmo

Pessoal, estamos de volta. Chegamos no sábado. O voo entre Bogotá e São Paulo foi ótimo, tranquilo, com a lua cheia iluminando o pouco de paisagem que via pela janela. Aproximadamente umas três horas seguidas de pura selva amazônica, isso eu já tinha contado na ida, mais duas horas e meia para completar o trecho: cinco horas e meia de viagem. Lembro-me que cochilei um tantinho e quando me despertei e olhei pela janela, a grande floresta já tinha ficado para trás: deu para perceber um céu bem enfumaçado, provavelmente pela longa ausência de chuvas de parte do Centro Oeste. Pouco a pouco, a neblina seca vai deixando de ser tão pesada e também a gente começa a observar a presença de algumas cidades e vilas com mais frequência.

Cheguei a duplamente viajar: além da viagem propriamente dita da "vida real", eu ficava "viajando" em minha imaginação, refletindo como esse ato tão comum para tanta gente, que é viajar de avião, na verdade é algo muito louco e transgressor...pois lá estávamos nós voando sentados em cima da linda amazônia colombiana e brasileira, em plena noite de lua cheia...pensava na imensa diversidade de animais, plantas e rios que deveriam existir naquela região. Pensava nas etnias indígenas que deveriam estar ocultas naquelas terras, pensava nas raras cidadezinhas que dava pra avistar da janela do avião e imaginava como deveriam ser vistas de perto. Enfim, eu estava presa naquela aeronave, espremida numa poltrona, quase sem poder me mexer devido ao reduzido espaço da classe econômica, sobretudo para quem cresceu além da conta, como eu. Porém, meu pensamento livre voava numa velocidade bem superior à daquele avião...

Chegando em Sampa, pegamos o voo a Brasília umas horas depois. Por incrível que pareça, a única turbulência grande da viagem foi na aterrissagem. Só não fiquei mais assustada porque já sabia que, geralmente, durante o dia, descer de avião por aqui é assim mesmo, a não ser que você aterrisse de noite, que costuma ser bem tranquilo, ou logo de manhãzinha. Uma vez vi um piloto comentar que isso acontece por conta de correntes de vento, coisa e tal, não lembro direito da explicação. Só sei que, quando a aeronave parou, fiquei numa felicidade incontida. Quase saí pulando e fazendo cambalhotas pelo corredor de tanta alegria...ninguém merece aqueles momentos de tortura.

Agora, pouco a pouco, estamos retornando ao ritmo normal. Este blog também. Aguardem mais narrativas colombianas por aqui.

4 comentários:

Ana Paula Pietroluongo - CRP 01/10839 disse...

Sejam Bem-Vindos de volta a esta terra seca! :)
Saudades

Clara disse...

Que bom que correu tudo bem!!

Eu tenho pavor de avião, principalmente nos pousos e aterrissagens!! Podem tentar me explicar o tanto que quiserem, mas ninguém consegue me explicar de fato como aquilo, grande daquele jeito, pode decolar e voar assim. Coisa estranha, eu hein kkkkkkkkkkkkk

bjoooos

lilly disse...

as ferias acabaram então!!!
e eu que so fiquei indo na obra?

Daniel Savio disse...

E espero que tenha boas istórias para contar sobre a viagem...

Fique com Deus, menina Sil.
Um abraço.