quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ilhas Ballestas: encantada com pinguins e leões marinhos

Vejam que pele bonita...esqueci de perguntar que óleo hidratante usam :)

Meio difícil fotografar os pinguins, pois eles se confundiam muito com as rochas...

O famoso Candelabro: até hoje ninguém tem certeza de porque ele está ali...
Detalhe: foi desenhado na areia, nessa encosta aí da foto e está assim
há séculos...o vento não pega naquele local.
Humberto com um dos grandes mistérios da humanidade à esquerda.
Além do episódio de "mareos" no sobrevoo no deserto de Nasca, houve também outros. Aliás, o sul do Peru é pródigo em Paquetes turísticos de mareo (Pacotes turísticos de Náuseas). Porém, parece que o encantamento supera qualquer mal estar... No dia seguinte, fomos a Paracas, no litoral, para fazer o passeio às Ilhas Ballestas, que dá mais ou menos meia hora de barco a motor para ir e meia hora para voltar.

No início, não senti nada. Só ia curtindo a paisagem, estava tudo tranquilo. Quando chegamos próximo às pequenas ilhas, o barco, já mais devagar, começou a jogar para um lado e para outro, para um lado e para outro. Comecei a sentir algum mareo de novo. Desta vez, literalmente no mar... pensei: "Ah, não, de novo?!" Para enganar minhas próprias sensações, comecei a fazer que nem vários outros turistas estavam fazendo: fiquei em pé no barco e comecei freneticamente a bater várias fotos de leões marinhos, pinguins e outras aves que estavam por lá ou então fazer pequenas filmagens para me distrair.

Os barcos rodeiam as Ilhas Ballestas, e a gente vai curtindo o lugar, os animais em seu próprio habitat. Os primeiros leões marinhos que consegui fotografar parecia que ainda dormiam largados nas rochas. Tive a impressão que eles tinham ido pra alguma farra à noite e estavam curtindo uma ressaquinha básica. Depois, consegui fotografar alguns mais despertos, como os da foto acima. Fiquei enlouquecida quando vi vários pinguins ali pertinho dos leões marinhos. Queria levar todos para minha casa (criar pinguim em Brasília, no calorão? Ah, esquece...). Vi o momento em que um deles, muito bonitinho, tentava escorregar graciosamente da rocha para a água. Milhares de aves sobrevoavam as grandes rochas, numa linda coreografia. Perdi a noção de tempo, mas talvez os barcos tenham gastado uns 40 minutos por ali.

Na volta ao continente, surpresa: um bando enorme de pássaros fazendo um feliz barulhão apostavam corrida com nosso barco, sobrevoando ao nosso lado. Em certo momento, parecia que estávamos na mesma velocidade. Porém, depois, os bichos aceleraram e o barco acabou perdendo a corrida.

Amei esse passeio. E no final das contas, o mareo, desta vez em menor grau, ficou controlado. Eu tinha até planejado vomitar bem para fora do barco, caso fosse inevitável o ato. Assim, pelo menos, eu alimentaria os peixes...viva a reciclagem! Porém, meu encantamento com o lugar e a vontade de levar os pinguins para casa acabou me distraindo e, pelo menos daquela vez, os peixes de Paracas ficaram sem uma iguaria extra...

Um link sobre o Candelabro:

3 comentários:

lilly disse...

qu lindo!
isso sim são ferias
compensa o mal estar no avião!!!
vc é maluca demais...rsrsrsrsrs

Su Parente Souza disse...

Os pinguins peruanos tem sotaque próprio, eles falam QUELQUELQUEL.
Eita comentário infame...
Mas está tudo muito lindo nessa esquina!
Besos
Su

Fabiana disse...

Adorei as fotos... E o relato tb... Definitivamente, foi quase 'Onde está Wally?' nas fotos dos pinguins... :-P