quarta-feira, 4 de março de 2009

O Big Brother Brasil e a linguagem de TV

Ontem, ao assistir a mais um paredão do Big Brother Brasil, teci uma hipótese sobre a permanência da Ana Carolina na casa. De fato, o povo vota, na maioria das vezes, não pelo comportamento em si do participante na casa, mas pelo fato de ele ser "bom de TV", ter afinidade com a linguagem desse veículo.

Venho reparando já há algum tempo isso: quase sempre não adianta você aparentar ser o "bom moço" ou a "boa moça" na telinha se não provoca fatos naquela casa. Gente muito quieta nesse programa quase sempre não dá certo. O Ralf, candidato eliminado de ontem da casa, parecia ser muito mais maduro e ponderado que Ana Carolina, porém, muito quietinho. Quem acabou ficando na casa foi essa moça que, aparentemente, ainda é muito criança, chora e tem ataques de birra diariamente. Mas está sempre criando algum fato novo naquele recinto, seja uma discussão com alguém ou seja episódios como aquele de se livrar das formigas em seus pés gastando todo o sabão em pó que havia na casa.

Além disso, pelo menos em minha opinião, a emissora foi puxando muita brasa pra sardinha da moça tanto nas edições das cenas que vão ao ar a cada noite, como naqueles flashes com depoimento do público nas ruas e também em algumas entrelinhas da fala do apresentador Pedro Bial. E acredito que muita gente vota realmente influenciada pela manipulação de imagens e áudios a favor de um candidato.

Por isso gosto de assistir ao Big Brother. Adoro ficar observando esses "meros detalhes", o mecanismo dos programas, embora esse tipo de fórmula pronta já esteja começando a cansar. Aliás, aqueles "meros detalhes" aparecem também em programas do tipo Jornal Nacional...imagine aqueles recursos todos que citei acima e muito mais aplicados à veiculação de notícias...pois é. Acho que agora muita gente vai entender melhor porque acho os dois programas tão parecidos, em certo sentido...

6 comentários:

Clébio disse...

Sil, você acredita em BBB? Eu não. Fico sabendo das notícias de lá pelas sites de notícias da internet, pois se por exemplo acharem Bin Laden ou ocorrer um novo tsunami na Ásia é mais importante saber se a Milena sentiu falta do Ralf. Mas a sua observação é válida e pertinente, afinal quem daria mais audiência ao programa? Lembre-se do que aconteceu ano passado.

NowaY disse...

Morte aos programas da tv com "meros detalhes" que influenciam uma nação inteira.

E morte ao BBB! kkkkkk

Bella disse...

Acho que seu raciocínio tem lógica, Sil, mas não posso opniar muito pq eu ñ assisto BBB, então ñ faço a mínima idéia de quem é Ralf e quem Ana Carolina...rss

Humberto disse...

Engraçado o comportamento das pessoas diante do Big Brother... Dá até para fazer um paralelo com o futebol: tem muitos que adoram de paixão (no futebol os limites vão "mais além", ainda não teve briga de torcidas no BBB, eh eh), alguns poucos que assistem mas são indiferentes, e outros muitos que detestam e acham que aquele troço não tem o menor propósito e não acrescenta nada ao País!

E todos têm uma certa razão... Alguém acredita em Copa do Mundo?! Mas movimenta milhões de pessoas e bilhões de dólares! Guardadas as devidas proporções, é tudo a mesma coisa!

De que adianta saber quem são Ralf e Ana, ou Tevez e Messi... Realmente essas coisas não possuem a menor utilidade prática, e não mudam nada na vida das pessoas, mas possuem aspectos sociológicos muito fortes: o patriotismo e a sensação de "pertencimento" na Copa, e a ética (ou a falta dela) no BBB, quando as pessoas se identificam ou criticam o comportamento de algum(ns) participante(s) do programa.

Por esse ângulo, os "efeitos" de uma Copa ou de um BBB sao mais importantes do que tragédias na Ásia ou guerras no oriente médio, pois os últimos quase não têm reflexo no nosso cotidiano.

Eu particularmente não troco uma saída, um filme, ou um bom jogo de futebol, por assistir ao BBB, mas quando estou em casa, sem nada prá fazer, porquê não? Até mesmo para poder criticar, pois preciso dos meus próprios argumentos, não gosto de "pegar pronto" por aí...

Futebol e TV são simplesmente meios de diversão. Mas prá quem diz que não gosta de um ou de outro, só uma advertência: o futuro da sociedade passa por essas coisas (dentre outras, claro), e os que querem ficar "antenados" precisam estar ligados em tudo isso!

*Ju* disse...

Nao gosto de BBB e nem de copa do Mundo... São coisas que fazem o povo brasileiro parar de trabalhar.

*Ju* disse...

Ia ser engraçado um BBB com Bin Laden, Bush, Chavez... peraí que vou pensar quem mais vou escalar.